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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


10
Abr14

Dos direitos da mãe

por Inês P Queiroz
Hoje vi um post no facebook que me recusei a comentar mas sobre o qual tenho opinião. E acho que é daquelas que não agrada a toda a gente. Mas, mesmo assim é porque este é o meu espaço, ca vai disto.
Nós, mulheres não podemos abdicar dos nossos direitos. Nunca. De cada vez que uma de nós abdica dos seus direitos está a contribuir para que um patrão um dia diga a uma sua empregada: "queres ficar 4 meses em casa? Mas a x só ficou 15 dias." Este é o tipo de pressão ao qual temos de saber responder sempre. Porque não mexe apenas com os nossos direitos mas também com os das  outras mulheres. E quem me chamou a atenção para isto foi um amigo homem, que não tem filhos. Mas que trabalha há muito num dos maiores bancos portugueses e quando tinha um cargo de chefia de uma equipa recusou que uma das suas subordinadas voltasse ao trabalho antes de tempo.
É claro que o caso muda de figura quando falamos de mulheres que estão a recibos verdes. Essas não têm, infelizmente, protecção. E têm de trabalhar para comer. Umas porque foram obrigadas a trabalhar neste regime, outras por opção, mas estas estão desprotegidas e muitas vezes têm de voltar mais cedo.
Agora em nenhum caso esse regresso ao trabalho deve ser encarado como uma coisa fantástica, digna de reportagem em revista ou em jornal. Porque essa mulher, mesmo que não queira, está a dar a entender que as outras não são tão profissionais como ela, que 15 dias depois há estava a trabalhar.
E não me venham com tretas que eu sei bem do que estou a falar. Sou sócia de uma empresa, somos apenas 3 no escritório, o trabalho é muito e ninguém o faz por nós, e passei por uma gravidez que me obrigou a ficar em casa muito tempo. Mas, mesmo assim, tomei
Conscientemente a decisão de ficar 4 meses em casa. Porque esse tempo é irrecuperável. E quando voltei ao trabalho fi-lo a 1000 à hora, para ajudar, para recuperar. Porque me sentia protegida pelos meus e pelo tempo que tinha passado em casa.
E fui a reuniões antes da Alice fazer 4 meses, e levei-a comigo umas vezes para o escritório. Mas nunca fiz disso um caso. Nunca fiz um post sobre o assunto, ou tirei uma foto. 
E é isto.

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2 comentários

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De Helena Barreta a 10.04.2014 às 17:20

Há abusos e o "esticar a corda" por parte de alguns patrões porque também há, no meu ponto de vista, quem deixe que isso aconteça. Muitas vezes os patrões vão até onde os deixarem ir.

Assim como temos deveres também temos direitos,reclamá-los e usufrui-los é um deles.

Quanto a mim, a licença de maternidade devia ser, no mínimo, de 6 meses. Sou defensora acérrima de que as crianças deviam entrar nos infantários, creches, colégios e afins o mais tarde possível.
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De Papoila a 10.04.2014 às 23:00

Concordo. gozei a minha licença em todo o prazo que me foi possível. O tempo com as filhotas é irrecuperável.

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