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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.

15
Out14

Tiro no coração

por Inês P Queiroz

Foi assim que me senti ontem. Voltei ao local onde o meu pai esteve internado e onde morreu. Voltei aquela sala. Acho que nunca falei da coragem extraordinária do meu irmão. O meu irmão trabalhava no serviço onde o meu pai passou mais tempo internado e onde morreu. Caraças, de cada vez que penso nisso acho que ninguém pode sobreviver de forma normal a este tipo de dor. Ele tratou do nosso pai, viu-o definhar e morrer. Mas pior do que isso é voltar todos os dias àquele local, olhar para aquela sala, vazia, cama feita. Aquela pequena cela de isolamento. Aqueles vidros onde os netos se penduravam. E ele faz isso diariamente. Ontem, enquanto fui ter com o meu irmão, senti uma estranha atracção aquele sítio e quando dei por mim já estava lá dentro, a olhar para todos os cantos, para todos os pormenores e a senti-lo ainda lá. Parecia que tinha sido ontem que lá tinha entrado pela última vez: naquele ritual de desinfectar as mãos, por luvas e máscarapa, dar um longo beijo, massajar-lhe as pernas, ler-lhe o jornal, contar as novidades do Henrique. E foi aí que senti uma dor tão fina que parecia que me tinham rebentado o coração. De dentro para fora.

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11
Out14

Dias maus

por Inês P Queiroz

Por estes dias as coisas nunca andam boas. 8 e 9 de Outubro são dias que me ficaram gravados no coração. Pode parecer estranho mas acordei no dia 8 com uma sensação estranha, um aperto no coração, não consigo explicar bem. Depois lembrei-me... E entrei num processo de memórias, de reconstituição de uma realidade que já o foi. O dia em que o meu pai me morreu. E escrevo morreu-me e não morreu, porque é assim que me sinto. Ainda hoje: ele morreu-me, foi-me tirado. Fecho os olhos e faço a reconstituição daqueles dois dias. Foi tudo tão rápido e às vezes parece-me que foi uma eternidade, que o tempo simplesmente não passava. Estes dias são dias em que as palavras com a minha mãe e com o meu irmão são mais escassas. Tentamos lembrar o que não foi esquecido. "Sabes que dia é hoje?" "Sei,mas não quero falar sobre isso. Não estou preparada. " Perder o meu pai deixou-me infinitamente mais triste. E não há nada que preencha esse vazio. Já lá vão seis anos...

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20
Set14

Momento estranho da noite

por Inês P Queiroz
Ontem fui a um concerto e ao meu lado sentou-se um senhor com uma traqueostomia. Aquilo incomodou-me tanto, mexeu em tantos botões da minha cabeça. Se tudo tivesse corrido bem, aquele podia ser o meu pai. O meu pai devia ter sobrevivido e a única sequela visível deveria ser aquela: aquele furinho, aquele respirar diferente, aquela voz a que todos já nos teríamos habituado. Foi triste. E depois havia a envolvência da música, eu sei lá. A verdade é que tive muitas muitas saudades e não consegui evitar chorar.

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02
Ago14

O meu pai nas pequenas coisas

por Inês P Queiroz

Ontem o Henrique chegou de Março de Canaveses. Vinha feliz, com um sorriso maravilhoso, e com novidades. Dos amigos que fez, dos jogos que jogou e das descobertas que fez. Sim. As descobertas do sótão. A minha mãe andou no sótão, encontrou testes meus, objectos, pequenas coisas do meu passado que estavam guardadas, quase perdidas. Uma delas foi este saco, feito de uma saia de ganga que já não me servia.
Lembro-me tão bem dele... Quando a minha mãe mo mostrou não consegui evitar as lágrimas. Aquele I, desenhado e bordado pelo meu pai, trouxe-me tantas memórias... E saudades também.

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09
Mai14

memórias do meu pai

por Inês P Queiroz
Hoje quando vinha a caminho do escritório cruzei-me com um senhor que tinha o cheiro do meu pai. Aquele cheiro de quem acabou de fazer a barba e colocou perfume... um cheiro fresco e único como ele tinha. Senti tantas saudades dele naquele momento... O meu pai já morreu há quase seis anos, e eu tenho cada vez mais saudades dele.

