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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


31
Mar13

As pessoas mudam...

por Inês P Queiroz
E é muito bom constatá-lo. A minha obstetra, por exemplo, é uma dessa pessoas. É mina médica há cerca de 12 anos e, se no inciso a nossa relação foi muito difícil, a verdade é que agora é das pessoas em quem mas confio, alguém que não me julga, que não cai na tentação de me çriticar ou de me forçar a tomar a sua decisão por minha. Foi assim quando tive de fazer uma ivg, foi assim quando lhe disse que gostava muito de voltar a ser mãe.
Ao contrario de muitos dos médicos com quem falei, e que estavam mais preocupados em incutir-me um medo abstracto ( deixe-se ficar assim que está bem), a minha obstetra alertou-me para os potenciais riscos de uma nova gravidez, mas também me disse o que tínhamos de fazer, que exames realizar, com que médicos falar... E, no final, terminou comum" seja qual for a sua decisão eu estou aqui para a apoiar.  Só quero que tome uma decisão informada." E não imaginam como é importante e difícil encontrar alguém com este tipo de discurso.
Se já notei muitas diferenças na minha primeira gravidez, nesta então nem se fala. Não é ela que me segue "oficialmente" nesta gravidez porque tenho de ser seguida no alto risco da maternidade. Mas nem por isso deixo de ir ao seu consultório todos os meses e quando algo corre mal na Mac é sempre ela que resolve tudo.
Obrigada, Dra. Alice, por me ajudar e me fazer sentir especial.

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31
Mar13

Relações e ralações

por Inês P Queiroz
Eu adoro a minha mãe. Mesmo. É um pilar da minha vida, um exemplo de coragem, de luta, de sobrevivência. Mas é a minha mãe... E são mais as vezes que me passo da marmita com ela do que aquelas em que tudo corre bem. E não vale a pena dizer que é por culpa dela, ou mina... Somos duas adultas muito diferentes, que vivem a sua vida de forma distinta, e isso por vezes cia incompatibilidades... Mas eu detesto chatear-me com ela, e detesto perder a paciência. Bem sei que tenho m feitio difícil e agora, grávida, sou anda mais insuportável... Mas ela não facilita. Tudo é uma critica, tudo o que digo é porque estou contra ela, tudo o que faço ficava melhor se fizesse doutra forma... " porque não aqueces antes o leite na caneca de plástico?"  ou " era melhor ligares a torradeira na outra tomada" " abre antes a porta" " talvez seja melhor deixá-la fechada"...
Acaba por ser sempre assim, nestes dias de festa. E eu não aprendo: não aprendo a ficar calada ( que seria a melhor solução) nem sequer aprendo a inventar desculpas para não vir e ficar em Lisboa no conforto do meu sofá.
Esta relação tem muito de ralação, e essa é que é essa.

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28
Mar13

Carta ao meu pai

por Inês P Queiroz
Olá pai, espero que estejas bem. Espero que estejas a passar este dia, o teu dia de aniversário, de uma forma diferente. Vocês, os mortos comemoram os aniversários? Espero bem que sim.
Espero que daí nos consigas ver, embora tu saibas que eu tenho as maiores dúvidas em relação a isso. Se nos acompanhas saberás que nestes quatro anos e meio muita coisa mudou na nossa vida.
Eu continuo com a minha vida, como tu querias. Não voltei a ficar doente e já só tenho consultas anuais... tu bem me dizias que tudo ia correr bem. Despedi-me do emprego que tinha, criei a minha própria empresa... às vezes nem eu própria acredito que dei este passo, mas a verdade é que dei e a ajuda da mãe foi preciosa.
O Henrique está crescido, está no terceiro ano. De vez em quando pergunta por ti, mas, não fiques triste por favor, acho que ele já não se lembra muito bem de ti, da tua cara... vai repetindo histórias que lhe contamos mas tenho dúvidas que se lembre mesmo de ti, de tudo o que brincaste com ele, dos passeios, das manhãs passadas na tua cama a ver desenhos animados...Está no terceiro ano, tem boas notas, é um menino meigo mas com um espírito muito rebelde. Às vezes lembra-me o mano...
O mano voltou a casar e parece-me bem, mas espero que ele te vá mantendo a par do que se passa na sua vida.
A mãe, bem a mãe é uma guerreira, vai arrepiando caminho e levando a sua vida em frente. Mas nem sempre é fácil. Agora, por exemplo, acho-a triste. Andou aí numa fase super bem disposta, arranjada, bonita, vaidosa, com um espírito positivo que só visto... mas passou-lhe. Volta e meia fica assim, mais triste, vazia, sem brilho no olhar. E só o nascimento da neta a parece alegrar.
Sim, pai, eu estou grávida. De uma menina. Vai chamar-se Alice. Nem sei bem o porquê do nome. Não é uma homenagem a ninguém em particular, não é um daqueles nomes que eu tivesse na cabeça desde sempre... é simplesmente um nome do qual gostamos: um nome redondo e feliz. Espero que gostes.
Hoje acordei a pensar que a minha filha não vai conhecer os seus avôs... e fiquei triste. Por ela e por mim. Imagina as coisas fantásticas que iria aprender contigo, os passeios, as idas à praia...
resta-me falar-lhe de ti e esperar que o pai lhe fale do outro avô. Eu acredito que as pessoas só morrem em nós quando deixamos de a lembrar, quando deixamos de falar delas... eu eu recuso-me a esquecer-te.
Hoje é um dia triste, amanhã espero que seja melhor.
Quando a Alice nascer vou lembrar-me e lembrá-la de ti!

