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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


30
Jan11

Atropelamento sem fuga...

por Princesa das estrelas
Eu não sou grande ciclista, é uma verdade. Muito por culpa dos meus pais, que nunca me deram uma bicicleta em condições. Enquanto o meu primo Tó-Zé se exibia na sua fantástica BMX cheia de amortecedores, eu lá andava, com uma bicla assim-assim. E lembro-me perfeitamente que, das primeiras verzes que peguei nela, ainda sem travões, atropelei um velhote bêbado que andava lá pelo bairro. E depois, depois foi um ver se te havias, a fugir estrada acima com a bicicleta na mão, o meu primo a rir como um perdido, e o raio do velho a correr atrás de mim.
Devo ter ficado traumatizada com esta cena da minha adolescência porque, verdade seja dita, poucas foram as vezes que, depois deste incidente, voltei a andar de bicicleta. Mas gosto, gosto mesmo.
Gosto tanto que ontem decidi alugar uma ali para os lados do Museu do Oriente para dar uma voltinha até aos Meninos do Rio com o meu filho: eu de bicicleta, ele de trotineta. Mas aquela não era a bicicleta ideal, pelo menos para andar com uma criança ao lado. Um daqueles modelos holandeses, muito bonitinha mas pesada como o caraças. Eu mal chegava com os pés ao chão e, horror dos horrores, não tinha travões; para travar tinha de pedalar ao contrário.
E vai daí avisei logo o Henrique: que devíamos ir lado a lado, nada de andar à minha frente, porque a bicicleta não tinha travões, e eu não chegava com os pés ao chão e isto e aquilo. Tudo corria às mil maravilhas. Até que encontrámos o pai, que estava a correr e o Henrique decidiu ir ao lado do pai e, sem aviso, vira-se de frente para mim. Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui travar a tempo e atropelei o meu próprio filho. Muito choro, muito ranho, nenhuma lesão para a posteridade mas eu fiquei com o coração nas mãos e, vá-se lá saber porquê, lembrei-me claramente do meu outro atropelamento.
Não fiquei sem vontade de andar de bicicleta, mas esta que trava de maneira esquisita ficou, quer-me parecer, riscada do meu caderninho.

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1 comentário

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De Helena Barreta a 31.01.2011 às 11:24

Aí está uma cena para o Henrique se lembrar e contar aos filhos "e daquela vez que fui atropelado pela minha mãe? Ainda não sabem? Ok, vou contar"

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