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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


29
Nov13

E depois há isto

por Inês P Queiroz
A pessoa anda cheia de trabalho, quase a rebentar pelas costuras, sem tempo para absolutamente nada e recebe uma mensagem de uma amiga do coração, que tem dois braços fortes que abraçam muito bem. E tudo fica melhor, muito melhor. Obrigada S.

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25
Nov13

Amor

por Inês P Queiroz
Amorosa, esta bebé é mesmo a coisa mais fofa do mundo inteiro.

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24
Nov13

Domingo à noite

por Inês P Queiroz
Pouco passa das dez e as crianças já dormem há que tempos; a cozinha está arrumada, já fiz compras no continente online, já limpei a carteira... Só me falta tirar este verniz das unhas (está num estado nojento) e estou pronta para ir para a cama ler ( "irmãos", de David Talbot, uma fantástica investigação sobre os irmãos Kennedy. Pena a letra ser tão pequenina que devia ter uma lupa comigo).
Amanhã é um novo dia: mais uma semana sem empregada... Não fosse a minha mãe e não sei muito bem o que seria de mim...
Esta semana vai ser um corrompido: três lançamentos de livros para ultimar, o Henrique tem três testes... Mas nada há-de ser tão mau como a semana passada. Tenho a certeza.
E é com este pensamento de que nada poderá ser tão stressante e desgastaste como as três últimas semanas que vou preparar-me para dormir.

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22
Nov13

É sexta-feira!

por Inês P Queiroz
E é também tempo de recomeço. Pelo menos é o que sinto. Terminou uma fase mais complicada da minha vida (a nível profissional). Agora é tempo de agarrar a normalidade, de passar mais tempo c a família e os amigos.
Hoje tive vontade de partir uma garrafa para comemorar. Mas acho que me vou ficar por uma bela noite de sono.
Segunda-feira é tempo de retomar o trabalho com novo fôlego. Até lá quero descanso, muito descanso.

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21
Nov13

Ausências e culpa

por Inês P Queiroz
Começo por dizer que não me considero uma daquelas mães histéricas que não conseguem estar longe das crias sem desatar aos gritos ou a mandar mensagens para casa a cada 5 minutos para saber se a bebé fez xixi ou cocó ou se comeu ou chorou.
Mas outra coisa é estar há três semanas a chegar tarde a casa, a sair cedo, a não conseguir dar-lhe banho e, muitas vezes, nem sequer o jantar. Sinto-me tão triste...
E em cima disto não tenho tempo para o meu filho mais velho: mal consigo estar com ele, não conseguimos estudar juntos, sempre que estou com ele estou agarrada ao telefone...
Há dias maus e este é um deles

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21
Nov13

Os sapos e idade

por Inês P Queiroz
Aos 20 anos não acreditaria se me dissessem que com quase 40 andaria a engolir sapos daqueles que ficam entalados na garganta durante dias. Ma sé mesmo assim...
às vezes sinto-me uma prostitua intelectual. (sim, intelectual porque este corpo já viu melhores dias) e não é um bom sentimento. Olhar para o espelho e calar o que me vai na alma dá-me cá uma azia...