Um beijo meu
Inês

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28
Mar13

Apresento-vos...

por Inês P Queiroz
A Alice. Às 26 semanas + 4 dias.
A cena esquisita do lado direito da imagem é um pé da artista. Espetadinho que só ele.

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27
Mar13
Se há coisa que não sou é obcecada com o peso. Nunca fui, nem quando tinha estômago. é evidente que tenho cuidado com o que como e cada vez mais tenho esse cuidado, uma vez que não vou para nova. Mas há limites para tudo. Da gravidez do Henrique tive imensos cuidados, não comia porcarias, bebia imensa água, nada de pizas nem hamburgers, os doces todos muito controladinhos... e nem por isso deixei de engordar. Aos 18 kg deixei de me pesar porque estava a deprimir... a verdade é que grande parte desso peso era retenção de liquidos, já que um mês deois de ele nascer eu estava com o meu peso normal. Mas, mesmo assim, engordei que nem uma lontra.
Desta vez, e porque sou uma gaja sem estômago, confesso que não tive grandes cuidados. Até porque, supostamente, e mesmo que queira, não consigo engordar acima de um limite. Não dá, o organismo não absorve. Pelo menos era o que os médicos me diziam. E eu acreditava. Também não devo comer grandes quantidades de comida porque a seguir fico mal disposta. Mas, a verdade verdadinha é que já aumentei e bem... Há números para todos os gostos, dependendo da balança que me pesa. Na da farmácia aqui da rua aumentei 10kg, na da minha obstetra aumentei 8... o que significa que devo andar nos 9kg em 26 semanas. Ah, e tal é muito peso, tem de ter cuidado... eu tenho. Como pouco e em pequenas quantidades. Ah e como é que justifica o qumento de peso? Não justifico, não sei justificar e, muito sinceramente, não me apetece perder tempo com isso. Eu comecei esta gravidez muito magra (5kg a menos do que tinha quando engravidei do Henrique) e sinto-me bem como estou. Tenho os cuidados que devo ter e a mais não sou obrigada.
E não quero que me chateiem muito com o assunto. Há dias zanguei-me com a minha mãe porque ela disse que eu estava muito grande. E vou zangar-me com todas as pessoas de andarem a dar bitaites... a sério. Para umas estou grande, para outras é só barriga; para umas a barriga está em cima, para outras tenho de ter cuidado porque está muito descida...
Basem, desaparçam-me da frente. Já bem basta estar a maior parte do tempo em casa. e já bem basta esta merda de tempo que me obriga a andar sempre com a mesma roupa.
Se têm coisas agradáveis para me dizer, façam o favor. Caso contrário, agradeço que se mantenham caladinhos.
Tenho dito

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25
Mar13

O nome...

