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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.

22
Fev15

Malditas viroses

por Inês P Queiroz

Nas últimas duas semanas já perdi a conta às vezes que tirei a temperatura aos miúdos e levei seringas de medicamentos. Estou farta caraças. Começou com uma virose do meu marido: três dias de cama. A seguir a Alice com uma otite. Depois, no dia dos meus anos (dia 12), o Hemrique começou a queixar-se de dores no corpo. Foi à escola mas fui buscá-lo mais cedo. No dia seguinte as mesas queixas; durante o fim de semana a coisa evoluiu de tal modo que na segunda-feira de Carnaval acabámos o dia no pediatra. Tosse,olhos vermelhos e febre: vital, uma coisa viral. 3 dias de antibiótico, cortisona para a tosse, umas gotas para o nariz e outras para os olhos. Pensavam que tinha acabado? Nada disso. Na sexta-feira, apenas 48h depois de ter feito 10 dias de antibiótico, a Alice volta à febre. 39,5. Mais uma ida à pediatra. Deve ser o bicho que atacou o irmão. Mais seis dietas de antibiótico. A sério? E hoje, hoje que eu pensava que ia ter um dia super cool... O Henrique acorda novamente com frio, tremores, dores-de-cabeça e de corpo... Febre a meio da tarde, febre antes de ir para a cama, todo o santo dia a queixar-se é, para terminar o dia,vomitou o jantar. São onze da noite e eu só quero que o tempo não passe. Não quero-queros chegue amanhã. Porque neste momento eles estão todos sossegados e a dormir. E eu não sei quanto tempo é que esta paz vai durar.

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14
Out14

Ai tens pouco para fazer? Então toma lá. Ficas representante dos pais na turma do teu filho. Agora é cruzar os dedos para que não haja porcaria. Principalmente do lado do meu puto.

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19
Set14

Que serão

por Inês P Queiroz
Até à uma da manhã de secador em punho a tentar salvar os manuais escolares do Henrique. Depois explico tudo, mas agora vou ali dormir...

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18
Set14

Nova abordagem

por Inês P Queiroz
Ontem, depois de o ter ido buscar à escola, e enquanto fazíamos o caminho até casa, voltei a chatear-me com ele. Não que tivesse sido extremamente mal criado, mas é a forma como diz as coisas que me deixa louca. Eu a perguntar como correu o dia, se conheceu professores novos. Ele a responder que tinha feito um teste de diagnóstico de matemática e que tinha corrido muito bem. Perguntei-lhe o que fez depois e ele respondeu"li". E no segundo tempo de matemática? Continuei eu. Ui, foi aí que parecia que lhe tinha perguntado o nome pela primeira vez. Olhou para mim com aquele ar de enfado e puxou da sua famosa ironia. Com a voz ligeiramente esganiçada sai-se com uma pérola do género: "se calhar um teste de 4 folhas de matemática faz-se em 45 minutos".
A minha vontade foi dar-lhe um berro e dizer para ele parar de ser arrogante. Mas não, olhei para ele pelo retrovisor e perguntei no tom mais calmo que consegui: " a mãe esteve na escola contigo? Entrou na sala de matemática? Viu quantas páginas tinha o teste?" Ele sempre a responder que não com a cabeça. "Então porque tratas a mãe dessa forma? Com esse enfado na voz, como se eu soubesse tudo e do te estivesse a aborrecer? Fica sabendo que estou aborrecida contigo e que enquanto estiver não faço perguntas sobre as tuas aulas."
A ver se resulta.
A minha questão a maior parte das vezes não é apenas o que ele responde, é a forma desrespeitosa como o faz. O enfado, a ironia... Caraças, este puto tem 10 anos. Tem de perceber que não somos todos iguais. Que não pode usar aquele tom irritado e enfadado a toda a hora e com toda a gente, criança ou adulto sem distinção.
Ponham-se a milhas deste blogue os que acham que ele só está a exprimir-se e a procurar a sua identidade. Estou farta dessa conversa. Por mim ele que procure o que quiser, mas sem ser malcriado. E sim, ele também é fofo e querido, mas este post não é dobre isso. É sobre a minha dificuldade em lidar com algo que eu acho incorreto e que nunca mas nunca fiz. Talvez por medo, é certo. Levava logo umas lambiscas que nem sabia de que terra era. Mas a verdade é que nem me passava pela cabeça.
É melhor respirar fundo. São 8 da manhã. Um novo dia vai começar.

