Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.

16
Fev15

Crescer

por Inês P Queiroz

Em nove meses nove centímetros. O meu menino está doente. Fomos hoje à pediatra. Viemos com um saco cheio de medicamentos e com esta novidade: 1,53m aos dez anos e meio. O meu menino está doente e está a deixar de ser o meu menino.

Autoria e outros dados (tags, etc)

11
Nov14

Os filhos e a disciplina

por Inês P Queiroz

É tema recorrente entre mães. Estamos a fazer o que é suposto? Ralhamos demasiado? Esperamos demais dos nossos filhos? Somos demasiado exigentes? Ou será o contrário e estamos a criar crianças pouco exigentes, pouco resilientes, pouco autónomas? Pouco preparadas para o mundo e para a vida? A vida mudou, as coisas não são como há 30 anos atrás. Será legítimo que eu queira que o meu filho aprenda a estudar? E que tenha iniciativa para fazer os trabalhos de casa? Devo deixá-lo por sua conta, uma coisa do género, "não te vou dizer nada, não te vou dizer para fazeres os trabalhos de casa e depois, se não os fizeres, o problema é teu e se não estudares e tiveres má nota o problema também é teu."? Devo ajudá-lo a ganhar essa autonomia e pelo caminho chateio-me 350 vezes com ele e berro umas 250 vezes mas ele vai aprendendo a fazer os trabalhos e a criar rotinas. Eu oiço muitas opiniões de vários amigos: uns com uma teoria formidável, mas sem filhos, outros com miúdos pequenos e ainda longe destes problemas, outros muito liberais mas que têm na outro progenitor um polícia que não deixa a coisa descarrilar completamente... Eu não tenho respostas, só perguntas... E a minha experiência enquanto filha e enquanto mãe. E a verdade é que me vejo mais como a mãe que ajuda a criar autonomia, mas ajuda, do que aquela que está num estado zen do seu desenvolvimento pessoal e que consegue não stressar com a irresponsabilidade do filho ao não fazer os tpc e ao não estudar. E pelo meio vou fazendo asneira, gritando,dando umas belinhas e outras coisas que tais. Mas vou tentando que ele seja mais responsável. Estou a fazer a coisa certa? Não sei. Mas o caminho faz-se caminhando, certo? E eu vou percorrendo o meu.

Autoria e outros dados (tags, etc)

01
Ago14

Princesa Teresa

por Inês P Queiroz

 A minha afilhada fez quatro anos esta quinta-feira. A minha afilhada é uma princesa, que anda em pontas, que fala como se vivesse num mundo encantado, que dá beijinhos doces e que se preocupa com os outros. A minha afilhada é uma verdadeira princesa, querida que só ela.

Até há pouco tempo não conseguia perceber porque tinha sido convidada para ser sua madrinha. Não me interpretem mal: eu fiquei muito feliz e gosto muito das três filhas da minha amiga Lina. Mas não conseguia perceber porquê a Teresa e não uma das outras duas. Como foi possível eu achar que era indiferente? Que podia ser qualquer uma das três? Não. Estava escrito nas estrelas que esta era a minha princesa afilhada. E estou cada vez mais contente de ter esta estrelinha pirosa e vaidosa no meu caminho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

