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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.

05
Set14

Sevilla me encanta

por Inês P Queiroz

Há dois anos que vimos de férias na primeira semana de Setembro. É calmo qb, ainda está calor, o trabaho ainda não está uma loucura, é mesmo ali antes de começar o ano escolar... parece-nos uma boa altura para apreciar o Algarve.

Este ano, como no ano passado, decidimos ir a Sevilha. O ano passado foi uma estreia. E adorámos. Apesar da Alice ser minúscula e da estafa de ir e vir no memso dia (são só 150 km para cada lado mas temos de juntar os que trazemos nas pernas), adorámos. E decidimos que este ano voltaríamos mas que ficaríamos uma noite. Ficamos nuns apartamentos muito porreiros e muito em conta, mesmo no centro da cidade, dentro do casco velho. Agora que somos 4 já percebi que daqui para a frente seremos mais frequentadores de apartamentos e menos de hoteis. De quaquer forma, estes apartamentos são na verdade um aparthotel, o que facilita as coisas. Apartamentos Murillo, para quem estiver interessado.

Chegámos pero da hora do almoço, um calor daqueles (os sevilhanos acham que está ameno, 34 graus é ameno, minha gente), voltámos a almoçar no mesmo restaurante do ano passado e depois fomos para Triana, o bairro do outro lado do rio. Mesmo à tuga, querer conhecer tudo de enfiada sem parar para a sesta... resultado: estava tuo fechado. Por isso voltámos ao hotel, descansámos um pouco e depois, pelas fresca das sei e meia saímos para a loucura da movida.

Esta gente sabe viver e aproveitar a vida, é o que me apraz dizer. Sempre de fiesta, como se diz por alí. Sempre prontos para uma copa antes do jantar. Andámos que nos fartámos, petiscámos em vários sítios e voltámos para o hotel mais do que estafados.

No dia seguinte os planos eram dar um volta por Sevilha, tomar um café e ir ao Aqua Mágica, o recém inaugurado parque aquático da isla mágica.

E estava eu a sair de um supermercado, onde fui comprar uma fruta para a Alice, quando oiço chamar pelo Henrique. Alguém chamava pelo meu filho e com sotaque português. Virei-me para trás e qual não foi o espanto quando vimos a Clara e o Francisco. O Francisco é um amiguinho do Henrique dos tempos da Academia de Música e da praia da Morena. Criaram uma amizade engraçada e nós, os pais, ficávamos horas à beira-mar a conversar. Ficámos tristes quando nos disseram que iam viver para Sevilha. Na altura trocámos contactos mas com as perdas/roubos de telemóvel acabámos por perder o contacto. E ali estavam eles, simpáticos a convidarem-nos para um café.

Lá fomo à maravilhosa casa deles beber um café e convidámos o Francisco para passar a tarde connosco. Almoçámos num sítio muito giro onde, pela primeira vez, encontrei comida que a Alice pudesse comer à vontade e lá partimos para o aqua mágica. Mas não passámos da porta. Apesar de no site dizer que o ingresso custa 7 euros, a verdade é que não se pode entrar só no parque aquático. Para ir ao aqua mágica há que pagar o bilhete da isla mágica (29 euros por cada adulto mais 21 por criança) mais o bilhete do aqua mágica. A brincadeira ia sair por 129 euros. Sendo que nenhum de nós queria visitar a isla mágica com 35 graus. Só queríamos uns mergulhos.

Metemos a viola no saco, telefonámos à mãe do Francisco e rumámos ao centro de Sevilha para o deixarmos em casa. Mas a malta do norte é do melhor que há (a Clara é do norte, claro está) e convidou-nos a ficar ali em sua casa, na sua magnífica piscina a passar a tarde. Resultado: os miúdos divertiram-se, a Alice delirou com a piscina e ainda fez uma bela soneca e nós matámos saudades. A brincadeira durou até quanse às 11 da noite, porque entretanto o Jorge chegou e fomos todos tapear. E foi muito muito bom ver como um dia planeado mudou completamente. Para melhor.

Para o ano voltamos e, desta feita, com programa combinado.

