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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


22
Mai15

sobreposição de agenda

por Inês P Queiroz

Ando tão avariada do sistema que já marco várias coisas à mesma hora... Red alert.

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Estou a correr menos do que devia (uma vez por semana) mas não parei. Mesmo no pico da falta de ar. Quando não corro fico frustrada, zangada. Mas a verdade é que só ontem me senti bem. Não corri muito rápido nem uma grande distância. Mas não acabei cansada. Seis voltas ao estádio do Glorioso. Domingo vou tentar fazer uma mais rápida. E mais longa. Desistir é que não. Enviado do meu iPhone

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19
Mai15

Carta ao meu Benfica

por Inês P Queiroz
Querido Benfica, sabes o quanto gosto de ti. Tu melhor do que ninguém sabes as alegrias e as tristezas que me tens dado, as dores de estômago, os apertos no coração, a vontade de gastar o dinheiro que não tenho para te acompanhar... Estou muito feliz contigo. Este ano, contra todas as expectativas, voltaste a dar-me alegrias. Tu cumpriste com a tua parte. Deste-me quase tudo o que te pedi ( como numa verdadeira relação não se pode ter tudo e eu tanto que queria a Liga Europa). Eu também não estive mal: fui ao estádio várias vezes, assinei a Sport TV e a Benfica TV e estive no Marquês para receber os nossos rapazes. Estava tudo programado para me despedir de ti em grande, no estádio. Mas o jogo foi antecipado para sábado e eu fiquei com o coração dividido... E tive de tomar uma decisão. O meu amor por ti não diminuiu em nada, mas este sábado não estarei lá. Estarei onde faz mais sentido. É que, por mais que me custe dizer-te, não és o meu único amor. Não te zangues, não me leves a mal. Da tua, Inês

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18
Mai15

Contra a Violência no futebol

por Inês P Queiroz

a ver se me consigo fazer entender: eu adoro futebol. Adoro mesmo. É assim uma relação apaixonada. E o que eu gosto mesmo é de ir ao estádio. Ficar lá a vibrar, sentir o entusiasmo dos que estão ao meu lado. Sentir na pele o que é fazer parte da nação benfiquista. Em miúda, a partir dos meus 10 anos, vi muitos jogos do Benfica no antigo estádio da Luz. Sempre com a companhia dos outros milhares de adeptos, mas sempre sem um adulto de família ao meu lado. O meu pai era agente da PSP e todos os 15 dias era destacado para o futebol. E eu lá ia, com ele. Ir à bola para mim era estar lá 5 horas. Chegava com o meu pai, duas horas antes do jogo começar, entrava, via o jogo, no final ia para o carro e esperava pacientemente até que o último membro do trio de arbitragem saísse. Só nessa altura é que a polícia podia sair e o meu pai podia voltar para o carro, onde eu o aguardava, às vezes já a dormir. Nunca achei aquelas 5 horas uma seca. Divertia-me sempre. Falava com as outras pessoas, aprendia os cânticos da minha equipa... Mas também os da equipa adversária. Como não tinha bilhete nunca sabia onde me ia sentar. Podia ser na central... Podia ser no meio da claque da equipa visitante. Mas isso nunca foi um problema. Conto isto para que se perceba que há 30 anos uma criança de dez anos podia estar sozinha num estádio e sentir-se protegida. Vivi momentos fantásticos naquele estádio ao longo de parte de minha infância e adolescência. Infelizmente o futebol mudou, muito por conta dos seus dirigentes e dos seus adeptos. E os estádios deixaram de ser lugares seguros para serem verdadeiros campos de batalha. Sempre com a conivência de muitos, sempre com um certo branqueamento. Que vem de toda a parte: dos dirigentes, dos comentadores, dos jogadores, da comunicação social, dos adeptos... Tenho dois filhos. Ela ainda não tem idade lar entrar num recinto desportivo. Ele tem, mas penso sempre muito bem no adversário, na sua claque e na do meu clube antes de comprar bilhetes para um jogo. É isto é triste. Muito triste. Porque ir com os nossos filhos a um jogo de futebol devia ser algo normal, saudável, natural. Somos todos culpados do que aconteceu ontem em Guimarães e no Marquês. Com diferentes graus de responsabilidade, é certo. Mas acho que todos partilhamos responsabilidade. E explico porquê. Porque há sempre um momento em que incitamos à violência, ou em que fechamos os olhos, ou em que a desculpamos com contextualizações. NADA justifica a violência no futebol. NADA. Não há cuspidela que o justifique, nem insultos. Quando digo nada é mesmo nada. O que aconteceu com aquela família em Guimarães é de uma atrocidade que não tem explicação. O que aconteceu no estádio é digno de animais, o que aconteceu no Marquês idem. Eu gostava que o futebol voltasse a ser um espetáculo seguro. Mas para isso todos nós temos de mudar. E não desculpar. É por estas e por outras que eu defendo que o comportamento do Zidane não tem perdão. Nem o do João Pinto, nem o do Suarez, nem o do Quaresma, nem o do Sá Pinto. Pessoas que agridem outras dentro das 4 linhas como estes fizeram não deveriam em circunstância alguma, voltar a trabalhar no futebol. Porque justificar o que fizeram é o mesmo que tentar justificar o comportamento daquele polícia em Guimarães e achar que ele pode continuar a ser polícia. Não pode.