12
Jun14

Este é o meu dia

por Inês P Queiroz
Já está quase a acabar, mas o 12 de Junho é o meu dia. Ou melhor, o nosso dia. Da nossa família. Foi num 12 de Junho, há 14 anos, que comecei a namorar com o meu marido. Foi num 12 de Junho, há 10 anos, que nasceu o nosso filho mais velho. Estava um calor de ananases, era o dia em que começava o Euro 2004 e eu estava longe de imaginar que tinha chegado o dia. Foi num 12 de Junho, há 8 anos, que me casei. Entrei na conservatória pelo braço do meu querido pai. Foi uma festa espectacular, com direito a grande sardinhada no meio dos meus amigos do coração. Por estas razões este é o nosso dia.
A minha ideia era partilhar neste post algumas das minhas fotos preferidas dos nossos dias 12 de Junho, mas o dia foi longo, com muita emoção, muita coisa para fazer, muita gestão de birras...
Começámos com um excelente pequeno-almoço feito pelo pai (com direito a ovos estrelados e tudo). Almoçámos no mercado da Ribeira (que já é um dia locais de eleição do Henrique), passámos pela escola para ver se já tinham saído os resultados dos exames nacionais (mas não tinham) e depois de uma curta paragem em casa rumámos a Alfama para a nossa sardinhada da praxe. Este ano, para além da companhia da João, tivemos também a companhia da Ana, do Ricardo e do Henrique. E, claro, da Alice, que viveu o seu primeiro Santo António.
Este ano chegámos bem cedo (ainda não eram sete horas) e talvez por isso pela primeira vez em muitos anos não esperámos para ter mesa. Foi uma limpeza. As sardinhas estavam mesmo boas (Páteo 13 rules) e o arroz doce ainda melhor.
Ainda houve tempo para bailarico e às 11 já estávamos em casa.
Não fosse o descontrolo emocional/estupidez da adolescência/birra do Henrique, e a noite tinha sido perfeita.
Mas, mesmo assim, foi mais um 12 de Junho. O dia mais feliz da minha vida. E passou-se bem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

03
Jun14

Lindos

por Inês P Queiroz

Estão assim, os meus amores: lindos, desculpem-me a imodéstia. 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

30
Mai14

Alice

por Inês P Queiroz

 

 

 

 

Faz hoje um ano, mais ou menos a esta hora, que passei a ser uma pessoa mais completa, mais feliz. Faz hoje um ano, mais ou menos a esta hora, que entraste nas nossas vidas e nos provaste que é sempre possível amar mais e ser mais feliz. Faz hoje um ano, mais ou menos a esta hora, que te olhei pela primeira vez, tu muito pequenina e apressadinha (decidiste nascer antes das 36 semanas) mas muito fofinha. Faz hoje um ano, mais ou menos por esta hora, que vencemos os medos, as estatísticas e probabilidades. O teu nascimento, Alice, veio provar que há coisas que estão destinadas acontecer.

Um dia saberás que a mãe não deveria estar aqui para escrever estas coisas, e que tu (tivesse eu dado ouvidos à maioria dos médicos), também não devias existir. Mas nós somos assim, teimosos. E graças à nossa teimosia e ao nosso amor tu estás aqui para nos fazeres mais felizes.

Faz hoje um ano que tudo ficou ainda melhor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

22
Mai14

olá pessoas

por Inês P Queiroz

Esta manhã foi assim: enquanto me vestia no seu quarto, sentei-a na cama. De repente comecei a ouvir um «oiá, oiá». Era ela, a minha pequena princesa e espreitar-me e a dar-me os bons dias. Fica impossível manter o mau humor.


Autoria e outros dados (tags, etc)

30
Abr14

11 meses

por Inês P Queiroz

de alegria. De muito amor, de uma felicidade mais completa. De uma vida mais plena. Todos os dias agradeço o facto de ter vencido o medo e ter voltado a engravidar depois do cancro. Foram precisos 8 anos, muitas perguntas, muitas dúvidas, muitas noites sem dormir... mas valeu a pena. Cada segundo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

16
Abr14

Quando a esmola é grande...

por Inês P Queiroz
É quarta-feira. O Henrique chegou de casa da avó no sábado. E até ao momento ainda não nos chateámos...

Autoria e outros dados (tags, etc)

16
Abr14

São assim, os meus dias

por Inês P Queiroz
Cheios de coisas boas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

10
Fev14

Encantamento- parte II

por Inês P Queiroz
Na sexta-feira foi dia de pediatra. Tão pequenina e a minha Alice já sabe o que é ser gaja e ter de se confrontar com a balança... Acontece todos os meses. Dispo-a e ela lá vai, toda contente para a ditadura dos números. 
Pela felicidade com que come e pelos refegos que apresenta em várias partes do seu corpo, imaginei que não estivesse propriamente magra. Na verdade a minha bomboca parece um pequeno buda, mas eu gosto dela assim, cheia de curvinhas para beijar. Lá virá o tempo em que lhe vou esconder o prato da massa e dar-lhe um com alface.
Os resultados foram os seguintes: 8 meses e uma semana, 10,370kg e 72 cm...
Um mulherão ( que nasceu às 35 semanas... Quem diria).