 

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29
Jul14

A noticia que me vai fazer dormir

por Inês P Queiroz
Ia agora mesmo para a cama depois de um dia estranho: muitas dores nas costas, o meu gajo foi fazer um exame chato (felizmente não tem nada), e eu estava a descompensar a tensão e por isso sem conseguir dormir. E é quando decido levantar-me, tomar um adalgur e ver se tenho mensagens no telemóvel. E lá estava, a mensagem mais linda do meu dia. Ilustrada e tudo! Obrigada minha querida amiga. Vou dormir como um bebé.

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20
Mai14

Bebé M a caminho

por Inês P Queiroz
Há umas semanas escrevi aqui sobre o nó que tinha no peito... a angústia que sentia por ter uma amiga a passar por um momento complicado. Na altura tinha esperança que tudo se resolvesse pelo melhor. Não porque tivesse qualquer tipo de informação privilegiada mas porque, ao contrário dessa minha amiga, sou optimista. Acho sempre que as coisas podem correr bem. Foram dias de grande ansiedade. Eu tinha vontade de correr para casa dela a dizer que estava tudo bem, de a abraçar... mas não podia. Era segredo.
Não lhe podia mandar umas flores... nada. O máximo que consegui foi mandar-lhe umas mensagens, dizer que gostava dela... Mas depois veio a boa notícia. Estava eu a caminho do médico quando recebi uma mensagem a dizer que estava tudo bem. Afinal tínhamos bebé, estava lá  saltitar, dentro do seu saco, dentro da barriga da sua mãe. Não consigo descrever a alegria que senti. De repente já não me doía a garganta (estava com uma amigdalite), já não tinha febre... só me apetecia abraçar as pessoas que estavam à minha volta; foi mesmo muito bom.
Esta semana soube que continua tudo bem encaminhado. Eu voto numa menina, para fazer companhia à minha Alice.
Sei que ainda vou ter sustos. Esta minha amiga é levada da breca e está sempre a inventar cenas e a senti-las também. Mas para já estamos todos bem, e uma boa notícia é uma boa notícia. Tem de ser celebrada!

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05
Mai14

Fim-de-semana de última hora

por Inês P Queiroz
Ia ser um fim-de-semana igual aos demais, com muita roupa de Verão para arrumar e talvez uma ida à praia.
Mas na sexta à hora do almoço fui desafiada para ir até ao Algarve, mais concretamente, até Vale de Lobo.
Conferência muito rápida com o gajo lá de casa e aceitámos (obrigada L, obrigada A.) o gentil convite. Como as coisas não estavam programadas acabámos por demorar mais tempo a sair de Lisboa.
Mas no sábado de manhã acordámos no meio da paz, a ouvir passarinhos... tomámos o pequeno-almoço na varanda, fomos à praia, fomos à piscina, houve jantarada... foi um belo fim-de-semana.
Não pudemos ficar mesmo até aos últimos cartuchos porque ontem era Dia da Mãe e dia de jogo na Luz (ao qual tinha ficado de ir com o meu sobrinho mais velho).
Mas o que importa aqui é que foi um fim-de-semana de última hora, mas muito bom, muito gostoso.
Aqui ficam algumas imagens.



A pequena Alice a tentar adormecer à beira da piscina.
A primeira ida à praia, com direito a comer muita, mas muita areia.
O Henrique em versão "Eu nasci mesmo para isto".
As miúdas no Dia da Mãe.
Ainda houve tempo para ir à catedral festejar com os meus rapazes e tentar evangelizar o meu sobrinho mais velho. 

