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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.

16
Fev15

Crescer

por Inês P Queiroz

Em nove meses nove centímetros. O meu menino está doente. Fomos hoje à pediatra. Viemos com um saco cheio de medicamentos e com esta novidade: 1,53m aos dez anos e meio. O meu menino está doente e está a deixar de ser o meu menino.

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11
Nov14

Os filhos e a disciplina

por Inês P Queiroz

É tema recorrente entre mães. Estamos a fazer o que é suposto? Ralhamos demasiado? Esperamos demais dos nossos filhos? Somos demasiado exigentes? Ou será o contrário e estamos a criar crianças pouco exigentes, pouco resilientes, pouco autónomas? Pouco preparadas para o mundo e para a vida? A vida mudou, as coisas não são como há 30 anos atrás. Será legítimo que eu queira que o meu filho aprenda a estudar? E que tenha iniciativa para fazer os trabalhos de casa? Devo deixá-lo por sua conta, uma coisa do género, "não te vou dizer nada, não te vou dizer para fazeres os trabalhos de casa e depois, se não os fizeres, o problema é teu e se não estudares e tiveres má nota o problema também é teu."? Devo ajudá-lo a ganhar essa autonomia e pelo caminho chateio-me 350 vezes com ele e berro umas 250 vezes mas ele vai aprendendo a fazer os trabalhos e a criar rotinas. Eu oiço muitas opiniões de vários amigos: uns com uma teoria formidável, mas sem filhos, outros com miúdos pequenos e ainda longe destes problemas, outros muito liberais mas que têm na outro progenitor um polícia que não deixa a coisa descarrilar completamente... Eu não tenho respostas, só perguntas... E a minha experiência enquanto filha e enquanto mãe. E a verdade é que me vejo mais como a mãe que ajuda a criar autonomia, mas ajuda, do que aquela que está num estado zen do seu desenvolvimento pessoal e que consegue não stressar com a irresponsabilidade do filho ao não fazer os tpc e ao não estudar. E pelo meio vou fazendo asneira, gritando,dando umas belinhas e outras coisas que tais. Mas vou tentando que ele seja mais responsável. Estou a fazer a coisa certa? Não sei. Mas o caminho faz-se caminhando, certo? E eu vou percorrendo o meu.

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15
Set14

Novas etapas

por Inês P Queiroz

O meu crescido começou hoje na escola nova. Quinto ano, meu Deus, ainda ontem o estava a levar para o primeiro ano e agora já está um rapagão.

Pareceu-me muito bem disposto e com vontade de inciar esta etapa. Espero ter muitas novidades este final de dia, à hora do jantar.

Eu, pela parte que me toca, passei a manhã quase toda lá na escola, na fila para comprar a senha de almoço do rapaz... uma verdadeira aventura. Espero que a dele seja melor do que a minha.

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31
Jul14

Regresso

por Inês P Queiroz
Amanhã chega o meu príncipe.
Este ano, ao contrario dos anteriores, ele fez amigos fora do circuito familiar (que são mesmo os melhores) e deve vir super contente. Foram duas semanas em casa da avó e nem uma vez me disse que queria vir para casa. Ele gosta sempre de estar com ela, de lhe fazer companhia, de ir para a hora tratar dos legumes, de dar comida aos animais. É engraçada a forma como eles acabam por se entender. A minha mãe, que é um amor, tem um feitio difícil para crianças, por vezes é muito brusca, tem sempre muitas regras... Mas ele lá consegue. E ela também, claro, porque o meu filho não é pêra doce.
Amanhã ele vai chegar. Cheio de histórias, certamente mais gordo ( a minha mãe adora engordar netos) e eu mal posso aguentar que este dia acabe.

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23
Jul14

Saudades

por Inês P Queiroz

Na semana passada aproveitámos para ir a Marco de Canaveses ter com a minha mãe. Nunca ficamos lá muito tempo (deste vez fomos na quinta e regressámos no domingo, mas na verdade passámos grande parte de sexta e sábado no Porto), o que deixa a minha mãe triste. Fica sempre a pensar que ninguém liga nada à casa, nem a ela...

Desta vez o Henrique ficou lá com a avó. Bom para ela, que não fica sozinha; bom para ele, que fica com atenção da avó só para ele e bom para nós que ficamos só com a piquena.