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18
Nov13

A puta da consciência e da culpa

por Inês P Queiroz
Foi em 2008. O meu pai estava a morrer, lentamente a escapar-se e a sofrer. Todos os dias um pouco mais. A minha mãe não se cansava de lutar por todos nós e de tentar procurar soluções crente que as coisas correriam pelo melhor, como parecia acontecer comigo. Estávamos com uma viagem a Madrid marcada para consultar um médico que prometia a cura do meu pai.
Foi por esses dias que soube que estava grávida. Grávida? Mas se eu estava a tomar a pílula... mas se eu era doente oncológica e tinha ainda o corpo minado de tóxicos da quimio e da rádio... como era possível que estivesse grávida? Soube pouco depois que sendo eu uma pessoa sem estômago poderia
não fazer correctamente a absorção da pílula. Soube-o da pior forma possível.
Hoje, quase seis anos depois, tenho momentos de grande arrependimento. Mas na altura tomei a decisão que poderia tomar com a informação de que dispunha: o risco de voltar a ficar doente era grande sem uma gravidez, grávida então subia exponencialmente; já para não falar dos possíveis efeitos no bebé de tantos ciclos de quimioterapia e radioterapia. Eu estava em frangalhos a lutar há um ano contra a doença do meu pai, a fazer das tripas coração para que ele pudesse recuperar ou, pelo menos, ter um final de vida digno... fiquei devastada, morta por dentro. Eu que queria tanto ter outro filho tinha diante de mim uma das decisões mais difíceis da minha vida. Ali estava diante de mim a razão pela qual eu tinha sido uma acérrima defensora da despenalização da IVG.
Na minha cabeça, naquele momento, não havia outra decisão a tomar.
Seguiram-se dias horríveis: três dias obrigatórios de reflexão; o olhar crítico das funcionárias da maternidade (as mesmas que na gravidez da Alice me trataram tão bem), o ter de levar uma vida como se nada se passasse comigo durante esses dias, o fim-de-semana em Vila Viçosa (ainda hoje não gosto de olhar para essas fotografias), a viagem a Madrid com  o meu pai, eu a conduzir para lá e para cá... o tempo parecia passar em câmara lenta, a agonia não parava de crescer... e a cada dia que passava as minhas dúvidas aumentavam: será que estava a tomar a decisão certa? e se nada me acontecesse? e se eu nunca mais conseguisse engravidar?
Na altura tomei a minha decisão depois de muita ponderação. Mas com muita dor, e muitas dúvidas. E obriguei a auxiliar de acção médica a exigir que no processo constasse "razões médicas" na minha decisão. Por nada, a não ser porque era a verdade. Eu tinha lutado e discutido muito para que aquela decisão fosse livre. Mas, no meu caso, estava a morrer por dentro por ter de a tomar.
Já passaram muitos anos, quase seis, eu voltei a engravidar, tenho a bebé mais fofa do mundo, tenho uma família que amo e que me adora. E, às vezes penso, poderíamos ser 5 e não 4.
Mas rapidamente afasto estes pensamentos. Eu fiz o que deveria ter feito. Vivo com a minha decisão, mas sei que tomei a decisão que deveria.
Por isso fico doente e irada quando vejo as fundamentalistas do pró-vida à porta da Clinica dos Arcos a rotular de assassinas as mulheres que ali se deslocam. Fico tão fora de mim que me apetece bater-lhes, muito. Com força. Com toda a força necessária para que percebam que às vezes é a única solução que nos resta. Que às vezes, perante uma grande dúvida e incerteza, a mãe não tem condições físicas e psicológicas para levar uma gravidez para a frente; que ninguém sofre mais do que nós, que enquanto mães que amam os seus filhos, que anseiam pelo nascimento de mais uma criança, nos vemos forçadas a tomar a mais dura das decisões.
Hoje senti necessidade de contar esta parte mais triste da minha história, para que todas as que se sentem obrigadas a tomar uma decisão como aquela que eu tomei percebam que as coisas acabam por passar; a vida continua o seu caminho, nós deixamos de nos sentir secas e vazias, voltamos a amar, voltamos a deixar que nos toquem, voltamos a querer ser mães, voltamos a ter um bebé nos nossos braços.

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15
Nov13

Tristeza

por Inês P Queiroz
Hoje sinto-me triste. E impotente. Uma pessoa de quem gosto muito está a passar por uma situação horrível, um sofrimento desumano ao qual ninguém devia estar sujeito.
Que injustiça... Bem sei que coisas destas acontecem a todos nós, todos os dias. Mas nem por isso fico menos triste ou a sentir-me menos impotente.

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05
Nov13

Pura diversão

por Inês P Queiroz
Eu tinha avisado que a festa foi de arromba, que me diverti como há muito não o fazia. E o melhor (ou será o pior?´) é que há provas... ui! Temos pelo que ainda me espero.
Adorei SMS. Mesmo!
Aqui estou eu com duas amigas do coração!

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04
Nov13

SMS

por Inês P Queiroz
Eu tenho muitos conhecidos, pessoas que vão passando pela minha vida. Houve uma altura, fruto da idade, talvez, em que achei que essas pessoas teriam de ser minhas amigas. À conta disso fui tendo a minha dose de dissabores e tristezas.
Hoje em dia, continuo a cruzar-me com muita gente, mas apenas uma pequena parcela deles pertence ao meu grupo de amigos. Aqueles de quem gosto sempre, aqueles com os quais me preocupo, com quem gosto de partilhar uma boa notícia ou a quem recorro quando me sinto perdida.
A SMS entrou há relativamente pouco tempo na minha vida. Temos várias amigas em comum, seguia o seu blogue há muito tempo, mas foi há pouco que a conheci. No entanto, esse pouco parece-me muito. Puxo pela memória e não me lembro quando fomos apresentadas, se é que fomos... gosto de a ouvir rir, gosto da sua mania das doenças e a sua tendência para a catástrofe, do amor incondicional pelos filhos e pelo marido, do companheirismo...
Esta rapariga ultrapassou, com distinção, a barreira que coloco à porta dos meus conhecidos e saltou com distinção para o lado dos amigos.
Este fim-de-semana ela fez 40 anos e eu, como era óbvio*, fui convidada. E gostei tanto. Foi bonito, pá. Diverti-me imenso, estive com vários amigos, dancei como se não houvesse amanhã e vi-a, ali, linda, rodeada dos que mais ama (parte deles, já que faltavam os filhos). Belo momento de partilha.
Venham mais 40, miúda!

* alteração feita depois de ter recebido uma ameaça da visada :-)

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