Mas é preciso ser MESMO contra a violência no futebol. E eu gostava de saber quantas das pessoas que andam por aí a condenar as barbaridades de domingo condenam mesmo qualquer tipo de violência no futebol. Mesmo a que é sugerida por comportamentos, omissões ou palavras de um treinador ou de um presidente durante uma conferência de imprensa... Gostava mesmo.

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18
Mai15

Somos todos bi

por Inês P Queiroz

É isto!

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15
Mai15

Justificar a maldade

por Inês P Queiroz
Estou em choque com o vídeo da agressão ao miúdo de Salvaterra. Estou em choque com a morte de um outro miúdo de 14 anos. Estou em choque por saber que, no caso da miúda que há tempos foi agredida por umas colegas, as penas do tribunal não foram cumpridas até hoje. Estou em choque. Sou mãe e não sei que mundo é este onde coloquei os meus filhos. O desrespeito pelo próximo, o sentimento de impunidade, a justificação permanente... Não entendo, juro que não entendo. Todos podemos tentar perceber o que leva alguém a agredir, todos temos legitimidade para averiguar causas e porquês. Mas isso é uma coisa. Outra, completamente diferente, é atenuar a gravidade dos acontecimentos. O que se vê naquele vídeo do miúdo que apanha e é humilhado frente a uma câmara de Telemovel e a meia dúzia de marmanjos, só tem um nome: agressão. E não pode ser atenuado. Estes jovens agem desta forma porque sabem que têm as costas quentes. Haverá sempre alguém que vem falar do sofrimento do agressor, e de que ele próprio é vítima. E desta forma legitimam a próxima agressão. E mais uma, e mais outra. Dizia o pai de uma das agressoras que não tinha justificação para o sucedido mas que não se devia particularizar. Porque a filha estava num grupo e porque temia pelas represálias. Pois... Quem agride é sempre filho de alguém. Mas a vítima também. Também lida com as represálias, e com a humilhação (dupla neste caso porque apanhou de miúdas) e com o medo, e com o silêncio. Este pai, coitado, não imagino como me sentiria se passasse por uma situação semelhante, veio falar para a televisão antes de falar com a sua própria filha. Pelo menos foi o que disse. Que tinha de falar com ela e tentar perceber. Que raio de sociedade é esta? Parece que estamos num mega reality show em que o mais importante é sossegar o espectador. Primeiro uma declaração para as televisões, para que não pensem mal de nós. E só a seguir falar em sede própria, dentro de casa... Pois... Eu sou mãe e não sei o dia de amanhã. Eu fui adolescente num bairro complicado. Eu cresci com pais muito ausentes, porque trabalhavam por turnos. Passava muito tempo entregue aos cuidados de um irmão 3 anos mais velho. Cedo aprendi a defender-me, não chegar a casa a dizer que este ou aquele me tinham batido. Eu era dura porque tinha de o ser. Não era uma santa. Quem me batia levava, era a lei da sobrevivência. Mas cedo me ensinaram o que era certo e o que era errado. Sempre soube respeitar o outro, colocar-me no seu lugar. Nunca me passou pela cabeça levantar a voz aos meus pais, ou a um professor. Nunca me passou pela cabeça bater para me exibir. Bater enquanto manifestação de uma crueldade doentia. E vi isso naquelas miúdas. E assusta-me porque, apesar de ter vivido numa bairro complicado e de ter frequentado escolas difíceis, nunca embarquei em perseguições. Enquanto tentarmos justificar, enquanto tivermos medo de rejeitar e castigar estes comportamentos isto só pode piorar. E isso é perigoso.

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13
Mai15

Dias corridos

por Inês P Queiroz

Parece conversa fiada, parece que não tenho mais nada que fazer do que me queixar da velocidade a que os meus dias se sucedem. Sempre a correr, a não ter tempo para nada (nem para vir aqui escrever), sem grande tempo para descansar. Mas é mesmo assim, chego a domingo à noite mais cansada do que na sexta-feira, com vontade de ter mais um dia para descansar... Mas depois ponho-me a pensar na canseira, em tudo o que fiz. E percebo que não devo bater bem da bola. Quero meter o Rossio na Rua da Betesga... e depois, bem depois não me posso queixar. Estes dias foram tão corridos mas tão intensos. O meu domingo começou com uma corrida logo pela manhã. Tenho corrido menos, nas últimas semanas porque tenho tido falta de ar. Mas lá fui, às 8 da manhã correr com a minha querida lebre! Depois fomos à praia e eles, os manos, são tão queridos juntos. Adoro esta foto em que ele a leva à água. Fico comovida a olhar para os dois, para ele a fazer de mano mais velho, a ensiná-la, a acompanhá-la... Deu para arrumar, para costurar. Fiz um vestidinho à Alice que lhe experimentei esta manhã e que é assim o meu último orgulho das costurices. Apaixonei-me por umas pantufas para a Alice. E hoje, no meio da loucura que foi o meu dia, ainda tive tempo para um almoço espectacular com uma pessoa, uma amiga, muito querida. Uma daquelas pessoas que nos fazem bem. E isso é tão raro que é revigorante. Estar com alguém com quem somos nós, sem medos, sem reservas. A conversa flui, os risos sucedem-se, as guardas baixam. Um almoço que nos enche de energia boa, de força. Obrigada. E depois de levar o Henrique ao ténis de mesa fiz a corrida dos tristes: às voltas ao estádio do glorioso. Não foi muito, mas também não foi pouco: mais 6km a caminho da boa forma.