Quando eu era miúda diverti-me à grande na terra dos meus pais. Aprendi lá tanta coisa... a nadar, a apanhar furta das árvores, a andar descalça como uma profissional... mas eu tinha um irmão com idade muito próxima da minha e um bando de primos com quem brincar. O Henrique, por sua vez, não tem nada disso: a mana ainda é bebé e os primos (filhos dos meus primos) já não moram ali, ou passam o dia não sei onde. Resultado, fico sempre a achar que, se calhar, ele não se está a divertir. Pelo menos não tanto quanto podia.

E, como se isso não bastasse, a casa aqui ficou vazia sem ele. Estou-me sempre a queixar que não tenho tempo, nem espaço para as minhas coisas. E depois, vai-se a ver, estou aqui só com a Alice que até é super portátil e vai comigo para todo o lado sem reclamar, e sinto-me incompleta, a casa está vazia... tenho saudades do meu pequeno refilão, essa é que é essa.

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04
Jun14

Força Portugal

por Inês P Queiroz

Com tanta coisa a acontecer (entre pancadas na cabeça, trabalho, noites mal dormidas e idas às urgências) nem tinha partilhado o momento bom da minha manhã de segunda-feira.

O convite foi do meu querido amigo Rui Oliveira (que já ganhou lugar cativo no coração do Henrique). Perguntou-me se não queríamos assistir ao último treino da selecção no Jamor. É claro que queremos, disse eu, mas sem saber que a coisa ia ser fina. E se foi, direito a entrada vip, chapéu (parecia que estava em Roland Garros), pequeno-almoço e, pasmem-se, autógrafos e fotografias com alguns dos jogadores.

Pelo sim pelo não o Henrique levou a sua caderneta do mundial e passámos na papelaria do bairro para comprar uma caneta de acetato.

E foi uma manhã muito divertida. Não sei quem se divertiu mais: se os pais (sim, porque o pai também foi) se a criança.

O Cristiano, o Meireles e o Pepe nem sequer estavam no estádio, e alguns dos jogadores preferidos do Henrique não subiram à bancada porque tinham começado o treino mais tarde. Foi o caso do Coentrão e do Rúben Amorim. Mas estava lá o André Almeida, o Miguel Veloso (que se revelou uma simpatia para as crianças), o Nani, o Bruno Alves (nada de fotografias com esse feio que lesionou o Rodrigo), o Willliam Carvalho... Mas o que mais gostei foi de Ver o Humberto Coelho (um senhor) e o João Vieira Pinto. Sim, eu sei que ele foi para o Sporting, mas o Benfica empurrou-o para o colo deles...

Agora é apoiar a selecção, caraças. Lá em casa já tmeos um stock de Coral e tremoços. Falta o vinho branco e os queijos. Ah, e não faltam as caraças (ou caretas) com as caras dos jogadores para encarnarmos o personagem com mais realismo... Agora só falta que os nossos rapazes façam a parte deles! Vamos Portugal!!!

 

 

 

 

 

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03
Jun14

Nada é tão fácil como parece

por Inês P Queiroz

Ontem o dia acabou no hospital. O Henrique magoou-se no treino de futebol e o fisioterapeuta achou por bem que o levássems ao hospital.

O pai tinha de ir trabalhar, a irmã já dormia, a única solução era chamar a minha mãe que (graças a Deus) já tinha vindo para Lisboa. Mas deixou o carro em Marco de Canaves e por isso não tinha como ir para minha casa às 21h30. Toca de chamar um táxi. Liguei para a Autocoope que é o número que tenho gravado no meu telemóvel. Que não, que a minha mãe mora fora de Lisboa (mora 500 metros fora de Lisboa) e que ia ser difícil que um táxi respondesse à chamada. E assim foi. 10 minutos à espera e nada feito. Liguei para os táxis de Sacavém... também nada, nem atenderam. O meu irmão estava a trabalhar... uma coisa tão simples estava-me a dar cabo dos nervos. E foi aí que me lembrei de ligar à minha ex-cunhada para me fazer o favor... e assim foi. Ela, querida como sempre foi para os meus filhos, apareceu com a minha mãe e ainda me trouxe o meu sobrinho mais velho para eu lhe dar umas beijocas. Como se não bastasse o favor, deixou-me no hospital (obrigada querida Paula, por seres boa tia). E lá ficámos... o ortopedista não estava e por isso esperámos uma hora por ele. Mas foi prestável. Ainda encontrámos lá um médico que mora no nosso prédio e que é um amor para o Henrique. O meu filho cumpriu um sonho antigo: andar num hospital de cadeira de rodas, e eu, bem eu andava estilo zombie, só queria dormir.