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16
Set14

Para cima e para baixo

por Inês P Queiroz

Lidar com um pré-adolescente é como andar de elevador, mas daqueles mesmo muito rápidos. Eu que o diga que hoje tive de dar um apertão no Henrique (agarrei-o com força pelos pulsos), para ele parar e me ouvir.

Irra, que isto às vezes é difícil.

Para um miúdo como o meu filho ter parte das manhãs livres (e até algumas totalmente livres) pode ser sinónimo de descontrolo absoluto. Se dependesse dele ficava a ver televisão até ser chamado para almoçar. Como sei disso, e como sei que daqui a dias vão começar a chover trabalhos de casa e, ao contrário do que acontecia até agora, eu não vou estar lá para ver se ele está a fazê-los, achei por bem desenhar um plano de ataque. Ele levanta-se toma banho, toma o pequeno-almoço, trata dos trabalhos de casa e das coisas da escola da música e depois pode ver televisão entre as 11h30 e o meio-dia., hora em que vai almoçar.

Pareceu-me razoável mas, pelos vistos, não foi. Pegou-se pela primeira vez com a nossa empregada. Falou alto, que é coisa que tem acontecido com alguma frequência, foi malcriado... o que mais me irritou foi que depois de ter ouvido a empregada à frente dele, a dizer o que se tinha passdo, ele ainda teimava que não tinha girtado. "só falei alto"... tive tanta vontadinha de lhe dar um par de estalos.

Como se não bastasse ainda me atirou um "como é que vocês querem que eu um dia eduque um filho? Dantes estavam sempre a bater-me e agora a castigar." Foi a gota de água. A sério, passei-me da marmita. Odeio quando ele faz isto de se vitimizar, como se fosse vítima de maus tratos. Logo ele.

Nem parece o fofinho de ontem à noite, pois não??? É assim a nossa relação. algo esquizofrénica. Raios partam a adolescência!

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14
Ago14

Mau feitio

por Inês P Queiroz
Pois que já suspeitávamos que Dona Alice seria fresca... Havia vários sinais de que esta menina não teria metade do sossego de seu irmão. Bem dito, bem feito. A última semana tem tido momentos, no mínimo, de levantar cabelos. Vejamos, Dona Alice não gosta de ser contrariada: começa aos gritos e deita-se no chão", de bruços, a refilar e a lamber o chão. Também lhe tem dado para lutar contra o sono, por isso deixou de dormir duas sestas à tarde. Não é coisa que me chateie, não for dar-se o caso de depois ficar podre antes das 8h e a fazer birra por dá cá aquela palha. Também chora sempre que a deito, o que é novidade absoluta e algo irritante. Até pode estar a cair para o lado mas, quando a vou deitar, solta-se-lhe a mola e desata num berreiro. Pode durar 5m, pode durar meia-hora...
Vida de mãe não é fácil.

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10
Jul14

Amores

por Inês P Queiroz

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10
Jul14

E ao quarto dia...

por Inês P Queiroz
Um dia espectacular. Não começou bem: quando chegámos à praia estava muito vento e bandeira vermelha. Mas depois, como por magia, o vento foi-se, o calor apertou é o mar acalmou. Tudo o que se pode pedir num dia de praia. A Alice voltou a dormir quase duas horas e o Henrique já está melhor da barriga e fartou-de de ler e de dar mergulhos. Eu adoro a Praia da Morena. Gosto do atendimento, dos empregados... Vamos para lá muito antes do Henrique nascer. As sanduíches são óptimas e o Gin bar também.
Agora é ir para casa, a nossa Gi já voltou, dar banhos, tomar banho e arranjar-me porque a minha querida Sónia voltou a surpreender-me e a proporcionar-me uma noite fantástica!
Alive, cá vou eu!

