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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


Caro responsável pelos recursos humanos dos supermercados Pingo Doce, eu, enquanto vossa cliente e enquanto mãe de duas crianças, enquanto cidadã preocupada com o país no qual vivemos, com o respeito pelo próximo e pelos mais desprotegidos venho, por este meio, pedir-lhe que explique o seguinte às pessoas que trabalham nos vossos supermercados: a designação criança de colo não é igual a criança ao colo. Uma criança de colo é, de acordo com a lei, uma criança com idade até aos 24 meses. Uma criança ao colo, por sua vez, é qualquer criança, de qualquer idade desde que transportada efetivamente ao colo. Nas caixas prioritárias dos supermercados as crianças de colo estão graficamente representadas ao colo das mães porque não há outra forma tão eficaz de as representar. Mas é apenas uma ilustração. É vergonhosa a forma como os vossos funcionários viram a cara para o lado quando vêem uma mulher com um bebé numa caixa prioritária e mais vergonhosa ainda é a explicação que os vossos gerentes de loja dão. Uma vez que, depois de uma breve pesquisa no google, percebi que o que se passou comigo ontem é prática comum nos vossos supermercados, deduzo que seja uma questão de formação. No módulo"como tratar os clientes nas caixas prioritárias" vocês devem dizer aos futuros funcionários coisas como "o que vale é o bom senso.", "Se a criança estiver no carrinho a mãe ja não tem prioridade", "Se a criança estiver ao colo do pai mas também estiver presente a mãe então não necessita da prioridade porque está ao colo do pai". A sério? Mesmo? Se a questão fosse de bom senso não eram necessárias caixas prioritárias porque qualquer pessoa com dois dedos de testa daria a vez a uma grávida, ou a uma pessoa com uma criança de colo ou a um velhinho com dificuldade em andar. Mas é porque o bom senso não resulta que existe a lei. E a caixa prioritária. Agradecida!

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9 comentários

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De Cynthia a 08.03.2015 às 08:55

Se assim era, não faziam caixas prioritárias. Mas descansa, não me parece que seja geral em todos os Pingo Doce, porque já me foi dada prioridade numa caixa num Pingo Doce numa altura em que fui às compras com uma pequenina de quem eu era ama (e ela estava no carrinho!)
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De Célia a 09.03.2015 às 09:55

Bom dia. Sei o que isso é e revolta-me.
Mas reclamo, não por mim (não tenho filhos nem estou debilitada), mas por quem tem vergonha de reclamar, principalmente as pessoas mais velhas.
Sempre que vejo alguém que necessite, peço desculpa aos que estão na frente e faço essa pessoa passar à frente!
Para quem olha de lado e não tem bom senso, acho que devemos tentar chamar a atenção.
Também no Pingo Doce já me conhecem. Uma das Caixas, sempre que me vê, começa a olhar para ver quem está mais velho à espera de ser atendido.
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De Miss Sardas a 09.03.2015 às 10:01

Acho que é um mal geral, não é só no Pingo Doce...
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De LUCIANA a 09.03.2015 às 10:49

Tenho um bébé de 5 meses e durante toda a gravidez e agora que tenho o bébé nunca nenhuma funcionaria me deu prioridade, todas olhavam para mim e realmente faziam de conta, ao inicio deixava-me estar mas agora pergunto se nao tenho prioridade e passo para o inicio da fila..
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De Teresa Santos a 09.03.2015 às 12:35

Sei exatamente do que fala, estive grávida à pouco tempo e houve vários episódios desde o fingir que não viam, até que um dia numa loja Wells tirei uma senha prioritária mas não me chamavam, reclamei à funcionária, que me perguntou se eu me estava a sentir mal, que gravidez não era doença (concordo perfeitamente) ainda disse que a senha prioritária era só para alguém que se estivesse sentir mal. Para quê caixas prioritárias ou senhas prioritárias se depois os próprios funcionários tem estas atitudes. O que me deixa ainda mais triste é que alguns clientes que estavam na loja acham que não devem dar prioridade a uma grávida de 8 meses que era o meu caso.
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De tarotnet a 09.03.2015 às 17:01

Eu penso que o "problema" das caixas prioritários é bem mais vasto do que o simples atender ou formação dos colaboradores.
Primeiramente existem caixas prioritários porque a Lei assim o obriga, porque foi identificado que existem situações onde é necessário um atendimento preferenciado mas todos nós sabemos que em Portugal se fazem optimas Leis mas que depois em termos de aplicabilidade ficam muito aquém.
Todos os supermercados para abrirem são obrigados a designar uma caixa para ser prioritária mas depois o que se passa é que a maioria dos clientes dos supermercados são clientes que se enquadram no perfil de clientes da caixa prioritária. Entre idosos, senhoras grávidas e crianças de cólo quem é que define a prioridade. Muitas vezes verifica-se na mesma caixa 15 clientes que poderiam beneficiar de atendimento prioritário e quem vai primeiro? Quem decide quem tem mais ou menos prioridade?
Outra questão é que não existe na maioria dos supermercados espaço para terem muitas caixas e daí que a caixa prioritário é mais uma e quando só existem 5 caixas e estão todas cheias como é que vamos manter a regra da prioridade, quem promove a ordem dos clientes tresloucados que esperam à minutos e quase insultam os trabalhadores?
Como devem ter reparado não defendi nenhuma marca de supermercados pois este problema é geral e passa obviamente pelo civismo individual e da fiscalização da aplicabilidade mas o bom senso quando existe nem é preciso a existencia de uma caixa prioritária, se existe necessidade a pessoa passa à frente seja em que caixa for.
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De Anónimo a 11.03.2015 às 17:29

Lamentavelmente não há nenhuma lei para entidades privadas. A única legislação que estabelece a prioridade para grávidas, idosos, etc, só é destinada a serviços públicos (DL 135/99). Os privados só criam regras de prioridade se assim entenderem. Quanto ao bom senso é uma pena, mas não existe.
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De Inês P Queiroz a 10.07.2015 às 00:11

As entidades privadas não são obrigadas a ter atendimento prioritário, é verdade. Mas se o têm quais são as regras que se aplicam? Se não for a lei geral não devem estar afixadas as normas em local visível?
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De Marta Salavisa a 17.03.2015 às 12:20

Por causa dessa coisa do boneco com a criança ao colo, tive que explicar, no Pingo Doce, que se o desenho fosse para levar à letra, uma mulher de calças não podia ir fazer xixi ao wc das mulheres, porque o boneco das casas de banho usa saia... Enfim, momentos "recordar é viver"!

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