A festa correu bem, a noiva estava bonita, o noivo emocionou-se. Mas do que eu mais gostei foi disto. De perceber que já não temos 20 anos mas que continua tão bom como nessa altura.
Há partes da nossa vida que simplesmente não podemos perder. Devemos preservar como se de tesouros se tratassem.
A festa correu bem, a noiva estava bonita, o noivo emocionou-se. Mas do que eu mais gostei foi disto. De perceber que já não temos 20 anos mas que continua tão bom como nessa altura.
Há partes da nossa vida que simplesmente não podemos perder. Devemos preservar como se de tesouros se tratassem.
Tenho pensado no amor. No amor fraterno que nos liga aos nossos amigos, que nos faz sorrir quando recordamos momentos partilhados, que nos faz ter vintade de partilhar mais. No sábado casou o Rui. O Rui, para quem não sabe, era o mais improvável de se casar do nosso pequeno grupo de faculdade. Muitas conversas tivemos na FSCH sobre gajas, namoros, amor, impossibilidade do próprio. O Rui, muito optimista em muitas coisas, no que ao amor dizia respeito era um pessimista convicto. E o sábado passado lá esteve, para lhe provar que não há certezas absolutas~, não há verdades universais... mas a vida com amor tem outro sentido. E percebeu-se, naquele belo momento de partilha, que a vida dele está muito mais preenchida.
Tenho pensado no amor. No amor fraterno que nos liga aos nossos amigos, que nos faz sorrir quando recordamos momentos partilhados, que nos faz ter vintade de partilhar mais. No sábado casou o Rui. O Rui, para quem não sabe, era o mais improvável de se casar do nosso pequeno grupo de faculdade. Muitas conversas tivemos na FSCH sobre gajas, namoros, amor, impossibilidade do próprio. O Rui, muito optimista em muitas coisas, no que ao amor dizia respeito era um pessimista convicto. E o sábado passado lá esteve, para lhe provar que não há certezas absolutas~, não há verdades universais... mas a vida com amor tem outro sentido. E percebeu-se, naquele belo momento de partilha, que a vida dele está muito mais preenchida.
Depois da Madonna, faltava-me este concerto para arrumar no seu devido lugar a minha adolescência, as paixões impossíveis do secundário, as matinés do Crazy Nights.
Depois da Madonna, faltava-me este concerto para arrumar no seu devido lugar a minha adolescência, as paixões impossíveis do secundário, as matinés do Crazy Nights.
É sempre assim. Invariavelmente. Quando as coisas correm muito bem, quando o dia nos mostra uma nesguita de felicidade, tem de haver sempre uma pedra no sapato, uma merdice qualquer que obrigue a que o dia acabe mal. Hoje foi um bom dia. A sério que foi. Entrei oficialmente em estágio para o concerto de sábado. No iPod que ofereci ao meu marido e que me acompanha quase todos os dias, já só passa música desse grande ícone da música pop dos loucos anos 80, George Michael. Cheguei bem-disposta ao trabalho, consegui fazer tudo o que tinha para fazer (e não era pouco), fui ao ginásio à hora do almoço, fui visitar o meu pai e adorei vê-lo. Jogámos às cartas, ele estava alegre. Pela primeira vez em muitos meses vi um sorriso sincero no seu olhar. Saí do hospital com o coração cheio de alegria e esperança. A mim já não me importa muito se estes momentos de esperança e de alegria não passam disso, de momentos. Efémeros... contenta-me a sua autenticidade. Telefonei à minha mãe a contar-lhe a minha felicidade. Telefonei à minha sogra a dizer exactamente o mesmo: que há dias felizes e que devemos vivê-los com toda a intensidade que nos for possível. E estava eu nisto, nesta alegria partilhada, já à porta de casa a estacionar o carro quando levo uma daquelas panadas que me deixou a porta metida para dentro... E o gajo ainda teve a coragem de dizer que eu estava a sair e não a estacionar. Aquela hora? Só ao estalo. O senhor Mané (assim se chama o senhor que me deu uma panada) estava tão convencido que eu estava a sair de um estacionamento que não me deixou outra via que não fosse chamar a polícia. E se pode parecer que a coisa acaba por aqui, desenganem-se. A minha rua fica a cerca de 200m de uma esquadra. Mesmo assim tive de esperar 40 minutos para que a polícia aparecesse. 40 minutos de trânsito cortado numa rua de sentido único, com apenas uma faixa de rodagem e onde passam autocarros... Não foi bonito. No meio de toda aquela confusão não conseguia encontrar a minha carta de condução. Fui a casa (mesmo ali do outro lado da rua) à sua procura. Regressada à companhia dos senhores agentes da autoridade lá lhes expliquei que não encontrava a bendita da carta. "Teremos de passar uma notificação para se apresentar na esuqdra, num prazo de oito dias, com a carta." "Muito bem", respondi. Trinta euros custa a notificação. Decidi voltar a olhar para a minha carteira e.... lá estava ela, no seu lugar de sempre. A minha carta. "Senho agente, está aqui, no seu lugar de sempre", disse a sorrir". Mas o sorriso durou pouco. Como já tinha começado a escrever a notificação e esta é numerada fui obrigada a pagar os 30 euros... Amanhã espera-me o de sempre quando temos de falar com seguradoras: CHATICE na certa. E tudo isto aconteceu já depois das seis, depois do fecho da hora de expediente. No fim de um dia que tinha sido tão bom.
