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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.

18
Set14

Nova abordagem

por Inês P Queiroz
Ontem, depois de o ter ido buscar à escola, e enquanto fazíamos o caminho até casa, voltei a chatear-me com ele. Não que tivesse sido extremamente mal criado, mas é a forma como diz as coisas que me deixa louca. Eu a perguntar como correu o dia, se conheceu professores novos. Ele a responder que tinha feito um teste de diagnóstico de matemática e que tinha corrido muito bem. Perguntei-lhe o que fez depois e ele respondeu"li". E no segundo tempo de matemática? Continuei eu. Ui, foi aí que parecia que lhe tinha perguntado o nome pela primeira vez. Olhou para mim com aquele ar de enfado e puxou da sua famosa ironia. Com a voz ligeiramente esganiçada sai-se com uma pérola do género: "se calhar um teste de 4 folhas de matemática faz-se em 45 minutos".
A minha vontade foi dar-lhe um berro e dizer para ele parar de ser arrogante. Mas não, olhei para ele pelo retrovisor e perguntei no tom mais calmo que consegui: " a mãe esteve na escola contigo? Entrou na sala de matemática? Viu quantas páginas tinha o teste?" Ele sempre a responder que não com a cabeça. "Então porque tratas a mãe dessa forma? Com esse enfado na voz, como se eu soubesse tudo e do te estivesse a aborrecer? Fica sabendo que estou aborrecida contigo e que enquanto estiver não faço perguntas sobre as tuas aulas."
A ver se resulta.
A minha questão a maior parte das vezes não é apenas o que ele responde, é a forma desrespeitosa como o faz. O enfado, a ironia... Caraças, este puto tem 10 anos. Tem de perceber que não somos todos iguais. Que não pode usar aquele tom irritado e enfadado a toda a hora e com toda a gente, criança ou adulto sem distinção.
Ponham-se a milhas deste blogue os que acham que ele só está a exprimir-se e a procurar a sua identidade. Estou farta dessa conversa. Por mim ele que procure o que quiser, mas sem ser malcriado. E sim, ele também é fofo e querido, mas este post não é dobre isso. É sobre a minha dificuldade em lidar com algo que eu acho incorreto e que nunca mas nunca fiz. Talvez por medo, é certo. Levava logo umas lambiscas que nem sabia de que terra era. Mas a verdade é que nem me passava pela cabeça.
É melhor respirar fundo. São 8 da manhã. Um novo dia vai começar.

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17
Fev11

Mãe maldita

por Inês P Queiroz
Hoje o meu filho chamou-me maldita...
estou triste.

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25
Out10

A escola

por Inês P Queiroz
Eu defendo o papel dos pais na escola e estou sempre a defender que não são os professores que têm de educar os nossos filhos. Somos nós que temos de lhes ensinar o sentido de responsabilidade, a educação, entre muitas outras coisas. Mas começo a ter algumas dúvidas em relação ao que se está a passar com o meu filho. Ele está no primeiro ano e está com uma grande dificuldade em assumir as suas responsabilidades na escola. Ao que parece há muitos dias em que liga o turbo da conversa e não lhe apetece fazer as tarefas que lhe são atribuídas. Resultado: para além das montanhas de tpc que traz diariamente, começou a trazer os trabalhos que não faz durante o tempo de aulas. E esta situação está a colocar-me um problema, porque se defendo que não tem de ser a professora a dar-lhe a educação que ele tem de levar de casa, também não acho justo que seja eu a resolver os conflitos que ele tem dentro da sala de aulas. Acho que vou ter de falar com a professora dele. Ela tem de arranjar algum mecanismo de o fazer trabalhar na aula. Caso contrário ele vai passar a odiar a escola, porque a mãe está sempre a ralhar e ele a trazer km de trabalhos para fazer em casa. Socorro!

