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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


Caro responsável pelos recursos humanos dos supermercados Pingo Doce, eu, enquanto vossa cliente e enquanto mãe de duas crianças, enquanto cidadã preocupada com o país no qual vivemos, com o respeito pelo próximo e pelos mais desprotegidos venho, por este meio, pedir-lhe que explique o seguinte às pessoas que trabalham nos vossos supermercados: a designação criança de colo não é igual a criança ao colo. Uma criança de colo é, de acordo com a lei, uma criança com idade até aos 24 meses. Uma criança ao colo, por sua vez, é qualquer criança, de qualquer idade desde que transportada efetivamente ao colo. Nas caixas prioritárias dos supermercados as crianças de colo estão graficamente representadas ao colo das mães porque não há outra forma tão eficaz de as representar. Mas é apenas uma ilustração. É vergonhosa a forma como os vossos funcionários viram a cara para o lado quando vêem uma mulher com um bebé numa caixa prioritária e mais vergonhosa ainda é a explicação que os vossos gerentes de loja dão. Uma vez que, depois de uma breve pesquisa no google, percebi que o que se passou comigo ontem é prática comum nos vossos supermercados, deduzo que seja uma questão de formação. No módulo"como tratar os clientes nas caixas prioritárias" vocês devem dizer aos futuros funcionários coisas como "o que vale é o bom senso.", "Se a criança estiver no carrinho a mãe ja não tem prioridade", "Se a criança estiver ao colo do pai mas também estiver presente a mãe então não necessita da prioridade porque está ao colo do pai". A sério? Mesmo? Se a questão fosse de bom senso não eram necessárias caixas prioritárias porque qualquer pessoa com dois dedos de testa daria a vez a uma grávida, ou a uma pessoa com uma criança de colo ou a um velhinho com dificuldade em andar. Mas é porque o bom senso não resulta que existe a lei. E a caixa prioritária. Agradecida!

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9 comentários

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De tarotnet a 09.03.2015 às 17:01

Eu penso que o "problema" das caixas prioritários é bem mais vasto do que o simples atender ou formação dos colaboradores.
Primeiramente existem caixas prioritários porque a Lei assim o obriga, porque foi identificado que existem situações onde é necessário um atendimento preferenciado mas todos nós sabemos que em Portugal se fazem optimas Leis mas que depois em termos de aplicabilidade ficam muito aquém.
Todos os supermercados para abrirem são obrigados a designar uma caixa para ser prioritária mas depois o que se passa é que a maioria dos clientes dos supermercados são clientes que se enquadram no perfil de clientes da caixa prioritária. Entre idosos, senhoras grávidas e crianças de cólo quem é que define a prioridade. Muitas vezes verifica-se na mesma caixa 15 clientes que poderiam beneficiar de atendimento prioritário e quem vai primeiro? Quem decide quem tem mais ou menos prioridade?
Outra questão é que não existe na maioria dos supermercados espaço para terem muitas caixas e daí que a caixa prioritário é mais uma e quando só existem 5 caixas e estão todas cheias como é que vamos manter a regra da prioridade, quem promove a ordem dos clientes tresloucados que esperam à minutos e quase insultam os trabalhadores?
Como devem ter reparado não defendi nenhuma marca de supermercados pois este problema é geral e passa obviamente pelo civismo individual e da fiscalização da aplicabilidade mas o bom senso quando existe nem é preciso a existencia de uma caixa prioritária, se existe necessidade a pessoa passa à frente seja em que caixa for.

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