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08
Jul14

E ao segundo dia de férias...

por Inês P Queiroz
Uma ida às urgências....

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03
Jun14

Lindos

por Inês P Queiroz

Estão assim, os meus amores: lindos, desculpem-me a imodéstia. 

 

 

 

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30
Mai14

Alice

por Inês P Queiroz

 

 

 

 

Faz hoje um ano, mais ou menos a esta hora, que passei a ser uma pessoa mais completa, mais feliz. Faz hoje um ano, mais ou menos a esta hora, que entraste nas nossas vidas e nos provaste que é sempre possível amar mais e ser mais feliz. Faz hoje um ano, mais ou menos a esta hora, que te olhei pela primeira vez, tu muito pequenina e apressadinha (decidiste nascer antes das 36 semanas) mas muito fofinha. Faz hoje um ano, mais ou menos por esta hora, que vencemos os medos, as estatísticas e probabilidades. O teu nascimento, Alice, veio provar que há coisas que estão destinadas acontecer.

Um dia saberás que a mãe não deveria estar aqui para escrever estas coisas, e que tu (tivesse eu dado ouvidos à maioria dos médicos), também não devias existir. Mas nós somos assim, teimosos. E graças à nossa teimosia e ao nosso amor tu estás aqui para nos fazeres mais felizes.

Faz hoje um ano que tudo ficou ainda melhor.

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21
Mai14

Festa da princesa #3

por Inês P Queiroz

Ontem fui buscar o Henrique à escola e fomos a um armazém chinês no Martim Moniz comprar coisas para a festa da Alice. Eu continuo com a ideia de fazer um piquenique no Jardim da Estrela, mas gostava de enfeitar o local, na medida do possível. Cheguei à conclusão que podia fazer umas bandeirinhas de tecido que depois posso pendurar nas árvores. Comprámos três tecidos bem giros e ele ainda teve a brilhante ideia de comprar feltro para fazer uns brindes para dar às meninas que forem à festa da mana. E ainda umas ceninhas muito fixes para fazer uns colares... 
Hoje foi dia de exame de Matemática (fácil, disse ele... mas para ele é sempre fácil, mesmo quando corre mal) e dei-lhe folga da escola durante a tarde. Vai ficar em casa com a irmã. Antes de sair ele ficou já a fazer os colares para as meninas... mais logo mostro fotos. Quanto às bandeirinhas, a ideia é fazer uma coisa deste género aqui. Acho que vai ficar giro.





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20
Mai14

A festa da princesa #2

por Inês P Queiroz
Já andei a investigar tudo o que são sites de meteorologia... parece que não vai chover, pelo que devo mesmo avançar com a ideia do piquenique.
Acho que vou fazer no jardim da Estrela. Este fim-de-semana vou passar por lá para ver possíveis spots para o acontecimento.
Já tenho uma ou outra ideia para a decoração (nada de muito elaborado mas vou ser eu a fazer, na máquina de costura da minha avô Inês), amanhã tento avançar com o convite...
e depois é trabalhar, trabalhar...

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19
Mai14

A festa da princesa

por Inês P Queiroz
Não sou eu, não se enganem. É mesmo a minha Alice. Está a menos de duas semanas de fazer um ano. Eu quero muito fazer uma festa, mas ainda não faço a mínima ideia do que será. Já pensei num piquenique, mas o tempo parece que vai estar merdoso até essa altura; não decidi a hora; nem a comida; bem as decorações... Não há orçamento para entregar a organização a uma empresa (a Malta gostava mas não pode) por isso vou ter de puxar pela cabeça. Mas não está fácil. Principalmente agora que a feira do livro se adivinha. Isto de ter dois filhos a fazer anos durante a feira...

