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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


27
Jun13
Ainda fico sem pinga de sangue quando penso nisso. Ainda sinto a garganta seca, o coração acelerado e uma enorme vontade de gritar. Ainda me sinto a gelar e a desfalecer.
Não passou de um susto, e por isso decidi contar aqui. Mas foi o maior susto da minha vida e pode acontecer a qualquer um. 
Há umas semanas uma amiga veio buscar-me para almoçar. Como já tem duas cadeirinhas de criança no seu carro e são daquelas difíceis de tirar, tentou meter o ovo da Alice no lugar do meio. Lá nos debatemos durante uns minutos para tentar encaixar o ovo, mas acabámos por conseguir. E o que fizemos a seguir? Batemos as portas para nos sentarmos à frente... O que eu não sabia era que ela tinha tirado a chave da ignição e que, por artes do demo a mesma tinha caído no banco traseiro do carro e que ela, sem querer, a tinha pisado com o joelho e tinha trancado o carro. 
Por isso, quando batemos as portas para passarmos para o banco da frente a  Alice ficou trancada dentro do carro.
Não vou escrever o que senti porque não existem palavras que o façam devidamente. Senti-me morrer, com uma vontade enorme de partir o vidro, mas com medo que os estilhaços chegassem à bebé. 
Felizmente não passou de um susto: ela esteve sempre a dormir; o carro estava estacionado à sombra e estava frio no seu interior; o marido da minha amiga meteu-se num taxi e foi em tempo record  do seu trabalho até casa buscar a chave suplente e daí até minha casa.
Foi só um susto, é o que não paro de dizer a mim mesma, mas não consigo deixar de pensar no que poderia ter acontecido e no que poderia ter feito para o evitar.


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25
Jun13

Desafios

por Inês P Queiroz
A Alice continua a crescer. Já sabe chorar e tem um choro forte, que se faz ouvir. Mas chora sobretudo quando tem fome. Já deu para perceber que tem personalidade forte!
O mano mais velho continua apaixonado pela sua maninha. Mas está a descompensar. No espaço de uma semana fez xixi na cama três vezes. Eu sei que é insegurança, eu sei que é passageiro. Mas ontem tive de lhe dizer que não aguento isto muito mais tempo. Bem sei que estou a colocar nos seus ombros muita responsabilidade, mas ele é crescido e tem de perceber que eu o adoro, que lhe dou toda a atenção que ele quiser, mas que não consigo acordar para dar de mamar à mana e depois ter de acordar para lhe dar banho e mudar a cama.
Há momentos em que me sinto tão cansada...

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22
Jun13

3 semanas

por Inês P Queiroz
A Alice gosta da voz do mano; tenta segui-lo com o olhar.
A Alice bolsa imenso, muito mesmo. Às vezes até assusta.
A Alice chora pouco mas faz muitos ruidinhos...
A Alice já pesa 3 kg, já abre os olhos enquanto falamos com ela.
A Alice já tem cólicas, essas malditas.
A Alice adormece por si, na cama, sem embalos nem colo.
São assim as primeiras 3 semanas de Alice

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13
Jun13

12 de Junho

por Inês P Queiroz
Fez ontem 9 anos que soube o que era ser mãe. Fez ontem 9 anos que o mundo mudou para sempre. O meu mundo, pelo menos. Ficou mais preenchido, passou a fazer mais sentido. Fez ontem 9 anos que acabou a vida sem preocupações, as noites dormidas de seguida, as idas ao cinema sem planeamento, os fins-de-semana fora de improviso, os silêncios demorados do sossego..
Fez ontem 9 anos que o Henrique nasceu e o meu mundo passou a ser um lugar melhor.

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10
Jun13

Arrotar

por Inês P Queiroz
Porque será que esta criança escolhe sempre a madrugada para demorar eternidades a arrotar?

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09
Jun13

Primeira semana

por Inês P Queiroz
Estamos em casa há uma semana. Os 4. Juntinhos. A minha mãe esteve cá até ontem para ajudar. E que ajuda!!!
A Alice já foi ao centro de saúde e já foi à pediatra. Está tudo bem. Diz a pediatra que vai ser forte. Tem instinto e força.
O mano é muito fofo com ela, quer ajudar e pegar-lhe. Mas andou com uma virose e, por isso. Restringi um bocadinho o contacto entre ambos até quinta-feira. Ele andava tão triste por não lhe poder tocar...
A Alice dorme muito, tenho de a acordar para lhe dar leite... Às vezes demora mais tempo a acordá-la do que a comer...
Tenho vontade de a levar à rua... Só para beber um cafezinho. Talvez seja hoje.
Nesta primeira semana a 4 conseguimos restringir as visitas. Temos sido nós... Só nós. Mas agora vamos iniciar nova etapa... Nós e os que nos são queridos.

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04
Jun13

Home sweet home

por Inês P Queiroz
Estive aqui a reler os dois últimos posts que publiquei e respectivos comentários. Antes de mais queria agradecer a todos os que aqui deixaram uma palavra amiga. É estranho mas a força dos que por aqui passam foi importante, apesar de não saber quem são.
Domingo foi mesmo ali ao virar da esquina e, no entanto, parece que foi há uma eternidade. Já aconteceu tanta coisa... No domingo ao fim da manhã a Alice teve alta dos cuidados intermédios e veio para perto de mim. Na verdade acabou por ter alta antes de mim! Às 5h da tarde já estava pronta para ir para casa. E, até eu, tive alta no domingo. Às nove da noite, mas foi no domingo.
Agora somos 4. Ontem foi o primeiro dia do resto das nossas vidas. Crescemos e agora vamos descobrir esta nova realidade.

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02
Jun13

Saudades

por Inês P Queiroz
Pouco depois da Alice ter ido para a incubadora eu vivi a minha experiência Twillight: comecei por sentir uma dor forte nas omoplatas (coisa que não me lembro que me tenha acontecido com o Henrique) e,a dada altura, quando me ia deitar, simplesmente bloqueei de dor e deixei de conseguir respirar. Uma cena verdadeiramente horrivel, desesperante. A sala cheia de visitas. Eu a não querer impressionar as outras mães mas, ao mesmo tempo, a morrer de dores... A sala sem cortinas (assunto que merece um post), as enfermeiras que nunca mais apareciam, eu a não conseguir explicar exactamente o que estava a sentir.
Resultado, depois de exames, análises e muitas visitas médicas fica a suspeita de ter havido uma punção da dura mater... Não é uma coisa porreira de se sentir, mas não há nada a fazer: é uma das complicações possíveis com uma epidural que implica estar deitada pelo menos 24 horas. Quer isto dizer que estou ha mais de 36 horas sem ver a Alice.
O pai já tratou mais dela do que eu. Ja lhe deu biberão, mudou a fralda... O mano ja lhe tocou... A avó já se derreteu a olhar para ela e a adivinhar parecenças comigo (que eu não vejo). Eles são, neste momento, as únicas pessoas que a podem ver. São os meus olhos...
Que saudades... Não vejo a hora de ter a minha mão na dela... Assim, como o pai
Talvez seja hoje.

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