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28
Mar11

60

por Inês P Queiroz
Se fosses vivo fazias hoje 60 anos. Seria dia de festa. Teríamos um belo bolo de aniversário. Estarias rodeado dos teus netos que enfiariam os dedos no bolo antes do permitido. Cantaríamos os parabéns. Haveria uma garrafa de espumante. Estaríamos todos reunidos em volta da mesa, uma das coisas que mais gostavas, e haveria muita algazarra. Mas tu morreste e a algazarra foi substituída pelo silêncio da visita ao cemitério onde és apenas uma fotografia. Hoje à noite vou beber um copo por ti, pai. e chorar um bocadinho a falta que me fazes.

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11
Jun10

festejos e nostalgias

por Inês P Queiroz
Amanhã faz seis anos que o meu filho nasceu. E foi um dia de uma alegria inacreditável. Amanhã faz 4 anos que me casei. E foi um dia maravilhoso. Em ambos o meu pai esteve presente e contribuiu para que a felicidade fosse mais completa. Amanhã voltamos a festejar mas, desta feita, sem ti, pai. E custa-me muito que estes festejos não contem contigo, com o teu sorriso, com o teu beijo. Tenho saudades, mas prometo que não vou chorar. Vou honrar a tua memória com uma festa bonita. Vou fechar os olhos e imaginar que estás lá.

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28
Dez09

saudades com sorrisos

por Inês P Queiroz
Não vale a pena dizer quantas vezes me lembrei do meu pai este Natal. Senti muitas saudades de acordar em sua casa no dia 25, com o cheiro do pão torrado a entrar pelo quarto e a sua voz a chamar-me molengona. Senti a falta do seu beijo, da sua alegria enquanto me via a abrir as prendas, do brilho do seu olhar... senti a falta de muitas coisas dele, mas não chorei. Consegui engolir uma ou outra lágrima mais matreira e vivi esta quadra com alegria.
Mas hoje pai, foi mais forte do que eu, lembrei-me de ti quando regressava do trabalho e no rádio parei na Amália FM. Escutava-se "O Rapaz da Camisola Verde", faduncho do qual tanto gostavas. E dei por mim a rir-me como uma perdida e a lembrar-me de ti e da forma como gozava contigo por gostares desse fado.
Onde quer que estejas pai, sente o meu beijo com muito amor

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11
Nov09

nas pequenas coisas

por Inês P Queiroz
estás nas pequenas coisas do meu dia-a-dia, pai. Nas pequenas frustrações, nos insignificantes gestos do quotidiano, nas mais simples memórias. Hoje à noite, quando chegávamos a casa depois da natação, o Henrique disse, "Olha ali o teu pai, no céu". E eu senti-me verdadeiramente acompanhada por ti.
Este fim-de-semana, enquanto tomávamos banho, olhou-me com aqueles olhos de criança cheia de medo e disse "Mãe, nunca te vou esquecer. Nem quando morreres. Eu também não esqueci o avô António".
Por isso pai, como podes ver, estás em nós, na peça de roupa que comprei quando te fui ver ao hospital, na frase que dirias, no petisco que como e que sei que adoravas... estás em tudo e nem por isso as saudades são menos.

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09
Out09

Obrigada, senhor Obama

por Inês P Queiroz
Custou-me muito, mas sobrevivi a este dia. Em parte graças ao senhor Obama. Thank you Mr President. Sim, o senhor Obama é meu autor e, por esse motivo, começaram a chover telefonemas a partir das 9h30 da manhã. Não foram telefonemas de parabéns mas sim de "que material vamos fazer para o ponto de venda e de que modo coordenamos a produção?". E soube-me muito bem não passar a viagem de comboio a pensar no meu destino, na tristeza que há dentro de mim. Ela continuou cá, mas adormecida. Porque, vá-se lá saber porquê, eu sou daquelas que vibra com o trabalho (às vezes, muitas, também esperneio e rabujo), que gosto de fazer bem, que me interesso por fazer melhor e, verdade verdadinha, apesar de todas as merdas que se dizem hoje, que ele não merecia, que não fez nada pela paz no mundo, que pela primeira vez o prémio é atribuído a alguém de quem se espera muito mas que ainda não fez nada, fico muito agradecida aos senhores que deliberaram, que a escolha tenha recaído sobre o senhor Obama. Eu já gostava muito dele. Talvez porque deixei de acreditar em Deus e me centro mais nos Homens, gosto deste homem que tem, com toda a certeza, muitos defeitos, mas que transporta em sim a chama da esperança que há muito eu não via. Estou-me a borrifar para as considerações acerca do poder e do domínio excessivo dos EUA na política e na economia mundial. Sim, eles são uns pedantes, sim, eles são uns cínicos, sim eles acham-se os melhores do mundo e fazem muita merda. Mas terá sido o Obama a iniciar o processo??? Pois, bem me parecia que não.
Senhor Obama, eu já gostava de si e hoje passei a gostar ainda mais. Porque o senhor, sem saber muito bem porquê, amenizou a minha dor, tornou menos dolorosa a colocação da placa com a foto e com o nome do meu pai em cima do jazigo de família, fez-me pensar que há mais no mundo que a minha tristeza.
Obrigada, senhor Obama