por Inês P Queiroz
Cá em casa nunca tivemos uma lista de nomes preferidos para os nossos filhos. Conheço muito boa gente que, antes de estar grávida, já sabe exactamente o nome dos futuros petizes que irá gerar. Lamento mas, por estas bandas nunca foi assim. E também não somos daqueles que acham que é preciso ver a cara da criança para saber que nome lhe vamos dar. Eles não têm cara de nada, nascem a berrar, completamente amarrotados... Não me parece que me fosse ocorrer um nome particularmente bonito se estivesse à espera do nascimento para dar nome à criança.
Posto isto, ainda não demos um nome à nossa cria. E isso está a fazer confusão a muito boa gente. Temos alguns nomes dos quais gostamos mas ainda não fechamos a coisa. Pessoalmente preferia esperar pelas 26 semanas para o fazer. Sei que é palerma, mas é como qualquer outra mania. Para mim dar nome é assumir definitivamente este bebé já não só na minha cabeça mas perante o mundo. E as 26 semanas são aquela linha de sobrevivência. A partir delas grande parte dos bebés é viável.
Só que já lá chegámos e ainda não nos decidimos. Em cima da mesa estão dois nomes: Carolina e Alice. Para já brincamos e chamamos-lhe Carolialice... Mas, acreditem, não estamos em stress, continuamos a dormir bem e sem qualquer tipo de sobressalto.
Ah, e quando tivermos nome avisamos, podem ficar descansados.

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19
Mar13

Pai

por Inês P Queiroz
Eu sou festeira por natureza. Sempre fui. Gosto do dia do pai, do dia da mãe, dos aniversários dos que me são queridos, do Natal. Podia-me dar para outra coisa qualquer, deu-me para isto. Confesso que não tenho grande paciência para coisas estilo, Dia da Mulher, mas o Dia do Pai, por exemplo, sempre foi um dos meus favoritos.
Quando era miúda adorava aquela coisa de fazer a prenda do Dia do Pai, a emoção de criar algo com as minhas próprias mãos, de depois oferecer ao meu pai, de ver a cara dele, o seu olhar cheio de orgulho, por mais merdosa e inútil que fosse a prenda (o que acontecia muitas vezes).
Masi tarde, quando conheci o meu gajo e engravidei, o Dia do Pai passou a ser ainda mais giro. E só se tornou melhor quando o Henrique nasceu e ganhou, ele próprio, conscîência da importância deste dia. Ele adora fazer a prenda, nunca faz só uma e rarmente consegue esperar até oa Dia 19 para dar pelo menos uma das prendas que fez. E fica sempre tão entusiasmado e feliz.
De há uns anos para cá, mais precisamente, dede que o meu pai morreu, o Dia do Pai passou também a ser um dia triste para mim, por não o ter por cá, por não lhe poder telefonar, comprar uma gravata, uma garrafa de bom vinho... Nos primeiros 2, 3 anos foi mais difícil. Eu estava ainda muito magoada por ter perdido o meu pai aos 57 anos, de uma forma tão dolorosa e penosa. Março era um mêspara esquecer: o mês do Dia do Pai e o mês do seu aniversário.
Mas, a verdade, é que as feridas saram e o coração apazigua-se. Este ano, estou grávida do meu segundo filho (neste caso, filha. Se, por um lado, estou muito triste, porque sei que uma neta seria a loucura do avô babado e porque sei que a minha filha não conhecerá nenhum dos seus avôs, por outro lado tenho de pensar na renovação das gerações. A vida continua, vem mais um bebé a caminho e com ela mais um momento de alegria e um motivo para festejar o dia de hoje.

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19
Mar13

Estava-se tão bem na neve...

por Inês P Queiroz
mas tive de voltar. Para casa, o que não é nada mau; para o meu filhote, o que é muito bom...
mas para esta chuva? Para este raio de tempo?
Que neura!

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17
Mar13
Este está a ser um fim-de-semana de descanso a dois, um momento mesmo muito especial e desejado. É claro que o Henrique ia adorar estar aqui e tudo e tudo. Mas ele sabe que é importante para os pais estarem sozinhos de vez em quando. Sempre foi assim e ele sempre entendeu.
E parecia que esta vez não ia ser diferente. Até que hoje ao fim do dia e já depois de ter falado com ele o telefone ( momento que aproveitou para dizer que estas eram as primeiras férias da mana), tinha 4 chamadas da minha mãe. Fiquei logo a pensar que tinha acontecido algo? Mas não. Era apenas ele que estava com saudades... Eu sabia que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde... Fofinho

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Depois do dia de ontem, mais atribulado, achei que hoje iria ter algum descanso. Afinal tinha apenas uma consulta médica às 15h. Mas, como diz o ditado "ninguém disse que isto ia ser fácil. Senão vejamos: já fui às Caldas da Rainha buscar umas coisas para uma sessão fotográfica de amanhã ( que vai ficar espectacular); já fui à minha programada consulta de obstetrícia e agora, para terminar o dia em beleza, estou nas urgências da Estefânia com o Henrique que ontem à tarde levou um pontapé no peito e agora se queixa de dificuldade em respirar.
Se podia ser pior? Claro que podia, e uma vez que são apenas seis da tarde e este hospital está cheio de crianças que essas Sm devem estar cheias de doenças esquisitas, o melhor é estar caladinha...