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13
Jan10

triste

por Inês P Queiroz
por não ter conseguido gerir mais uma daquelas birras e lhe ter dado um berro que o fez tremer. Não que ele não o estivesse a merecer. Mas não resolvi nada. A única coisa que ganhei foi um aperto no coração.
F*

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11
Out09

Como é possível?

por Inês P Queiroz
Que tendo eu 33 anos e ele 5, consiga tirar-me do sério ao ponto de lhe pregar uma valente palmada no rabo? Como é possível que ele me olhe com os olhinhos cheios de água e me diga que eu gosto de lhe dar palmadas e que isso me deixe de rastos?
E como é possível que, minutos depois me peça desculpas, me dê um beijo e um abraço apertado, me diga que eu não o devia ter puxado pelo pescoço (agarrei-o para lhe lavar os dentes) e, mesmo assim, eu me sinta um traste?

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06
Jul09

Festival Panda nunca mais...

por Inês P Queiroz
Ok, eu já não era uma novata nas andanças do Festival Panda. Tinha estado lá na edição passada e o Henrique era mais pequeno. Vai daí, ingenuamente, pensei que este ano a coisa correria ainda melhor e passaríamos uma manhã juntos, ele a delirar de alegria e eu nem por isso, mas tudo bem, ser mãe nem sempre é fácil. Só que, desta vez, as coisas correram mesmo muito mal. Para começar eu tive uma semana bastante complicada de trabalho; muito stress, descansei pouco... digamos que não estava mentalmente preparada para umas 20 mil crianças a correr e a gritar. Ou melhor, não estava preparada para eventuais desvios comportamentais naquele lugar. E, assim para ser simpática e tentar dourar a pílula, digamos que foi uma manhã para esquecer. Muito sol, muitas filas, pouca resistência, muitas birras do Henrique e, para finalizar, ele tentou fugir para o meio da estrada, coisa que nunca tinha acontecido.
Fiquei fora de mim; segurei-o com tanta força que ontem, na praia, podia ver a marca dos meus dedos nos seus bracinhos (esta é a parte em que a comissão de protecção de menores e o senhor do Refúgio Aboim Ascenção me vêm prender). Mas o pior nem foi ele quase morrer atropelado, o pior foi o que ele me disse a seguir, danado por não lhe ter feito as vontades e por lhe ter dado duas valentes palmadas no rabo. Verdade, verdadinha, nunca imaginei que uma criança de cinco anos guardasse em si tamanha crueldade. Sim, ali estava o meu filho a dizer, ou melhor, a gritar para quem quisesse ouvir, que me odiava, que eu era má, que queria viver longe de mim e que nunca mais queria ser meu filho. Não sei o que me deixou mais atordoada, se o medo que tivesse ficado debaixo de um carro mesmo ali à minha frente, ou se o que ouvi daquela boquinha. Mas foi tudo tão desconcertante que, mal chguei perto do meu marido, desatei num pranto.
Não sei que ensinamentos tirarei deste fatídico sábado, mas uma coisa é garantida: Festival Panda, nunca mais

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02
Jun09

Copo meio vazio ou meio cheio?

por Inês P Queiroz
O Ministério da Educação está muito contente porque um em cada quatro alunos do ensino básico foi sujeito a um plano de recuperação e, desses, 74 por cento transitaram de ano. É apenas uma forma de ver as coisas. Onde eles vêem o copo meio cheio eu vejo meio vazio. A minha pergunta é, como é que 25% das crianças do ensino primário têm tamanhas dificuldades de aprendizagem? Como mãe de uma criança de quase 5 anos fico preocupada. Pode ser que tenha má memória mas não me recordo de as coisas serem tão complicadas na minha altura. E eu andava numa das chamadas "escolas problemátias", cheias de crianças de bairros de lata, com pais sem escolaridade, miúdos que iam para a escola sem comer, que apanhavam dos pais, que faltavam imenso porque tinham de ficar a tomar conta dos irmãos bebés quando estes ficavam doentes (porque os pais não podiam faltar ao trabalho). A coisa era tão rara que me lembro perfeitamente da Filipa, uma coleguinha que não conseguiu passar para a quarta classe com o resto da turma apesar dos esforços da professora nesse sentido.
Devo andar muito distanciada da realidade das escolas deste país....

