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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


28
Fev11

9 euros!!!!

por Inês P Queiroz
Eu sei que a vida está cara para todos e que ninguém trabalha para aquecer, mas 9 euros para colocar umas capas numas sabrinas e colocar um ponto de cola num lacinho parece-me um manifesto exagero. Fogo!!!!

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27
Fev11

Rui Pedro

por Inês P Queiroz
Sempre que penso no Rui Pedro vem-me a lembrança a sua mãe, Filomena. Quando o Rui Pedro desapareceu eu estava longe de saber o que é ser mãe. O Rui Pedro desapareceu, se bem, me lembro, em Março de 1998. O meu filho nasceu em 2004. Mas não consigo esquecer aquela mulher, aquela mãe, aquele ser humano que passou a ser uma sombra de si mesma. A Filomena é uma heroína, é uma mulher fantástica. Porque nunca desistiu, porque sempre acreditou que era possível saber o que tinha acontecido ao seu menino. Quando o Rui Pedro desapareceu eu estava longe de saber o quer era ser mãe, mas, desde logo, achei que ninguém merecia sofrer daquela forma. Aquela mulher, trémula, semi-dopada por medicação, que lutava para continuar viva para a sua filha, era para mim um exemplo. Ela lutava, e lutava,e lutava. Os anos passaram e a Filomena não desisitiu. Pode ter desistido de encontrar o "seu menino", mas nunca de saber o que tinha acontecido.
Quando estreou o filme "Alice", baseado na história de Filomena e do desaparecimento de Rui Pedro, eu já era mãe. E chorei quase do princípio ao fim do filme, por todos os motivos mas, principalmente por imaginar o que me aconteceria se algo de semelhante acontecesse ao "meu menino".
Hoje, treze anos depois do desaparecimento do Rui Pedro, o principal suspeito do rapto foi constituído arguido. Eu não consigo imaginar o que vai na cabeça daqueles pais, daquela famíla. Principalmente por saber que não foram analisadas novas provas. Não sei se será melhor ou pior para eles esta porta que agora se abre e que, muito sinceramente, pode não ser absolutamente nada.
Mas verdadae é que aquela mulher não desistiu. E a sua insistência, quando muitos dizam que ela era doida varrida, quando muitos já não lhe davam ouvidos, deu os seus frutos. Hoje, a Filomena está mais perto de saber o que se passou com o seu filho.
E isso faz-me admirá-la ainda mais. E de lágrimas nos olhos.

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27
Fev11

Há vida em Gorme...

por Inês P Queiroz
Este fim-de-semana fui promovida a melhor mãe do mundo.
Mas o preço a pagar foi muito elevado: 90 minutos de uma soalheira tarde de domingo passados no Pavilhão Atlântico a ver o espectáculo dos Gormiti com dois pequenos terroristas: o meu filho e o seu grande amgio Beijoca.
Espectáculo patrocinado pela amiga Lina que estava para ir com os seus dois afilhados mas não foi. Fomos nós: eu fiquei a saber tudo sobre a ilha de gorme (nem sei se é assim que se escreve), o senhor do fogo, e tudo e tudo. Eles, bem, eles ficaram vidrados no espectáculo mas a seguir não conseguiram evitar as lutas e os empurrões... são mesmo rapazes.
Perdi a minha tarde de domingo que, num mundo ideal, teria sido passada numa esplanada, com um gin tónico e sol, muito sol nesta fronha amarela.
Mas ganhei o título de melhor mãe do mundo (que não deve durar mais de meia dúzia de horas) e diverti-me a vê-los divertidos.

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21
Fev11

Vara, o chico-esperto

por Inês P Queiroz
O grande amigo do nosso primeiro-ministro, o senhor Armando Vara, decidiu passar à frente de todos os utentes de um centro de saúde para "exigir" um atestado médico.

Penetra de profissão, já muito pouco nele nos devia surpreender. Mas a verdade é que surpreende... será que apareceu de capanga?