Não há nada partido, apenas dorido e talvez uma bursite (raio de nome...). Mas vai ter de ficar duas semanas sem praticar desporto... logo agora que tem 4 festas de aniversário nos próximos dias... já para não falar do aniversário dele que é dia 12.

 

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30
Abr14

Gerir as perdas

por Inês P Queiroz
Acabámos de declarar o óbito do peixinho do Henrique. O Manchinhas resistiu, contra todas as expectativas, durante uns 4 ou 5 anos.
Com jeitinho seria mesmo o peixinho dourado que mais viveu em casa de uma criança que passava dias sem o alimentar.
Há muito que tinha deixado de ser a alegria desta casa e, na verdade, foi um verdadeiro milagre ter durado tanto tempo. Mas há pouco, quando o pai se preparava para lhe mudar a água e o viu a boiar, qualquer coisa gelou nos nossos corações.
O Henrique tem quase 10 anos e tem de saber lidar com as suas perdas, mas ficou tão triste, o meu bichinho... Chorou tanto. Há dores às quais simplesmente não os conseguimos poupar.

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27
Fev11

Há vida em Gorme...

por Inês P Queiroz
Este fim-de-semana fui promovida a melhor mãe do mundo.
Mas o preço a pagar foi muito elevado: 90 minutos de uma soalheira tarde de domingo passados no Pavilhão Atlântico a ver o espectáculo dos Gormiti com dois pequenos terroristas: o meu filho e o seu grande amgio Beijoca.
Espectáculo patrocinado pela amiga Lina que estava para ir com os seus dois afilhados mas não foi. Fomos nós: eu fiquei a saber tudo sobre a ilha de gorme (nem sei se é assim que se escreve), o senhor do fogo, e tudo e tudo. Eles, bem, eles ficaram vidrados no espectáculo mas a seguir não conseguiram evitar as lutas e os empurrões... são mesmo rapazes.
Perdi a minha tarde de domingo que, num mundo ideal, teria sido passada numa esplanada, com um gin tónico e sol, muito sol nesta fronha amarela.
Mas ganhei o título de melhor mãe do mundo (que não deve durar mais de meia dúzia de horas) e diverti-me a vê-los divertidos.

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17
Fev11

Mãe maldita

por Inês P Queiroz
Hoje o meu filho chamou-me maldita...
estou triste.

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25
Out10

A escola

por Inês P Queiroz
Eu defendo o papel dos pais na escola e estou sempre a defender que não são os professores que têm de educar os nossos filhos. Somos nós que temos de lhes ensinar o sentido de responsabilidade, a educação, entre muitas outras coisas. Mas começo a ter algumas dúvidas em relação ao que se está a passar com o meu filho. Ele está no primeiro ano e está com uma grande dificuldade em assumir as suas responsabilidades na escola. Ao que parece há muitos dias em que liga o turbo da conversa e não lhe apetece fazer as tarefas que lhe são atribuídas. Resultado: para além das montanhas de tpc que traz diariamente, começou a trazer os trabalhos que não faz durante o tempo de aulas. E esta situação está a colocar-me um problema, porque se defendo que não tem de ser a professora a dar-lhe a educação que ele tem de levar de casa, também não acho justo que seja eu a resolver os conflitos que ele tem dentro da sala de aulas. Acho que vou ter de falar com a professora dele. Ela tem de arranjar algum mecanismo de o fazer trabalhar na aula. Caso contrário ele vai passar a odiar a escola, porque a mãe está sempre a ralhar e ele a trazer km de trabalhos para fazer em casa. Socorro!