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26
Jan09

Dia não

por Inês P Queiroz
Hoje foi um daqueles dias para esquecer. Daqueles em que nos sentimos exaustas e, quando olhamos para trás, fica a sensação que não fizemos quase nada e, o pouco que fizemos, foi uma grande merda.
Duas reuniões que me ocuparam grande parte do dia, um encontro com as minhas novas inquilinas que também não deu em nada, um telefonema que só serviu para me chatear e, quando chego a casa o que é que faço? Bato com a cabeça contra a parede? Não. Bebo um chá e relaxo? Não. A solução foi portar-me como uma criança de quatro anos e meio e desatar aos gritos com o meu filho quando ele fez uma asneira. É verdade que não é agradável chegar à casa de banho e encontrar uma criança a fazer pinturas rupestres com as suas próprias fezes, mas podia ter-lhe dado o desconto. Dei-o a tanta gente durante o dia.
E, como resultado, estou aqui a penitenciar-me a a achar-me uma péssima mãe; horrível mesmo.
Há dias assim: um não redondo.

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26
Jan09

Dia não

por Inês P Queiroz
Hoje foi um daqueles dias para esquecer. Daqueles em que nos sentimos exaustas e, quando olhamos para trás, fica a sensação que não fizemos quase nada e, o pouco que fizemos, foi uma grande merda.
Duas reuniões que me ocuparam grande parte do dia, um encontro com as minhas novas inquilinas que também não deu em nada, um telefonema que só serviu para me chatear e, quando chego a casa o que é que faço? Bato com a cabeça contra a parede? Não. Bebo um chá e relaxo? Não. A solução foi portar-me como uma criança de quatro anos e meio e desatar aos gritos com o meu filho quando ele fez uma asneira. É verdade que não é agradável chegar à casa de banho e encontrar uma criança a fazer pinturas rupestres com as suas próprias fezes, mas podia ter-lhe dado o desconto. Dei-o a tanta gente durante o dia.
E, como resultado, estou aqui a penitenciar-me a a achar-me uma péssima mãe; horrível mesmo.
Há dias assim: um não redondo.

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22
Jan09

Mau comportamento

por Inês P Queiroz
Eu já tinha percebido (até pelos mil castigos que lhe tenho dado) que o Henrique anda a testar a autoridade dos que o rodeiam. Especialmente na hora das refeições. Palmada não surte grande efeito e, para não o espancar (porque seria esse o resultado se por cada vez que se portasse muito mal lhe desse uma palmada) optei pelo castigo. Não ver televisão, não brincar com os brinquedos preferidos... umas quantas medidas extremas para uma situação delicada.
Mas pensava que isto se passava, basicamente, lá em casa, comigo e com o pai. Só que hoje encontrámos a educadora dele no café e ficámos a saber que o nosso filho foi levado por extraterrestes e, no ligar dele, colocaram um menino mal comportado, birrento, que responde mal e que até anda a bater nos seus amigos...
Hoje vamos ter uma conversa muito séria lá em casa. E algo me diz que os jogadores do Benfica, com que ele tanto gosta de brincar, vão continuar no armário junto às minhas calças de ganga...

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22
Jan09

Mau comportamento

por Inês P Queiroz
Eu já tinha percebido (até pelos mil castigos que lhe tenho dado) que o Henrique anda a testar a autoridade dos que o rodeiam. Especialmente na hora das refeições. Palmada não surte grande efeito e, para não o espancar (porque seria esse o resultado se por cada vez que se portasse muito mal lhe desse uma palmada) optei pelo castigo. Não ver televisão, não brincar com os brinquedos preferidos... umas quantas medidas extremas para uma situação delicada.
Mas pensava que isto se passava, basicamente, lá em casa, comigo e com o pai. Só que hoje encontrámos a educadora dele no café e ficámos a saber que o nosso filho foi levado por extraterrestes e, no ligar dele, colocaram um menino mal comportado, birrento, que responde mal e que até anda a bater nos seus amigos...
Hoje vamos ter uma conversa muito séria lá em casa. E algo me diz que os jogadores do Benfica, com que ele tanto gosta de brincar, vão continuar no armário junto às minhas calças de ganga...

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