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Bem sei que nestas coisas da maternidade não vale a pena embandeirar em arco... achamos sempre que vamos ser isto e aquilo e vai-se a ver a criança troca-nos as voltas e acabamos a fazer o que achávamos impensável (um bocadinho como acontece com as relações amorosas). Mas, meus amigos, eu já tenho um filho cá em casa de quase 9 anos e há algumas coisas que dou como adquiridas, a primeira das quais é a seguinte: filho meu não tatua o nome do seu actor/cantor preferido no corpo enquanto morar em minha casa. E a esta podemos juntar uma outra: filho meu não dorme à porta do Pavilhão Atlântico aos 14 anos para assegurar que estará na primeira fila de um qualquer concerto.
A sério, pá, os pais deste país andam tão absorvidos pela crise que lhes deu para a maluquice? Eu também já fui adolescente (daquelas que achava impossível o George Michael ser gay) e tive os meus delírios. É bem verdade que o meu pai não dava margem para grandes extravagâncias (nem sequer podia ter posters colados na parede). Mas, apesar de achar que o meu pai foi um autoritário e ditador de primeira e que não vou querer repetir o padrão, não vou passar para o extremo oposto da bitola, podem ter a certeza!
O que é que leva um pai a permitir que uma criança durma ao relento, em pleno Inverno??

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11
Mar13

Grande...

por Inês P Queiroz
E ainda faltam 16 semanas.

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10
Mar13

Gerir expectativas

por Inês P Queiroz
A noite tinha tudo para ser espectacular: filho a dormir em casa de um amigo, mãe recolhida ao seu quarto e a sala toda só para mim.
Resultado: nada de jeito na tv, uma caimbra danada durante a noite e uma insónia....

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09
Mar13

24

por Inês P Queiroz
Entrei hoje nas 24 semanas de gravidez. Já sinto muitos muitos pontapés e com eles esta noção de que é mesmo verdade, vem mesmo um bebé a caminho.

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08
Mar13

O meu 8 de Março

por Inês P Queiroz
Faz hoje 8 anos era Terça-feira. Faz hoje 8 anos vivi o dia mais longo da minha vida. Arrisco-me a dizer, embora não tenha a certeza, que foi também o dia mais longo da vida dos meus pais, do meu irmão, da minha sogra, do meu marido e talvez até de alguns amigos. Há precisamente 8 anos eu entrava num bloco operatório sem saber em que condições de lá sairia. Foram 8 ou 9 horas de operação, na qual me removeram estômago e baço para além de várias cadeias de gânglios linfáticos. Um tumor agressivo, repetia o meu médico. Mas que iria operar para curar. Lembro-me de estar na maca, lembro-me do elevador cinzento, dos olhares esperançosos que se cruzaram com o meu, do sorriso da anestesista do frio insuportável da mesa de operações.
Lembro-me de não ter medo (esse só veio depois, quando me apercebi da gravidade do tumor), lembro-me de pensar no meu bebé, na altura prestes a completar nove meses... Lembro-me de pensar que queria ser eu a sua recordação de mãe. Até podia morrer, mas não naquele momento, não antes de ele ter memória de mim.
E depois, bem, depois está tudo disperso na minha memória, como um mata borrão: a mão do meu marido na minha cara, os meus pais, o meu irmão, as vozes... E depois as dores, misturadas com o cheiro a café da sala das enfermeiras, o ruído da rádio, os passos no corredor, os sussurros, o cheiro da comida que eu não podia comer... E mais tarde, passados uns dias, os meus amigos, as fotografias que o meu marido tirava diariamente ao nosso bebé e afixava num quadro de cortiça que havia no quarto do hospital, as dores, as noites que eram intermináveis... A minha companheira de quarto que ressonava como se não houvesse amanhã...
Foi um processo, um longo processo, que me marcou mas que não me matou.
Há oito anos eu comecei uma nova contabilidade. Passei a ter sobrevida. É assim que os médicos falam de quem teve um tumor tão agressivo como o meu (T3N1M0). Dois anos? Cinco anos? Já cá cantam 8. Se tenho medo? Tenho! Se tenho dias maus em que penso que estou novamente doente? Tenho. Mas são momentos, pinceladas num quadro muito maior e mais bonito que é a minha vida. Uma vida onde também há felicidade, amor, partilha, alegrias... Uma sobrevida bem vivida.
Por tudo isto o dia que hoje se comemora é para mim muito mais do que o Dia Internacional da Mulher. Ou talvez não. Talvez faça apenas com que a data tenha ainda mais significado.
Agora vou ali tentar ser feliz.