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18
Set10
Começou bem, o Henrique ia cheio de vontade de rever amigos, de conhecer a professora, de jogar à bola no recreio. Na terça-feira começaram as dificuldades: as letras manuscritas.
Na quarta veio o desabafo: "mãe, o meu nome é tão difícil de escrever... e tão grande!", lamentou-se omeu petiz. e tive pena dele porque, realmente, o H manuscrito é um grande pincel. Que raio, pensei eu. Mas como é que nunca me ocorreu que o nome dele seria difícil de escrever?
Hoje, sexta-feira, - dia em que o Miguel vinha jantar e dormir cá em casa, para brincar com o amigo e esquecer (por um bocadinho) que tem um mano recém-nascido lá em casa - é que a coisa ficou preta. Ele trazia trabalhos de casa. Eu sentei-me ao seu lado para o acompanhar. Era uma ficha com desenhos para pintar... mas tinha também de escrever o nome, com letra manuscrita... e eu, confesso que não fui boa a tratar a situação. Apaguei várias vezes as letras que estavam mal, ensinando como é que se faziam e tentanto explicar-lhe alguns truques. Foi difícil, ele estava tristonho, mas conseguiu, e ficou mesmo muito bem escrito.
Mas quando lhe disse que ele também deveria escrever um dos seus apelidos caiu o Carmo e a Trindade, fartou-se de chorar, fez uma grande birra, disse que a escola era uma seca, que nunca mais queria voltar... tive tanta pena dele
Porque eu, caraças, sou muito dura com estas coisas da escola. Sempre fui. Mesmo quando dava explicações. Posso ensinar a fazer, mas recuso-me a aceitar desistências ou coisas menos bem feitas. Esqueci-me é que estava a lidar com uma criança de 6 anos, que nunca tinha feito uma letra manuscrita na sua vida, e que tem um forma muito peculiar de pegar no lápis.
Tenh0 de pensar muito bem qual será a malhor abordagem de futuro. Mas fiquei destroçada a olhar para ele.

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15
Jul10

Dois dias

por Inês P Queiroz
Dentro de 48 horas, mais coisa menos coisa, estarei a estrafegar o meu coquinhas com beijos, abraços e afins. Até acho que o vou deixar jogar dois ou três jogos da Guerra das Estrelas no meu computador. Talvez lhe dê batatas fritas. E vamos ao parque. E vou apertá-lo. E vou ver vários episódios da Animália, de seguida. E agora vou mas é trabalhar que ainda faltam dois dias.

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25
Jun10

Dia de Festa

por Inês P Queiroz
Hoje é dia de festa. O Henrique vai receber o seu diploma de finalista. Vai deixar a sala da pré e ingressar na vida dos crescidos. Vai para o primeiro ano. Eu passo a vida a dizer-lhe que agora é que vai ser; que vai aprender a ler, que vai, finalmente, ser da mesma sala do seu grande amigo Afonso Beijoca, que vai ter cadernos e livros novos...
Para ele tudo se resume a passar para o recreio "lá de cima". Aquele em que se pode jogar à bola.
Ok, percebi.

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13
Jun10

Xi pá, para o ano há mais

por Inês P Queiroz
Ontem o meu filho fez seis anos. Tínhamos tudo preparado para um grande festarola na rua, no Parque Infantil do Parque Eduardo VII. autorização pedida à Câmara Municipal de Lisboa que (ao contrário do que aconteceu no ano passado) veio a tempo e horas, rissóis, croquetes, sandocha... tudo como manda o figurino. Na sexta-feira fiquei muito assustada com o tempo e comecei a ver a minha vidinha a andar para trás. Toca de ir a todos os sites de metereologia. Melhoria de tempo para sábado. Ufa! Estávamos safos! Mas qual não foi o meu espanto quando acordei ontem e vi que o tempo estava uma trampa, e das grandes. A qualquer minuto ameaçava chover. Caraças para o São Pedro. Logo este ano que, como não pagávamos a festa, tínhamos cerca de 20 miúdos confirmados...
Fomos almoçar de coração nas mãos e a pensar que teríamos de enfiar 20 miúdos, mais adultos, na nossa casinha... e assim foi. Depois de muito penar à procura dos telefones de todas as mães para avisar da alteração de planos, a campainha começou a tocar por volta das 16h. E foi a rebaldaria total até cerca das 19h. Mas foi giro, muito giro. Acabou por haver dois turnos de convidados: os índios lá da escola e, mais tarde, os amigos crescidos que têm filhotes que ainda fazem a sesta.
E foi assim que tive a oportunidade de conhecer o Pedro, filho da minha amiga Mena (e que vergonhosamente ainda não tinha visitado....), tive oportunidade de estar com o Sérgio e seu clã, com a Madalena... acabou por correr tudo muito bem. Muito bem mesmo. Nem faltaram sardinhas assadas, porque uns vizinhos aqui da rua decidiram montar um arraial à porta do prédio e eu, com a minha lara natural, apareci lá com duas garrafas de vinho para trocar por sardinhas. Estavam boas, deliciosas... E no fim da noite, já quese de gatas, deitadinha no sofá a rever o Argentina/Nigéria, ainda houve tempo para o melhor: a minha prenda de casamento. Depois das belíssimas rosas amarelas e do manjerico, houve ainda uma noite numa Pousada de Portugal... sem filho:)
Como diz um amiguinho do meu filho "estou partidinha na flôr da vida". Só para o ano é que há mais.