É sempre assim. Invariavelmente. Quando as coisas correm muito bem, quando o dia nos mostra uma nesguita de felicidade, tem de haver sempre uma pedra no sapato, uma merdice qualquer que obrigue a que o dia acabe mal. Hoje foi um bom dia. A sério que foi. Entrei oficialmente em estágio para o concerto de sábado. No iPod que ofereci ao meu marido e que me acompanha quase todos os dias, já só passa música desse grande ícone da música pop dos loucos anos 80, George Michael. Cheguei bem-disposta ao trabalho, consegui fazer tudo o que tinha para fazer (e não era pouco), fui ao ginásio à hora do almoço, fui visitar o meu pai e adorei vê-lo. Jogámos às cartas, ele estava alegre. Pela primeira vez em muitos meses vi um sorriso sincero no seu olhar. Saí do hospital com o coração cheio de alegria e esperança. A mim já não me importa muito se estes momentos de esperança e de alegria não passam disso, de momentos. Efémeros... contenta-me a sua autenticidade. Telefonei à minha mãe a contar-lhe a minha felicidade. Telefonei à minha sogra a dizer exactamente o mesmo: que há dias felizes e que devemos vivê-los com toda a intensidade que nos for possível. E estava eu nisto, nesta alegria partilhada, já à porta de casa a estacionar o carro quando levo uma daquelas panadas que me deixou a porta metida para dentro... E o gajo ainda teve a coragem de dizer que eu estava a sair e não a estacionar. Aquela hora? Só ao estalo. O senhor Mané (assim se chama o senhor que me deu uma panada) estava tão convencido que eu estava a sair de um estacionamento que não me deixou outra via que não fosse chamar a polícia. E se pode parecer que a coisa acaba por aqui, desenganem-se. A minha rua fica a cerca de 200m de uma esquadra. Mesmo assim tive de esperar 40 minutos para que a polícia aparecesse. 40 minutos de trânsito cortado numa rua de sentido único, com apenas uma faixa de rodagem e onde passam autocarros... Não foi bonito. No meio de toda aquela confusão não conseguia encontrar a minha carta de condução. Fui a casa (mesmo ali do outro lado da rua) à sua procura. Regressada à companhia dos senhores agentes da autoridade lá lhes expliquei que não encontrava a bendita da carta. "Teremos de passar uma notificação para se apresentar na esuqdra, num prazo de oito dias, com a carta." "Muito bem", respondi. Trinta euros custa a notificação. Decidi voltar a olhar para a minha carteira e.... lá estava ela, no seu lugar de sempre. A minha carta. "Senho agente, está aqui, no seu lugar de sempre", disse a sorrir". Mas o sorriso durou pouco. Como já tinha começado a escrever a notificação e esta é numerada fui obrigada a pagar os 30 euros... Amanhã espera-me o de sempre quando temos de falar com seguradoras: CHATICE na certa. E tudo isto aconteceu já depois das seis, depois do fecho da hora de expediente. No fim de um dia que tinha sido tão bom.
Hoje, enquanto vinha para o trabalho na minha latinha branca a ouvir George Michael, senti-me feliz. Naqueles minutos de Lisboa à Cruz Quebrada senti-me livre, despreocupada, sorridente, bem-disposta. Voltei a ser adolescente, mesmo que por apenas 20 minutos.
E, nesses momentos de puro gozo, fui assolada pela seguinte questão: QUAL É A MELHOR MÚSICA DO JORGE MIGUEL? DIGAM-ME LÁ!
Hoje, enquanto vinha para o trabalho na minha latinha branca a ouvir George Michael, senti-me feliz. Naqueles minutos de Lisboa à Cruz Quebrada senti-me livre, despreocupada, sorridente, bem-disposta. Voltei a ser adolescente, mesmo que por apenas 20 minutos.
E, nesses momentos de puro gozo, fui assolada pela seguinte questão: QUAL É A MELHOR MÚSICA DO JORGE MIGUEL? DIGAM-ME LÁ!