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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


Caro responsável pelos recursos humanos dos supermercados Pingo Doce, eu, enquanto vossa cliente e enquanto mãe de duas crianças, enquanto cidadã preocupada com o país no qual vivemos, com o respeito pelo próximo e pelos mais desprotegidos venho, por este meio, pedir-lhe que explique o seguinte às pessoas que trabalham nos vossos supermercados: a designação criança de colo não é igual a criança ao colo. Uma criança de colo é, de acordo com a lei, uma criança com idade até aos 24 meses. Uma criança ao colo, por sua vez, é qualquer criança, de qualquer idade desde que transportada efetivamente ao colo. Nas caixas prioritárias dos supermercados as crianças de colo estão graficamente representadas ao colo das mães porque não há outra forma tão eficaz de as representar. Mas é apenas uma ilustração. É vergonhosa a forma como os vossos funcionários viram a cara para o lado quando vêem uma mulher com um bebé numa caixa prioritária e mais vergonhosa ainda é a explicação que os vossos gerentes de loja dão. Uma vez que, depois de uma breve pesquisa no google, percebi que o que se passou comigo ontem é prática comum nos vossos supermercados, deduzo que seja uma questão de formação. No módulo"como tratar os clientes nas caixas prioritárias" vocês devem dizer aos futuros funcionários coisas como "o que vale é o bom senso.", "Se a criança estiver no carrinho a mãe ja não tem prioridade", "Se a criança estiver ao colo do pai mas também estiver presente a mãe então não necessita da prioridade porque está ao colo do pai". A sério? Mesmo? Se a questão fosse de bom senso não eram necessárias caixas prioritárias porque qualquer pessoa com dois dedos de testa daria a vez a uma grávida, ou a uma pessoa com uma criança de colo ou a um velhinho com dificuldade em andar. Mas é porque o bom senso não resulta que existe a lei. E a caixa prioritária. Agradecida!

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9 comentários

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De Anónimo a 11.03.2015 às 17:29

Lamentavelmente não há nenhuma lei para entidades privadas. A única legislação que estabelece a prioridade para grávidas, idosos, etc, só é destinada a serviços públicos (DL 135/99). Os privados só criam regras de prioridade se assim entenderem. Quanto ao bom senso é uma pena, mas não existe.
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De Princesa das estrelas a 10.07.2015 às 00:11

As entidades privadas não são obrigadas a ter atendimento prioritário, é verdade. Mas se o têm quais são as regras que se aplicam? Se não for a lei geral não devem estar afixadas as normas em local visível?

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