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29
Abr14

Boas notícias

por Inês P Queiroz
Ontem, a caminho do Porto, recebi um telefonema que me deixou muito contente. A pediatra dos meus filhos vai regressar ao trabalho um ano depois de ter ficado doente. Foi mais do que um susto. Foi quase a morte. A Dra. Odília, que é uma das pessoas mais extraordinárias que conheço e que viu nascer o Henrique, contraiu uma septicemia gravíssima que a deixou em coma e muito debilitada. Foi um ano de luta intensa. Imagino o que terá passado. Quando a Alice nasceu e marquei a primeira consulta, foi-me dito que estava ausente do consultório. Mas nada de pormenores. Percebi pouco tempo depois que a situação era gravíssima e que poderia acabar em tragédia. Mas não acabou. Continuei a ir à sua clínica porque sempre tive esperança que voltasse ao trabalho e queria que, quando isso acontecesse, o processo da Alice estivesse lá. O Henrique não voltou ao pediatra porque diz que a sua médica é a Odília e que espera por ela. Nestes longos meses tenho-lhe enviado mensagens, fotografias da Alice e do Henrique...
Ontem, quando recebi o telefonema a dizer que podíamos marcar a próxima consulta da Alice com a Dra. Odília, fiquei tão contente. Como se um raio de sol iluminasse o meu dia.
Dia 8 lá estaremos! Para a consulta, para por a conversa em dia, para um abraço muito forte de cumplicidade.

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28
Mar11

60

por Inês P Queiroz
Se fosses vivo fazias hoje 60 anos. Seria dia de festa. Teríamos um belo bolo de aniversário. Estarias rodeado dos teus netos que enfiariam os dedos no bolo antes do permitido. Cantaríamos os parabéns. Haveria uma garrafa de espumante. Estaríamos todos reunidos em volta da mesa, uma das coisas que mais gostavas, e haveria muita algazarra. Mas tu morreste e a algazarra foi substituída pelo silêncio da visita ao cemitério onde és apenas uma fotografia. Hoje à noite vou beber um copo por ti, pai. e chorar um bocadinho a falta que me fazes.

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27
Fev11

Há vida em Gorme...

por Inês P Queiroz
Este fim-de-semana fui promovida a melhor mãe do mundo.
Mas o preço a pagar foi muito elevado: 90 minutos de uma soalheira tarde de domingo passados no Pavilhão Atlântico a ver o espectáculo dos Gormiti com dois pequenos terroristas: o meu filho e o seu grande amgio Beijoca.
Espectáculo patrocinado pela amiga Lina que estava para ir com os seus dois afilhados mas não foi. Fomos nós: eu fiquei a saber tudo sobre a ilha de gorme (nem sei se é assim que se escreve), o senhor do fogo, e tudo e tudo. Eles, bem, eles ficaram vidrados no espectáculo mas a seguir não conseguiram evitar as lutas e os empurrões... são mesmo rapazes.
Perdi a minha tarde de domingo que, num mundo ideal, teria sido passada numa esplanada, com um gin tónico e sol, muito sol nesta fronha amarela.
Mas ganhei o título de melhor mãe do mundo (que não deve durar mais de meia dúzia de horas) e diverti-me a vê-los divertidos.

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11
Jun10

declaração de amizade

por Inês P Queiroz
Então é assim: ela é querida, uma pessoa especial. Gosto dela desde que a conheci. Assim, sem mais. Porque sim. Porque ela é engraçada, é amiga, me fez rir e muito quando estava grávida, me ajudou coma sua presença quando o meu pai estava muito doente. Ela é assim: meiga, mas directa, simpática mas também sabe ser uma besta para os cretinos desta vida, gira, muito gira. E de bem com a vida, que é o principal. A Anita vai casar, o que não é pouca coisa. E disse-me na altura em que se deciciu casar que me iria convidar. Senti-me muito lisonjeada,claro. Ontem li no seu blogue que andava a reduzir a lista de convidados. E, não sei porquê, vi-me na lista dos desconvidados, sendo que nunca tinha sido convidada formalmente. E, devo confessar, não fiquei chateada. Porque se há pessoa que percebe que não se pode convidar todos os amigos para o casamento, sou eu que só convidei 50 pessoas. A sério que não fiquei aborrecida.
Mas hoje ela disse que tinha o convite para me dar. E eu senti-me como as miúdas de 14 anos que não foram excluídas da festa de aniversário da amiga mais gira da escola.
Engraçado, não é?
Vou gostar muito de presenciar um momento que sei que vai ser de grande felicidade. Por todos os motivos e mais alguns mas, acima de tudo, porque ela merece, caraças!