Autoria e outros dados (tags, etc)

18
Set10
Começou bem, o Henrique ia cheio de vontade de rever amigos, de conhecer a professora, de jogar à bola no recreio. Na terça-feira começaram as dificuldades: as letras manuscritas.
Na quarta veio o desabafo: "mãe, o meu nome é tão difícil de escrever... e tão grande!", lamentou-se omeu petiz. e tive pena dele porque, realmente, o H manuscrito é um grande pincel. Que raio, pensei eu. Mas como é que nunca me ocorreu que o nome dele seria difícil de escrever?
Hoje, sexta-feira, - dia em que o Miguel vinha jantar e dormir cá em casa, para brincar com o amigo e esquecer (por um bocadinho) que tem um mano recém-nascido lá em casa - é que a coisa ficou preta. Ele trazia trabalhos de casa. Eu sentei-me ao seu lado para o acompanhar. Era uma ficha com desenhos para pintar... mas tinha também de escrever o nome, com letra manuscrita... e eu, confesso que não fui boa a tratar a situação. Apaguei várias vezes as letras que estavam mal, ensinando como é que se faziam e tentanto explicar-lhe alguns truques. Foi difícil, ele estava tristonho, mas conseguiu, e ficou mesmo muito bem escrito.
Mas quando lhe disse que ele também deveria escrever um dos seus apelidos caiu o Carmo e a Trindade, fartou-se de chorar, fez uma grande birra, disse que a escola era uma seca, que nunca mais queria voltar... tive tanta pena dele
Porque eu, caraças, sou muito dura com estas coisas da escola. Sempre fui. Mesmo quando dava explicações. Posso ensinar a fazer, mas recuso-me a aceitar desistências ou coisas menos bem feitas. Esqueci-me é que estava a lidar com uma criança de 6 anos, que nunca tinha feito uma letra manuscrita na sua vida, e que tem um forma muito peculiar de pegar no lápis.
Tenh0 de pensar muito bem qual será a malhor abordagem de futuro. Mas fiquei destroçada a olhar para ele.

Autoria e outros dados (tags, etc)

15
Jul10

Dois dias

por Inês P Queiroz
Dentro de 48 horas, mais coisa menos coisa, estarei a estrafegar o meu coquinhas com beijos, abraços e afins. Até acho que o vou deixar jogar dois ou três jogos da Guerra das Estrelas no meu computador. Talvez lhe dê batatas fritas. E vamos ao parque. E vou apertá-lo. E vou ver vários episódios da Animália, de seguida. E agora vou mas é trabalhar que ainda faltam dois dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

02
Jun10

Para gravar

por Inês P Queiroz
Hoje, ao regressar a casa depois de me ter esquecido do telemóvel, ouvi do meu marido: "O Henrique disse que a mãe anda sempre a correr e está sempre cheia de pressa". E estou, até agora, com esta frase gravada na cabeça. Há uns anos atrás, depois de ter ficado doente, jurei a mim mesma que a vida que me restasse (fossem 5 meses ou 50 anos) seria para saborear. Que havia certas coisas que não me podia permitir, que havia caminhos pelos quais não queria enveredar. O tempo passou e essas certezas um dia tão claras foram ficando esquecidas. Há alguns meses, e depois da roda viva que tem sido a minha vida profissional, voltei a pensar no assunto; fui à minha caixa das memórias gravadas e puxei delas, trouxe-as para a superficie, voltei a escrever quais eram as minhas prioridades nesta vida e de que forma elas estavam a ficar esquecidas.
Esta manhã, depois de ouvir o que o meu filho disse, percebi que tenho de voltar ao caminho certo. E não me posso desviar

Autoria e outros dados (tags, etc)