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02
Jun10

Para gravar

por Inês P Queiroz
Hoje, ao regressar a casa depois de me ter esquecido do telemóvel, ouvi do meu marido: "O Henrique disse que a mãe anda sempre a correr e está sempre cheia de pressa". E estou, até agora, com esta frase gravada na cabeça. Há uns anos atrás, depois de ter ficado doente, jurei a mim mesma que a vida que me restasse (fossem 5 meses ou 50 anos) seria para saborear. Que havia certas coisas que não me podia permitir, que havia caminhos pelos quais não queria enveredar. O tempo passou e essas certezas um dia tão claras foram ficando esquecidas. Há alguns meses, e depois da roda viva que tem sido a minha vida profissional, voltei a pensar no assunto; fui à minha caixa das memórias gravadas e puxei delas, trouxe-as para a superficie, voltei a escrever quais eram as minhas prioridades nesta vida e de que forma elas estavam a ficar esquecidas.
Esta manhã, depois de ouvir o que o meu filho disse, percebi que tenho de voltar ao caminho certo. E não me posso desviar

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24
Mar10

Eu tinha razão

por Inês P Queiroz
Foi, na verdade, o dia mais emocionante dos seus cinco anos de vida. Enquanto o despia para lhe vestir o pijama, ele já mais para lá do que para cá, dizia-me. "Mãe, foi o dia mais feliz da minha vida." E esta declaração encheu-me de felicidade. A sério que sim. Perceber a dimensão que estes gestos podem ter neles, tão pequeninos mas já com tantas aspirações.
Agora entrámos numa outra etapa: depois de muitos avanços e recuos, de dramas e noites mal dormidas, o Henrique voltou a usar a famosa fralda-cueca durante as noites, sob promessa de que, quando estivesse uma semana seguida sequinha, voltaríamos a tirá-la. Missão cumprida, vai ser esta noite que ele vai voltar às cuecas do homem-aranha durante as noites. Pode ser que resulte, pode ser que não, mas ele estava tão feliz pelo seu feito que merece esta "oportunidade" (como ele gosta de dizer).
Vamos em frente, com calma, mas em frente

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22
Mar10


Adorava ter visto a carinha dele quando o pai o foi buscar à escola da música e lhe disse que hoje os rapazes iam ver o concerto do Star Wars. Aquele que ele tanto queria ver, mas cujos bilhetes estavam esgotados. Aquele "das músicas todas", mas que a mãe explicou que, mesmo que não estivesse esgotado, era muito caro para se comprar dois bilhetes. Mesmo depois de ele ter dito que a mãe podia dar metade do dinheiro e o pai outra metade. "Vem todo do mesmo sítio, o nosso dinheiro, expliquei-lhe eu". Mas uma alma caridosa deu-nos dois convites e eles lá estão, divertidíssimos, de certeza, a ver e a ouvir. Porque nestas coisas, da Força, o pai é tão fanáticocomo o filho.

Adorava ter visto a cara dele naquele que é, certamente, o dia mais emocionante da sua vida