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04
Fev10

bipolar

por Inês P Queiroz
Esta é a definição perfeita para o dia que hoje acaba (ou talvez não esteja assim tão perto de acabar, já que acho que ainda vou fazer um tour à Cuf das Descobertas com o meu filho).
Começou mal, depois de uma madrugada em branco. Sim, depois de uma noite de segunda com chichi na cama e a de terça com tosse cavernosa, a de ontem foi mais original:paragem de digestão às 5 da manhã para não mais dormirmos. Portanto, assim de levezinho, pode-se dizer que ando com humor de cão (cadela). Mas como dizia, o dia começou mal mas logo se recompôs. No meio deste carrocel que tem sido a minha vida nos últimos dias esqueci-me de aqui dizer que começaram os exames oficiais para a minha revisão dos 5 mil estar completa ou, melhor ainda, estamos quase em condições de fazer a festa do mata-bicho (depois de 8 de Março). Lá fui eu, de olheiras até aos joelhos fazer a minha querida endoscopia. Tudo bem, tudo "lindo", nas palavras do médico. Segundo ele vou vier até aos 74.
Mas, depois de queimada esta adrenalina, passei o resto do dia em transe, à espera que o telefone tocasse e a minha C me desse notícias da p* da petazeta que ela tem na cabeça.
O diagnóstico não é o melhor, mas também não é o pior. Pode-se dizer que fiquei algo tranquila. Porque não é fatal e porque sei o que se está a passar. Pela primeira vez nesta semana sabemos o que se está a passar. E isso é reconfortante. Mas corta-me o coração saber que na próxima terça-feira, quando eu estiver a rumar a NY (viagem para a qual te convidei, C), ela, a minha amiga mais querida de todas, vai estar a ser operada.
Caraças, e ainda nem sequer é sexta-feira!

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28
Dez09

saudades com sorrisos

por Inês P Queiroz
Não vale a pena dizer quantas vezes me lembrei do meu pai este Natal. Senti muitas saudades de acordar em sua casa no dia 25, com o cheiro do pão torrado a entrar pelo quarto e a sua voz a chamar-me molengona. Senti a falta do seu beijo, da sua alegria enquanto me via a abrir as prendas, do brilho do seu olhar... senti a falta de muitas coisas dele, mas não chorei. Consegui engolir uma ou outra lágrima mais matreira e vivi esta quadra com alegria.
Mas hoje pai, foi mais forte do que eu, lembrei-me de ti quando regressava do trabalho e no rádio parei na Amália FM. Escutava-se "O Rapaz da Camisola Verde", faduncho do qual tanto gostavas. E dei por mim a rir-me como uma perdida e a lembrar-me de ti e da forma como gozava contigo por gostares desse fado.
Onde quer que estejas pai, sente o meu beijo com muito amor

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13
Out09

Reforço

por Inês P Queiroz
Se dúvidas houvesse, hoje dissiparam-se. Fiquei com a certeza que confio plenamente no meu marido.
Mas também percebi que confio cada vez menos nas pessoas, principalmente nas que conheço.
O mundo é mesmo um lugar estranho.

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25
Set09

nervos

por Inês P Queiroz
As gémeas estão a nascer e eu aqui, sem saber o que se passa. Nervos, muitos nervos. Camila e Joana, despachem-se a nascer, por favor, e, já agora, não magoem muito a mãe.

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17
Set09

pequena vitória

por Inês P Queiroz
Hoje, pela primeira vez esta semana, não trouxe o portátil para casa. Hoje, apesar do muito trabalho e da imensa correria, foi dia de jantar do quarteto maravilha. Um bom vinho tinto, uma massa razoável (desculpem-me as princesas mas foi tudo muito feito à pressa), mas tudo com a melhor das companhias. As minhas gajas são mesmo do melhor que há: deixaram-me longe de business planas por umas horas. E sem sentimentos de culpa.
Obrigada

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02
Jul09

Dia Pipoca

por Inês P Queiroz
Hoje foi um dia especial:: a minha pipoca lançou o seu livro e eu senti-me muito orgulhosa, ao estilo mana mais velha. A sério que sim. Correu tudo lindamente (não tivesse sido eu a organizar o evento...),a Zilian recebeu-nos muito bem. Mas do que eu gostei mesmo foi de estar ali, a vê-la, linda, charmosa e com um ar feliz. Houve um momento em que uma lágrima marota quis ver a luz do dia, mas cortei-lhe o caminho antes que fizesse estragos.
Já houve uma altura das nossas vidas em que passámos mais tempo juntas e em que fomos mais próximas, porque nos víamos todos os dias. Mas o carinho que sinto por aquela miúda que berrava "Sisse" de cada vez que eu aparecia na redacção, quando estava grávida, esse é o mesmo.
Parabéns Pipoquinha.

obrigada pelo agradecimento...