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30
Abr14

11 meses

por Inês P Queiroz

de alegria. De muito amor, de uma felicidade mais completa. De uma vida mais plena. Todos os dias agradeço o facto de ter vencido o medo e ter voltado a engravidar depois do cancro. Foram precisos 8 anos, muitas perguntas, muitas dúvidas, muitas noites sem dormir... mas valeu a pena. Cada segundo.

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29
Abr14

Boas notícias

por Inês P Queiroz
Ontem, a caminho do Porto, recebi um telefonema que me deixou muito contente. A pediatra dos meus filhos vai regressar ao trabalho um ano depois de ter ficado doente. Foi mais do que um susto. Foi quase a morte. A Dra. Odília, que é uma das pessoas mais extraordinárias que conheço e que viu nascer o Henrique, contraiu uma septicemia gravíssima que a deixou em coma e muito debilitada. Foi um ano de luta intensa. Imagino o que terá passado. Quando a Alice nasceu e marquei a primeira consulta, foi-me dito que estava ausente do consultório. Mas nada de pormenores. Percebi pouco tempo depois que a situação era gravíssima e que poderia acabar em tragédia. Mas não acabou. Continuei a ir à sua clínica porque sempre tive esperança que voltasse ao trabalho e queria que, quando isso acontecesse, o processo da Alice estivesse lá. O Henrique não voltou ao pediatra porque diz que a sua médica é a Odília e que espera por ela. Nestes longos meses tenho-lhe enviado mensagens, fotografias da Alice e do Henrique...
Ontem, quando recebi o telefonema a dizer que podíamos marcar a próxima consulta da Alice com a Dra. Odília, fiquei tão contente. Como se um raio de sol iluminasse o meu dia.
Dia 8 lá estaremos! Para a consulta, para por a conversa em dia, para um abraço muito forte de cumplicidade.

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28
Abr14
Este podia ser o título da minha história com o meu filho. Tudo parece estar bem até a Matemática entrar nos nossos dias.
Nesta coisa das tarefas domésticas fica na minha coutada os trabalhos de casa e  o estudo. O pai já tem a sua parte com o futebol e o violoncelo.
O Henrique é um miúdo esperto, rápido a pensar, com um bom raciocínio. Mas tem uma coisa que me encanita com os nervos: excesso de confiança. E depois espalha-se na Matemática e em vez de ter 80 ou 90 por cento, não consegue sair dos 73, 74. E era suficiente se ele não soubesse mais. Mas o sacana do miúdo sabe, mas não se preocupa, não faz os cálculos, não regista os dados nos problemas, não faz as reduções... E depois erra. 
Este fim-de-semana foi mais uma luta. E tudo por causa da Matemática, essa pulha.

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16
Abr14

Quando a esmola é grande...

por Inês P Queiroz
É quarta-feira. O Henrique chegou de casa da avó no sábado. E até ao momento ainda não nos chateámos...

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16
Abr14

São assim, os meus dias

por Inês P Queiroz
Cheios de coisas boas.

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10
Fev14

Encantamento- parte II

por Inês P Queiroz
Na sexta-feira foi dia de pediatra. Tão pequenina e a minha Alice já sabe o que é ser gaja e ter de se confrontar com a balança... Acontece todos os meses. Dispo-a e ela lá vai, toda contente para a ditadura dos números. 
Pela felicidade com que come e pelos refegos que apresenta em várias partes do seu corpo, imaginei que não estivesse propriamente magra. Na verdade a minha bomboca parece um pequeno buda, mas eu gosto dela assim, cheia de curvinhas para beijar. Lá virá o tempo em que lhe vou esconder o prato da massa e dar-lhe um com alface.
Os resultados foram os seguintes: 8 meses e uma semana, 10,370kg e 72 cm...
Um mulherão ( que nasceu às 35 semanas... Quem diria).

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