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29
Jan10

Avanços e recuos

por Inês P Queiroz
Passaram-lhe as grandes birras. Não grita por tudo e por nada, está a gostar de estar na sala dos crescidos na escola de música, interessa-se por experiências científicas na escola e não pára de falar da Idade do Gelo 3. Ontem, quinta-feira, dia mãe/filho, lá fomos jantar ao Buenos Aires (que, ou muito me engano ou vai passar a ser a nossa cantina das quintas-feiras). À chegada, pouco depois das sete da tarde, teve direito a recepção calorosa por parte das empregadas (e ele adora a atenção que lhe dão), lá veio a sua sopinha, o pão com manteiga e o bife argentino carregado de batatas fritas e salada. Estava tudo quase perfeito. Até que apareceu o pai. Juntou-se a nós para jantar. Nesse momento deixou de ser a nossa refeição a dois para ser uma coisa de família. E foi muito bom. Ele adorou dividir o seu gelado de doce de leite com o pai, e gostou ainda mais de lhe roubar batatas fritas. Janta terminada fomos cada um para seu lado, o pai para o trabalho e nós para o quentinho da cama grande. A grande conquista da noite deu-se quando ele se virou para mim, já sentado em cima da nossa cama e me disse: "mãe podemos fazer aquela coisa das etapas para eu ir ao meu quarto buscar a almofada?" E eu senti-me feliz. Na semana anterior quando o forcei a ir sozinho ao quarto buscar a almofada para vencer o medo senti-me horrível. Apesar de lhe ter explicado que o truque era fazer a coisa por etapas, ir acendendo todas as luzes da casa até chegar ao quarto, ele ficou furioso comigo. Mas ontem foi um regalo vê-lo a ir sozinho, a correr e a acender todas as luzes.
Com tantos avanços há, no entanto, um recuo que me preocupa: o chichi. O Henrique nasceu com hipospádias, uma malformação da pilinha que já o obrigou a 3 cirurgias. Mesmo assim terá de se submeter a uma última porque, neste momento, tem dois jactos de chichi e quando acaba de o fazer forma-se sempre uma bolsinha com chichi que faz com que pingue as cuecas, por mais cuidado que tenha. Apesar destas condicionantes, o Henrique, há cerca de seis meses, deixou de fazer chichi na cama. Para isso bastava que um dos pais o levasse à casa de banho por volta da meia-noite. Depois, no fim de Novembro, deixou de ser necessário levá-lo, e ficámos muito felizes. Ele começou a chamar-nos de cada vez que queria fazer chichi. Em Dezembro fez duas infecções urinárias e não sei se foi por isso, nas duas últimas semanas voltámos ao chichi na cama. O fim-de-semana passado chegou a fazer, na mesma noite, chichi na cama por duas vezes.
Não sei se deva estar muito preocupada. Tudo o que leio na net me fala dos problemas da enurese nocturna, e isto e aquilo. Não sei se deva ficar muito preocupada ou se deva aguardar e achar que, no meio de tantos avanços, os recuos são mesmo normais.

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14
Jan10

fim de dia perfeito

por Inês P Queiroz
sim, este blogue não pode ser só para carpir e para rezar na pele do pequeno. Hoje foi um dia em cheio.
De manhã, após rápida conversa com a educadora fiquei a saber que ele está mais calmo e que está com imensa vontade de trabalhar nas áreas e de aprender.
A meio da tarde recebi um telefonema da escola de música. Este ano o Henrique tem andado muito diferente na escolinha; não está interessado, não quer ir e, pior de tudo, tem-se portado mal. Depois de muito pensar decidi falar com a professora. Parecia-me que o miúdo tinha falta de estímulo e a culpa, neste caso, só neste caso, não era dele. Mas sim do novo sistema educativo lá da escola que decidiu juntar todas as crianças da pré iniciação musical. Resultado: o Henrique, que já anda na escolinha há três anos, começou a ter aulas com meninos sem o mínimo de formação musical e mais novos, com 3 e 4 anos. Bem, isto para dizer que fiquei muito satisfeita com o telefonema da professora. "Sabe, fiquei a pensar no que me disse e acho que tem razão", disse-me ela. Como alternativa sugeriu-me integrar o Henrique nas aulas de iniciação musical, já com meninos de 6 anos, já sentadinho à mesa. Gostei e ele, então, adorou a novidade. E com a vantagem de, como as aulas são mais tarde, posso ser eu a ir buscá-lo à escola e não a empregada.
Depois de chegar a casa e de saber que se tinha portado bem decidi premiá-lo comuma ida ao seu restaurante favorito: só nós dois, porque esta semana voltámos à nossa rotina das quintas-feiras juntos, após uma baixa de dois meses e meio do pai. Ele vibrou. Fomos e viemos de metro (que o pai levou a cadeirinha dele no carro), muito beijos, abraços e jogos de sombras (levou uma lanterna que eu apontava para a parede da carruagem enquanto ele dizia todas as falas da idade do gelo 3 acompanhadas de jogos de mímica). Chegámos a casa, lavar dentes, chichi e cama. Esta aqui onde me encontro, grande. Eu ao computador e ele a ilustrar uma nova história. "Orelhas de Borboleta". Não sei onde foi desencantar o nome, mas achei delicioso. E não é que ele sabe mesmo desenhar borboletas? E deu-lhes nomes e tudo. E até escreveu sozinho alguns desses nomes... estou babada, não estou? É verdade. Hoje amo-o ainda mais e só me apetece apertá-lo e beijá-lo enquanto dorme aqui ao lado

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