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06
Jun09

Indispensável

por Inês P Queiroz
Não consigo recordar-me de onde surgiu a nossa amizade, nem a ideia de nos juntarmos com mais ou menos regularidade para os nossos jantares de gajas. Mas a verdade é que cá estamos, dez anos depois, com percursos de vida e amorosos bastante diferentes, mas nós, as gajas, continuamos esta nossa, nem sempre muito fácil, relação de amor e cumplicidade.
Quando casei, já de puto nos braços, foi um momento extraordinário na minha vida. Foi uma festa que nunca esquecerei, simples, informal, muito divertida, muito sentida, muito restrita. Foram muitos os amigos que ficaram de fora, por várias razões mas principalmente porque decidimos convidar apenas as pessoas que nõ poderiam faltar naquela festa, as pessoas cuja ausência faria com que aquela festa fosse menos completa. E lá estiveram as minhas gajas e eu adorei tê-las ali. Mas nunca me passou pela cabeça não partilhar aquele mesmo momento quando chegasse a vez delas. E isso aconteceu já duas vezes. Por razões muito lógicas e que eu respeito. Não é isso que muda o meu amor por elas. Mas entristece-me saber que não fui indispensável no momento delas.

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12
Mai09

Azedices

por Inês P Queiroz
Na sexta-feira lá estávmos. Cansadas, com o peso de uma semana nas costas, mas lá estávamos, umas para as outras. Aprumadinhas para que nenhuma de nós decepcionasse as outras.
E foi bom, falámos de tantas coisas. Umas importantes, outras nem por isso. E rimos. E bebemos uma bela garrafa de vinho tinto argentino. E no meio daquela algazarra uma voz ficou a ecoar em mim. Uma de nós alertou-nos para as nossas azedices, para as nossas zangas constantes com o mundo.
E aqui estou eu, a pensar nisso, nesta arrelia constante com o que corre mal. E pergunto-me se é mau ou errado, ou uma troca de prioridades...e acho que não. Embora entenda e concorde com grande parte do que a minha amiga disse, a verdade é que acho que me devo continuar a chatear e a indignar com o que me rodeia. Prova que estou viva, prova que tenho sentido de justiça, de civismo, do que quer que seja. O que tenho de fazer, e aí dou-lhe razão, é de relativizar a coisa. Gritar, espernear, mas depois deixar passar.

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07
Mai09

Há dias assim...

por Inês P Queiroz
O dia de hoje começou mal, muito mal. Lá estava eu a sair de casa a correr rumo à fabulosa Alfragide quando chego ao sítio onde a minha mãe disse que tinha deixado o meu carro e tudo o que encontro é isso mesmo: o sítio. Cheia de boa vontade pensei que o meu querido marido tivesse decidido ir para o trabalho na nossa velha carcaça corsa de 14 anos e tivesse deixado a volvo, linda e maravilhosa e com rádio, para mim.
Voltei a casa para apanhar as chaves da dita volvo azul metalizado com leitor de cd maravilhoso e só encontro as chaves suplentes. Eh pá, aqui há gato, de certeza. Voltei à rua e pus-me a rever mentalmente as minhas últimas 48 horas na esperança de ter um flashback providencial que me dissesse que, afinal, eu tinha andado com o carro e o tinha estacionado num outro local. Mas não, a memória não me trouxe nada de novo por mais que puxasse por ela.
Depois de ter corrido a rua toda à procura do carro "caí na real" (uma das minhas expressões favoritas) e decidi telefonar à Emel, só para despistar a hipótese. E tudo se tornou dolorosamente real quendo, depois de ter dito a matrícula do carro ao senhor ele me respondeu "um corsa branco?". Fim do sonho.
80 euros assim, de mão beijada. Ah, e o pequeno pormenor de não poder ser eu a levantar o carro por não estar me meu nome...
Estupidamente liguei de imediato à minha mãe pedido-lhe que da próxima tentasse não estacionar o carro numas cargas e descargas... ela ficou desolada e eu, ao contrário do que pensava, não me senti mais aliviada por descarregar nela a minha ira.
E desta vez nem fiquei chateda com os senhores, a sério que não. Nós é que estacionámos mal o carro, a verdade é essa. O que me aborreceu foi alguém o ter estacionado lá. Mas, apesar deste início nada sorridente de dia, não me posso queixar do fim. Aqui estou. sentada na cama, gozando de mais uma das minhas noites de quinta-feira, aquelas em que não há televisão, se come duas batatas fritas e, para terminar, acabamos os dois aqui, na caminha da mãe; eu e o meu capitão super cueca de quase cinco anos.
E pelo meio ainda tive direito s rever algumas pessoas maravilhosas: a Patrícia Reis, de quem tanto gosto, e o Zuenir Ventura, esse grande senhor das letras, esse coração generoso. E aqui, do cimo do fim do meu dia, nem me posso queixar.
Amanhã há mais