24
Mar10

Eu tinha razão

por Inês P Queiroz
Foi, na verdade, o dia mais emocionante dos seus cinco anos de vida. Enquanto o despia para lhe vestir o pijama, ele já mais para lá do que para cá, dizia-me. "Mãe, foi o dia mais feliz da minha vida." E esta declaração encheu-me de felicidade. A sério que sim. Perceber a dimensão que estes gestos podem ter neles, tão pequeninos mas já com tantas aspirações.
Agora entrámos numa outra etapa: depois de muitos avanços e recuos, de dramas e noites mal dormidas, o Henrique voltou a usar a famosa fralda-cueca durante as noites, sob promessa de que, quando estivesse uma semana seguida sequinha, voltaríamos a tirá-la. Missão cumprida, vai ser esta noite que ele vai voltar às cuecas do homem-aranha durante as noites. Pode ser que resulte, pode ser que não, mas ele estava tão feliz pelo seu feito que merece esta "oportunidade" (como ele gosta de dizer).
Vamos em frente, com calma, mas em frente

Autoria e outros dados (tags, etc)

22
Mar10


Adorava ter visto a carinha dele quando o pai o foi buscar à escola da música e lhe disse que hoje os rapazes iam ver o concerto do Star Wars. Aquele que ele tanto queria ver, mas cujos bilhetes estavam esgotados. Aquele "das músicas todas", mas que a mãe explicou que, mesmo que não estivesse esgotado, era muito caro para se comprar dois bilhetes. Mesmo depois de ele ter dito que a mãe podia dar metade do dinheiro e o pai outra metade. "Vem todo do mesmo sítio, o nosso dinheiro, expliquei-lhe eu". Mas uma alma caridosa deu-nos dois convites e eles lá estão, divertidíssimos, de certeza, a ver e a ouvir. Porque nestas coisas, da Força, o pai é tão fanáticocomo o filho.

Adorava ter visto a cara dele naquele que é, certamente, o dia mais emocionante da sua vida

Autoria e outros dados (tags, etc)

29
Jan10

Avanços e recuos

por Inês P Queiroz
Passaram-lhe as grandes birras. Não grita por tudo e por nada, está a gostar de estar na sala dos crescidos na escola de música, interessa-se por experiências científicas na escola e não pára de falar da Idade do Gelo 3. Ontem, quinta-feira, dia mãe/filho, lá fomos jantar ao Buenos Aires (que, ou muito me engano ou vai passar a ser a nossa cantina das quintas-feiras). À chegada, pouco depois das sete da tarde, teve direito a recepção calorosa por parte das empregadas (e ele adora a atenção que lhe dão), lá veio a sua sopinha, o pão com manteiga e o bife argentino carregado de batatas fritas e salada. Estava tudo quase perfeito. Até que apareceu o pai. Juntou-se a nós para jantar. Nesse momento deixou de ser a nossa refeição a dois para ser uma coisa de família. E foi muito bom. Ele adorou dividir o seu gelado de doce de leite com o pai, e gostou ainda mais de lhe roubar batatas fritas. Janta terminada fomos cada um para seu lado, o pai para o trabalho e nós para o quentinho da cama grande. A grande conquista da noite deu-se quando ele se virou para mim, já sentado em cima da nossa cama e me disse: "mãe podemos fazer aquela coisa das etapas para eu ir ao meu quarto buscar a almofada?" E eu senti-me feliz. Na semana anterior quando o forcei a ir sozinho ao quarto buscar a almofada para vencer o medo senti-me horrível. Apesar de lhe ter explicado que o truque era fazer a coisa por etapas, ir acendendo todas as luzes da casa até chegar ao quarto, ele ficou furioso comigo. Mas ontem foi um regalo vê-lo a ir sozinho, a correr e a acender todas as luzes.
Com tantos avanços há, no entanto, um recuo que me preocupa: o chichi. O Henrique nasceu com hipospádias, uma malformação da pilinha que já o obrigou a 3 cirurgias. Mesmo assim terá de se submeter a uma última porque, neste momento, tem dois jactos de chichi e quando acaba de o fazer forma-se sempre uma bolsinha com chichi que faz com que pingue as cuecas, por mais cuidado que tenha. Apesar destas condicionantes, o Henrique, há cerca de seis meses, deixou de fazer chichi na cama. Para isso bastava que um dos pais o levasse à casa de banho por volta da meia-noite. Depois, no fim de Novembro, deixou de ser necessário levá-lo, e ficámos muito felizes. Ele começou a chamar-nos de cada vez que queria fazer chichi. Em Dezembro fez duas infecções urinárias e não sei se foi por isso, nas duas últimas semanas voltámos ao chichi na cama. O fim-de-semana passado chegou a fazer, na mesma noite, chichi na cama por duas vezes.
Não sei se deva estar muito preocupada. Tudo o que leio na net me fala dos problemas da enurese nocturna, e isto e aquilo. Não sei se deva ficar muito preocupada ou se deva aguardar e achar que, no meio de tantos avanços, os recuos são mesmo normais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