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09
Out09

Ano I depois de ti

por Inês P Queiroz
Faz hoje um ano que o meu pai morreu. Não posso dizer que tenha sido sem aviso, ele estava doente há dois anos, vivia num grande calvário e, talvez por isso, tenha decidido desistir. O seu enorme coração já não suportava tanta dor e tanta tristeza. E assim, apesar da alegria de ver os netos, apesar da minha mãe, de mim e do meu irmão, ele decidiu que não queria viver mais.
E quem me conhece sabe que sou a última pessoa a criticar ou a condenar o meu pai. O que ele vivia, sendo viver, ja não era quase nada. Era coisa pouca para um homem tão grande e tão generoso.
Faz hoje precisamente um ano que soube o que era perder um bocadinho de mim. E, fechando os olhos, lembro-me de quase tudo o que aconteceu nesse dia.
Todos tínhamos consciência que o meu pai nos estava a escapar por entre os dedos; ele já tinha desisitido há alguns dias; lembro-me do telefonema para me ir despedir dele; recordo-me perfeitamente dos minutos que estivemos a sós... ele já inconscinete, sereno, tranquilo. O coração a bater cada vez mais devagar; sei exactamente o que lhe disse, os beijos que lhe dei, as saudades que comecei a sentir logo naquele instante... E depois saí, fui a casa escolher uma roupa, a mais bonita, tudo a condizer (o meu pai adorava que eu lhe escolhesse a roupa)... e depois o telefonema do meu irmão, a chegada ao hospital, o olhar para ele já sem vida, a tristeza da minha mãe, o desespero do meu irmão. E quando olhei para o meu irmão, roupa nos braços para vestir o meu pai com um coleg de trabalho, soube que não o podia deixar com um estranho a fazer a mais penosa das suas tarefas: aquele não era um morto, era o nosso pai. E ainda não sei como, contrariei todas as minhas crenças e entrei naquela sala para o vestir, num ritual muito ambíguo: triste, muito triste mas, simultaneamente, com algum orgulho por sermos nós, naquele momento, a tratar dele.
E depois foi tudo muito rápido. Um ano a voar, o primeiro aniversário do mano sem ele, o primeiro Natal, o meu primeiro aniversário, o dele, o do Henrique, o da mãe, o dia do pai....
E a cada dia que passa sinto mais saudades dele...

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09
Jul09

Contabilidade

por Inês P Queiroz
Durante todo o dia tentei pensar em outras coisas. Mas, nem por um segundo, consegui esquecer que faz hoje nove meses que te perdi, pai.

fazes-me falta

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16
Jun09

Ausência

por Inês P Queiroz
O dia 9 é um dia malfadado. É o dia em que partiste. Este ano, que é o primeiro sem ti, pai, é também contabilizado pela tua ausência nas comemorações da família. Em Novembro faltaste ao 3º aniversário do Tiago, e ao 36º do teu filho e do Filipe. Em Dezembro não estiveste no Natal. Não me mandaste um beijo no ano novo. Falhaste os meus anos em Fevereiro. Tiveste a coragem de não comemorar os teus em Março. E agora foram os anos do Henrique... fazes-me falta.