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07
Mar13

Quem tem mãe..

por Inês P Queiroz
tem tudo.
Eu que o diga, que tenho a minha aqui por perto, a aturar-me, a amparar-me... sabe-se lá com que sacrifício porque eu não sou uma pessoa fácil, reconheço. Principalmente agora, com as hormonas aos saltos.
Obrigada, mãe.

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07
Mar13

O milagre da vida

por Inês P Queiroz
Depois de uma noite horrível, de um pequeno almoço de esgrima... Isto. Hoje senti, pela primeira vez nesta gravidez, o pequeno grande milagre da vida... Vi a minha bebé a chuchar no dedo, mirei o seu perfil, a boca, o narizinho... Talvez por estar tão emocional, senti tudo como devia ser: em grande.
Obrigada, Dr. Amadeu, por ser sempre amoroso comigo. Por me ter mostrado a minha bebé e por me ter descansado.


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06
Mar13

Help!

por Inês P Queiroz
Numa semana e meia o Henrique dez xixi na cama 3 vezes, a última delas esta noite na minha cama. Resultado: tudo para lavar, incluindo o edredão que é enorme e não cabe na minha máquina. Vou ter de o levar à lavandaria e fazer um choradinho para o entregarem o mais rapidamente possível.
Esta noite entrei em desespero. Eram 5h da manhã, o dia de ontem não tinha sido famoso; eu estava cansada. Passei a noite a acordar com medo que ele fizesse xixi na cama e mesmo assim não o consegui evitar.
Não sei o que faça. Não sei se é a minha gravidez que o está a deixar inseguro, não sei qual a melhor terapia a aplicar, mas posso garantir que, depois do banho dado e de lhe ter trocado o pijama, quando reparei que nem o edredão se tinha salvo... Desatei a chorar... Ali à frente dele, o que não é nada bom. Ele, coitado, já se sente culpado o suficiente.
Help? Anyone? Ligo à pediatra? Digo que não aguento? Que temos mesmo de pensar em medicação? Estou a exagerar? O que sei é que ainda não são sete da manhã e eu estou no sofá, acordada...

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05
Mar13

Hugo Chávez

por Inês P Queiroz
Morreu... E pena é coisa que não sinto. Lamento.

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03
Mar13

Semana 23

por Inês P Queiroz
Já só faltam 17 semanas! É assim que gosto de pensar. Não se pode dizer que esteja a odiar estar grávida, não é isso. Mas esta vez está a ser muito mais chata do que a anterior. Também não quero parecer uma daquelas grávidas que estão sempre a queixar-se, mas a verdade é que me estou sempre a queixar.
Esta semana correu relativamente bem, sem queixas para além das normais, sem infecções, sem injecções. O que é muito bom!
A barriga cresce a todo o vapor. Fiz uma ecografia e vi a bebé a chuchar no dedo. Também a vi a abrir a boca. Foi um momento bonito, há que dizê-lo. À medida que os dias passam começo a sentir tudo isto com maior nitidez e realidade.
Ainda não nos decidimos pelo nome. Ainda é cedo. Ela ainda não passa de um ser completamente dependente de mim. Não quero que tenha nome antes de ser um bebé viável. Sei que pode parecer parvo, mas é assim que me sinto. A partir do momento em que lhe der nome não há volta a dar e eu só quero que isso aconteça quando ela puder exisitir para além de mim... coisas de grávida.
Continuo sozinha com o Henrique e ainda não houve um conflito duro entre nós. Também ainda não tive vontade de matar a minha mãe (o que acaba por acontecer sempre que estamos muito tempo juntas).
 Isto podia estar a correr pior, não podia

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