Os nosso políticos e ex-políticos acham sempre que a sua posição os deixa acima de certos assuntos mundanos, como esperar numa fila. Pena que não se achem acima dos outros para explicar certas situações menos claras relativas ao seu enriqquecimento, às suas declarações de impostos e afins

Deixo aqui os meus agradecimentos públicos ao senhor que se queixou e que achou, e bem, que só porque alguém é uma figura pública, isso não lhe dá o direito de ser tratado de forma diferente dos outros.

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18
Fev11

Ressaca

por Inês P Queiroz
Acho que é a minha primeira ressaca, em 35 anos de existência. Não estou morta, mas quase. Ontem fiz sushi para as minhas gajas. Não para todas, porque a M ficou doente, com uma virose. Muita conversa, muito sushi (não ficou perfeito, mas não estava mau), bastante vinho branco. Confissões, tropeções e, para variar, não houve discussões. Eu, com os copos, deu-me para tirar os fantasmas do armário e falar... se calhar demais... fui um bocadinho melga...
Mas foi bom, muito bom, principalmente depois de o dia ter começado com o insulto da "maldita".
Há muito que os nossos jantares não eram tão agradáveis, o que me leva a pensar que deveríamos fazer mais jantares em casa e menos em restaurantes. Harmonia e muita cumplicidade.
Ainda houve tempo para receber um presente de aniversário, da D.

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17
Fev11

Mãe maldita

por Inês P Queiroz
Hoje o meu filho chamou-me maldita...
estou triste.

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15
Fev11

Senhora

por Inês P Queiroz

Agora que sou uma senhora de 35 anos, nada melhor que passear a minha nova mala. Linda, não é? Prenda da L e do A.

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14
Fev11

Agora sim, os 35

por Inês P Queiroz
É oficial, os 35 chegaram. A única diferença que sinto, para já, é que comecei a usar creme de noite. De resto, tudo como dantes: continuo com mesmo marido fantástico, com o mesmo filho fofo, com vontade de, por vezes, matar os dois, com amigos do caraças, uma mãe que só vendo e um irmão muito melhor.
Os 35 chegaram muito bem, rodeada de amigos, no conforto da casa que agora, dois anos depois, já a sinto como minha. Rodeada de crianças (eram 14 ao todo), porque embora tenha sido das primeiras a ter filhos, a verdadé é que a maioria dos amigos já vai no segundo. E, last but not least, rodeada de prendas, e de mimos, e de beijos.
E que bom que é fazer anos, e estar rodeada de malta, fugir para a varanda para fumar uma cigarrilha às escondidas da mãe e do filho, lavar loiça, fazer comida, reabastecer a malta de vinho, ouvir boa música...
Não sei se já vos tinha dito, mas gosto mesmo de fazer anos.