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08
Mai15

Será...

por Inês P Queiroz

que a Primavera chegou mesmo?

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06
Mai15

Corte e cose

por Inês P Queiroz

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É só para avisar que voltei às costuras.

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05
Mai15

Obras, senhores, obras

por Inês P Queiroz

Sempre que vejo um homem das obras invadir-me a casa sinto um arrepio na espinha. E não é ds bons. Diz que acabam amanhã. Ver para crer.

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05
Mai15

O sucesso escolar

por Inês P Queiroz

Já aqui escrevi muitas vezes: odeio a pressão do sucesso escolar. Sempre odiei. Cresci com essa pressão, com essa exigência de excelentes resultados escolares. Como se o resto não existisse. E sempre, mas sempre como se não estivesse a fazer mais do que a minha obrigação. Por isso esforço-me sempre bastante para não exercer essa mesma pressão sobre o meu filho. Mas, às vezes, chego à conclusão de que ele é à prova de pressão. Parece não se ralar com grande coisa. Estuda de véspera, fica amuado quando o mando estudar... Digo-lhe muitas vezes que tem a sorte de ser um miúdo esperto. Se assim não fosse estava tramado. A coisa vai dando para o gasto a todas as disciplinas menos uma: a matemática. É aqui que ele tem tido dificuldades porque, como não gosta de estudar, não tem hipótese. Irrita-me muito que em todos os testes o professor diga que ele pode fazer melhor se estiver com mais atenção no teste e nas aulas. Apetece-me dar-lhe uns valentes calduços. Este último período decidimos que teria de se aplicar mais o que, na verdade, significa que eu tenho de estudar mais, porque tenho de reler toda aquela matéria para depois saber em que língua é que ele fala. Não tem de ser o melhor da escola, nem da rua, nem da turma. Tem apenas de se esforçar. E foi o que fez. E vinha tão contente ontem quando recebeu o teste que os seus olhos até brilhavam. E os meus também.

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04
Mai15

À minha mãe

por Inês P Queiroz

Hoje acordei com os teus passos escada acima. Eram mais ou menos sete horas da manhã e tu já eras mãe, nesse teu jeito de ser; a fazer, a tomar conta. Já tinhas ido à horta matar um frango para eu trazer para Lisboa. Também já tinhas separado as alfaces (as primeiras do ano), dois frascos de doce de tomate e uma dúzia de ovos. Para quem não te conhece, esta és tua a ser o melhor que és: Mãe. Eu estava no quentinho da cama com um dos meus filhos comigo e o outro numa caminha aos pés da minha.Todos no mesmo quarto, todos quentinhos enquanto tu andavas lá fora, no frio e na chuva, a ser mãe. Ainda tentaste tirá-los do quarto a tempo de eu voltar a dormir. "Descansa mais um bocadinho filha, andas tão cansada." Mas eu, que sou filha mas que também já sou mãe, não consegui dormir mais, entre o querer estar contigo aquelas horas da manhã e o dar atenção aos meus filhos. Foste tu quem fez o pequeno almoço e não eu. Mais uma vez tu a cuidares de mim. E fizeste-me desistir da ideia de irmos a Amarante tomar o pequeno almoço. Eu sei que não o fizeste por mal nem sequer porque não quisesses o passeio ou não o valorizasses. Simplesmente achaste que eu estava cansada o suficiente e que ainda tinha uma viagem grande pela frente. Eu entendo-te mãe, nesse teu jeito de ser. Às vezes enerva-me que pareça que não desfrutas das coisas boas da vida, dos mimos que te damos. Mas eu entendo. Tu não sabes ser de outra forma. Gostas e lembras-te, ficas na cama a dar voltas e a pensar nessas coisas boas. Mas o teu verbo é o cuidar. E é assim que sabes ser. Hoje estou cansada, a viagem foi grande e sempre acompanhada de chuva. Olhei para o teu frango e para as tuas alfaces e meti-os no frigorífico. "Amanhã também é dia", pensei. Mas lembrei-me de ti. Do teu cuidar. E fiz como tu. Peguei no bicho, cortei-o ao meio, temperei-o (metade para assar, metade para canja), arrumei as alfaces como deve de ser e agora sim, que já fiz como tu, agora posso ir deitar-me porque já cuidei dos meus. Agora já sou um bocadinho mais como tu. Adoro-te mãe.

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