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23
Abr09

Afectos

por Inês P Queiroz
Neste dia do Livro que está quase a terminar, e a pretexto de o lançamento de um, vou falar de afectos. Eu sou uma mulher de afectos. Gosto de me entusiasmar com os pequenos detalhes, com a espuma dos dias. Não pretendo mudar o mundo, acabar com a guerra nem com a fome... talvez por isso nunca tenha desejado candidatar-me a miss. Não acredito em muitas das frases feitas que ouço; já perdi a ingenuidade de achar que todas as pessoas têm um "fundo bom", ou que são apenas levadas pelas circunstâncias da vida. Para mim há mesmo pessoas que são más, gajos que tiram o dia para enfernizar a vida dos outros, filhos da puta mais ou menos encartados que, por dá cá aquela palha, prejudicam o seu semelhante. Tiveram azar na vida? Sofreram horrores? Não quero saber. Simplesmente não quero saber e, cada vez mais, apago essas pessoas da minha vida, como se fossem cromos que decido não colar na minha caderneta. Porque não merecem o trabalho.
E depois, depois há aquelas pessoas que nos fazem chorar só de olhar para elas, aquelas pessoas que por mais mazelas que carreguem de uma vida com muita dor e perda, continuam em frente e não se deixam vergar pela dor.
Hoje estive com duas pessoas assim, pessoas que admiro do fundo do meu coração.
Uma delas é o Manuel Acácio, um dos seres humanos mais puros e generosos que me passou pela frente nos últimos meses. A outra é Paula Teixeira da Cruz, uma mulher que admiro pela sua fibra, pelos seus princípios, por não se deixar vergar nas suas convicções, por tanto sofrer no seu papel de mãe e, mesmo assim, de não baixar os braços e viver a sua vida com a alegria que lhe é possível.
Tive o privilégio de estar com estas duas pessoas que tanto admiro no mesmo evento, o lançamento do livro "A Balada do Ultramar", do Manuel Acácio. Com ele tenho mais confiança, consigo dizer-lhe claramente o quanto o admiro por ter colocado no papel não a sua história, mas a da mulher que amou e que viu morrer. Este livro, como o próprio diz, é um tributo à sua falecida mulher, é, por isso mesmo, uma forma de passados alguns anos este homem se pacificar com a vida e com as feridas que lhe foram infligidas.
Paula Teixeira da Cruz foi uma das pessoas convidadas para apresentar este belo livro e as palavras que proferiu foram tão certeiras e tão plenas de sentimento que me deixaram com as lágrimas nos olhos. E quando vejo pessoas assim, fico feliz por me deixar levar pelos afectos, pela capacidade de chorar comovida com as palavras alheias.
E sinto-me bem mais feliz

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20
Mar09
A cegonha vem aí....
não a minha, mas é como se fosse.
Estou feliz!

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29
Jan09

Amor é...

por Inês P Queiroz
Estarmos os três às 8h30 a dançar ao som de "Mama Mia", dos Abba.

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