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Eu sou uma cidadã deste país. Pago os meus impostos, vou votar, discuto com quem cospe no chão, com quem passeia cães que cagam os nosso passeios, com quem estaciona em cima de passadeiras. Dou a mão a quem precisa de ajuda para atravessar a estrada, não viro a cara se alguém tropeça e cai, aviso os turistas se vejo um carteirista a olhar para eles. Eu sou uma cidadã desta porra de país, não sou uma pessoa pessimista. Se existe uma força superior neste universo, ela sabe que falo a verdade. Tenho os meus dias, como toda a gente, mas tento levar a vida para a frente em vez de ficar presa ao que já não tem remédio.
Dito isto, e em bom português, fico lixada quando me roubam os meus direitos desta forma, descarada, sem pudor. Juro que se o Sócrates me aparecesse hoje pela frente o insultava de filho da puta para baixo, a sério que o fazia. E se houvesse uma brecha, por mais pequena que fosse, na segurança dele, dava-lhe um murro no focinho.
Eu não estrebucho com o aumento do IRS, e do IRC, e do Iva e de todas as porras que eles inventam.
Eles que não aumentam os ordenados mínimos, mas que aumentam as contribuições para a SS de forma vergonhosa. E digo vergonhosa não porque nao queira descontar para um
Estado Social, mas porque ele não existe. Não existe para a minha empregada, e não existe para mim. Não existe para ninguém que tenha o azar de ver a sua médica de família reformar-se ou mudar de Centro de Saúde.
Hoje, tentei marcar consulta no meu centro de saúde. Consulta com o médico de família, aquele que supostamente é o médico que segue o meu historial de doenças, que sabe que tive cancro, que preciso de umas vitaminas de vez em quando, que sabe que tenho de fazer umas análises...em resumo, o médico que impede que eu entupa as urgências com uma gripe.
Mas tive AZAR. Eu e os milhares de utentes seguidos pela minha médica: ela reformou-se e a ministra Ana Jorge, à semelhança do que está a fazer no resto do país, não colocou um médico no seu lugar.
Significa isto que agora, no Centro de Saúde, deixei de ter médico de família. Se tiver uma urgência, se estiver mesmo muito doente, posso ir para lá às 5h da manhã à espera de ser atendida. Mas para uma urgência, respondi eu à senhora que me atendeu o telefone, para uma urgência eu vou ao hospital. Pois, minha filha, contestou ela, isto está muito mal. São milhares os que estão na sua situação. Eu só queria que me tirassem daqui.
Também eu, só queria que me tirassem deste país com governantes de merda. Eu desconto mais de €300 euros por mês para a Segurança Social. Sem contar com a parte do empregador que, neste caso, também sou eu (feitas as contas desconto cerca de €800).Reforma, já todos sabemos que não a teremos. Pergunto-me então se não poderia, pelo menos, ter médico de família. É que por muito menos, cerca de €50 tenho um seguro de saúde, que me permite consultar todos os médicos que quero e mais um par de botas, a pagar €15 por consulta. E não me venham com a treta de que estou a pagar para os que mais precisam, porque os que mais precisam estão na mesma situação que eu. Passam horas nos centros de saúde para uma senha que lhes dê acesso a uma consulta; passam horas nos hospitais com os filhos ao colo à espera que vague uma máquina de aerossóis, porque a do Centro de Saúde está avariada.
Eu sou uma gaja que faz sacríficios, por mim mas, sobretudo pelo ideal de que todos vamos ficar melhor. Mas isto, que é o básico dos básicos, é gozar com a cara das pessoas.
O nosso primeiro-ministro faz a defesa pública do SNS mas não nos dá médicos de família; faz a defesa do Ensino Público, mas não nos dá professores nem escolas. O nosso PM pode ir a médicos privados e, como se vê, pode ter os filhos num dos melhores colégios privados da cidade. Assim, meu caro José Sócrates, assim é fácil. Assim também eu.
E, faça-me um favor, não se aproxime de mim.

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06
Fev11

corridinha

por Inês P Queiroz
de bicicleta, claro está. Mas este fim-de-semana fiz mais de 5km de bicicleta e o Henrique, finalmente, aprendeu a andar de bicicleta sem rodinhas.
Não houve atropelamentos, ainda fomos a uma festa de aniversário na qual o Henrique teve oportunidade de fazer o seu primeiro pão com chouriço.
Tudo isto ontem. Hoje deu para irmos andar de bicla outra vez, mas para o jardim da Estrela. Almoçámos com os nossos queridos amigos e vizinhos, fomos ao jardim beber café enquanto o Henrique se entreteve a rasgar os 10º pares de calças deste Inverno...
E agora estou aqui no sofá, a pensar que deveria traduzir umas paginolas... mas a vontade não chega... estou tramada.

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02
Fev11

25 anos!

por Inês P Queiroz
Esta música marcava a minha hora de recolher. Hoje nem queria acreditar que o Vitinho fazia 25 anos. Achei que tinha mais. Ou melhor, achei que era mais miúda quando ele me acompanhava. Mas acho que era mesmo assim: nós eramos mais miúdos, mais infantis, mais inocentes. Eu tinha nove anos quando ele nasceu, mas podia muito bem ter seis.

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