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29
Mar09

Março chega finalmente ao fim

por Inês P Queiroz
E sinto-me aliviada.
Com o fim deste mês vai-se o dia do pai e passa-se o aniversário do meu pai. Foi ontem, dia 28, que, nos 33 anos da minha existência pela primeira vez passei pelo seu aniversário sem o ter.
Desde que o meu pai morreu que não voltei ao cemitério onde está sepultado. Este fim-de-semana achei que era tempo de enfrentar a realidade e fui até Marco de Canaveses. Eu e a minha mãe. E foi horrível chegar aquele jazigo e imaginar-te lá, pai. Sem a tua fotografia e sem qualquer lápide tornou-se menos penoso. Pude fingir, durante instantes, que estava ali apenas para ver o avô ou a bisavó. Mas foi só durante um instante. Passados esses segundos iniciais pude fechar os olhos e ver-te descer à terra naquele caixão castanho claro. Ontem parei de fingir que ainda estavas na clínica à espera da minha visita. Ontem não houve bolo de aniversário, nem prenda, nem parabéns a você. Houve lágrimas e muitas saudades

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10
Mar09

aniversários - parte 2

por Inês P Queiroz
Dia 9 de Março... faz cinco meses que o meu pai morreu. Tenho tantas saudades que até sinto falta de ar de tanto que me dói o peito quando penso nele. Este vai ser um mês difícil com o Dia do Pai e o dia do seu aniversário... são demasiadas efemérides sem a sua presença.
Vou fechar os olhos e recordá-lo a sorrir.

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21
Jan09
Ainda a propósito da morte com cancro e porque não quero usar como exemplo um mau exemplo. Eu não conhecia a Tereza Coelho e, hoje em conversa, disseram-me que, afinal ela não tinha cancro mas um tumor benigno e que a sua pneumonia em nada estava relacionada com cancro... Sendo assim, esqueçamos o caso da Tereza (apesar de alguns orgãos terem noticiado que ela tinha morrido de cancro). O que eu acho é que quando a pessoa morre de uma complicação do cancro tal não deve ser escamoteado. O meu pai, por exemplo, teve cancro da hipofaringe. Morreu de uma complicação da sua doença. Se tivesse sido atropelado ao atravessar a rua não seria de uma complicação do cancro. Mas como morreu dos efeitos da radioterapia. a verdade, pelo menos a minha verdade, é que morreu de uma complicação do cancro.

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21
Jan09
Ainda a propósito da morte com cancro e porque não quero usar como exemplo um mau exemplo. Eu não conhecia a Tereza Coelho e, hoje em conversa, disseram-me que, afinal ela não tinha cancro mas um tumor benigno e que a sua pneumonia em nada estava relacionada com cancro... Sendo assim, esqueçamos o caso da Tereza (apesar de alguns orgãos terem noticiado que ela tinha morrido de cancro). O que eu acho é que quando a pessoa morre de uma complicação do cancro tal não deve ser escamoteado. O meu pai, por exemplo, teve cancro da hipofaringe. Morreu de uma complicação da sua doença. Se tivesse sido atropelado ao atravessar a rua não seria de uma complicação do cancro. Mas como morreu dos efeitos da radioterapia. a verdade, pelo menos a minha verdade, é que morreu de uma complicação do cancro.

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07
Jan09

Ensinamento 1

por Inês P Queiroz
Quando eu era miúda não dispensava uma boa briga. Quer dizer, não era miúda de andar por aí à pancada a torto e a direito mas aprendi a defender-me, coisa que era uma regra de ouro lá em casa. São vários os ensinamentos do meu pai que me vêm à memória ultimamente, e este era um deles. "Não quero que me digam que começaste uma briga, mas nunca me chegues a casa a chorar porque te bateram, que aí ainda te dou uma palmada."
E a verdade é que eu aprendi e nunca me dei mal com esta regra que pretendo passar ao Henrique. Vai ser o primeiro de muitos ensinamentos do avó António.

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07
Jan09

Ensinamento 1

por Inês P Queiroz
Quando eu era miúda não dispensava uma boa briga. Quer dizer, não era miúda de andar por aí à pancada a torto e a direito mas aprendi a defender-me, coisa que era uma regra de ouro lá em casa. São vários os ensinamentos do meu pai que me vêm à memória ultimamente, e este era um deles. "Não quero que me digam que começaste uma briga, mas nunca me chegues a casa a chorar porque te bateram, que aí ainda te dou uma palmada."
E a verdade é que eu aprendi e nunca me dei mal com esta regra que pretendo passar ao Henrique. Vai ser o primeiro de muitos ensinamentos do avó António.

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05
Jan09

Ano Novo

por Inês P Queiroz
Acabaram as festas.
Estou de volta ao trabalho. Ano Novo.
Vazio antigo

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