14
Jan10

fim de dia perfeito

por Inês P Queiroz
sim, este blogue não pode ser só para carpir e para rezar na pele do pequeno. Hoje foi um dia em cheio.
De manhã, após rápida conversa com a educadora fiquei a saber que ele está mais calmo e que está com imensa vontade de trabalhar nas áreas e de aprender.
A meio da tarde recebi um telefonema da escola de música. Este ano o Henrique tem andado muito diferente na escolinha; não está interessado, não quer ir e, pior de tudo, tem-se portado mal. Depois de muito pensar decidi falar com a professora. Parecia-me que o miúdo tinha falta de estímulo e a culpa, neste caso, só neste caso, não era dele. Mas sim do novo sistema educativo lá da escola que decidiu juntar todas as crianças da pré iniciação musical. Resultado: o Henrique, que já anda na escolinha há três anos, começou a ter aulas com meninos sem o mínimo de formação musical e mais novos, com 3 e 4 anos. Bem, isto para dizer que fiquei muito satisfeita com o telefonema da professora. "Sabe, fiquei a pensar no que me disse e acho que tem razão", disse-me ela. Como alternativa sugeriu-me integrar o Henrique nas aulas de iniciação musical, já com meninos de 6 anos, já sentadinho à mesa. Gostei e ele, então, adorou a novidade. E com a vantagem de, como as aulas são mais tarde, posso ser eu a ir buscá-lo à escola e não a empregada.
Depois de chegar a casa e de saber que se tinha portado bem decidi premiá-lo comuma ida ao seu restaurante favorito: só nós dois, porque esta semana voltámos à nossa rotina das quintas-feiras juntos, após uma baixa de dois meses e meio do pai. Ele vibrou. Fomos e viemos de metro (que o pai levou a cadeirinha dele no carro), muito beijos, abraços e jogos de sombras (levou uma lanterna que eu apontava para a parede da carruagem enquanto ele dizia todas as falas da idade do gelo 3 acompanhadas de jogos de mímica). Chegámos a casa, lavar dentes, chichi e cama. Esta aqui onde me encontro, grande. Eu ao computador e ele a ilustrar uma nova história. "Orelhas de Borboleta". Não sei onde foi desencantar o nome, mas achei delicioso. E não é que ele sabe mesmo desenhar borboletas? E deu-lhes nomes e tudo. E até escreveu sozinho alguns desses nomes... estou babada, não estou? É verdade. Hoje amo-o ainda mais e só me apetece apertá-lo e beijá-lo enquanto dorme aqui ao lado

Autoria e outros dados (tags, etc)

13
Jan10

triste

por Inês P Queiroz
por não ter conseguido gerir mais uma daquelas birras e lhe ter dado um berro que o fez tremer. Não que ele não o estivesse a merecer. Mas não resolvi nada. A única coisa que ganhei foi um aperto no coração.
F*

Autoria e outros dados (tags, etc)

12
Jan10

Varada..

por Inês P Queiroz
foi assim que o meu filho me deixou hoje, varada, cega de raiva. Tive tanta vontade de lhe encher o rabo de palmadas... e depois fico tão triste por ter estas ganas de lhe bater. Caramba, isto é mesmo difícil. Sinto-me emocionalmente atropelada por um camião.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Calendário

Novembro 2016

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2006
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2005
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D