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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


25
Out10

A escola

por Inês P Queiroz
Eu defendo o papel dos pais na escola e estou sempre a defender que não são os professores que têm de educar os nossos filhos. Somos nós que temos de lhes ensinar o sentido de responsabilidade, a educação, entre muitas outras coisas. Mas começo a ter algumas dúvidas em relação ao que se está a passar com o meu filho. Ele está no primeiro ano e está com uma grande dificuldade em assumir as suas responsabilidades na escola. Ao que parece há muitos dias em que liga o turbo da conversa e não lhe apetece fazer as tarefas que lhe são atribuídas. Resultado: para além das montanhas de tpc que traz diariamente, começou a trazer os trabalhos que não faz durante o tempo de aulas. E esta situação está a colocar-me um problema, porque se defendo que não tem de ser a professora a dar-lhe a educação que ele tem de levar de casa, também não acho justo que seja eu a resolver os conflitos que ele tem dentro da sala de aulas. Acho que vou ter de falar com a professora dele. Ela tem de arranjar algum mecanismo de o fazer trabalhar na aula. Caso contrário ele vai passar a odiar a escola, porque a mãe está sempre a ralhar e ele a trazer km de trabalhos para fazer em casa. Socorro!

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23
Out10
Eu raramente comento os comentários do meu blog. Por vários motivos, o principal dos quais, porque este blog é a modos que semi-clandestino, quase ninguém aqui vem. Depois, porque nem sequer aprovo comentários, se eu digo o que me vai na mona, deixo que os poucos que me lêem também o façam. Mas o último comentário que recebi é, no mínimo, hilariante.
A Oriana acha que eu não tenho consciência económica porque entrei numa loja de chineses e achei uma peça cara. Mais, a Oriana deve achar que a minha falta de consciência é ainda maior porque achei um casaco de €22 caro. A Oriana deve achar-me uma consumidora sem escrúpulos porque as pechinchas das lojas dos chineses são feitas por crianças de "6 e 7 anos" e que devia saber que "o barato sai caro" e que "o preço da agora pechincha ainda vai ser pago daqui a uns tempos.. com juros".
Oh Oriana, francamente, se você quer iniciar um boicote aos produtos chineses, crie um abaixo-assinado na net. Quem sabe eu vou lá assiná-lo.
Aproveite e comece a olhar para as etiquetas da maior parte da roupa e do calçado que usa. E, não se iluda, se o produto custar mais de €5 euros, apesar de feito na China, que isso não lhe limpe a consciência em relaçãão à idade da criança que o fez. Quer apenas dizer que não tem marca ou teve menos intermediários.
E, já agora, tenha atenção aos produtos nacionais. é que há por aí muita criança portuguesa de 6 e 7 anos a coser sapatos em casa; e muitos miúdos de 7 e 8 a trabalhar no campo e a pastorear animais.

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20
Out10

Desilusão

por Inês P Queiroz
As lojas chinesas não são o meu forte, confesso. Não tenho qualuqer tipo de preconceito, se é isso que estão a pensar. Apenas me irrita entrar numa loja onde é impossível saber onde está o que procuro. E com a agravante de não me poder dirigir à menina sorridente que está atrás do balcão porque ela não consegue articular uma frase de português. Por isso, confesso que não sou grande fã de lojas chinesas. Mas toda a gente fala delas, e das verdadeiras pechinchas que lá se compram, e isto e aquilo. E, vai daí, decidi dar-lhes uma nova oportunidade e entrei num desses paraísos do consumismo à procura de um casaquinho tipo capa. E encontrei-o. Giro, até e dava a impressão que não passaria a pano do chão após a primeira lavagem. Mas eis-me a olhar para o preço: €22,90. Onde é que andam as pechinchas de que todos me falam? Este é o preço de qulquer casaco de malha na zara, os da Pull são mais baratos e, com sorte, com esse dinheiro compro uma malhinha mesmo catita no freeport, daquelas que vão durar 3 ou 4 anos.
Daí que tenha saído da loja de mãos a abanar e verdadeiramente desiludida.

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19
Out10

Eu e os empresarios dos ginásios

por Inês P Queiroz
Quem me conhece sabe que tenho muito a dizer deste orçamento de Estado mas, se há coisa que me encanita com os nervos é a lata dos donos dos ginásios. Há poucos anos, quando o iva dos ginásios desceu dos 20% para 0s 6% nenhum ginásio que eu conheça baixou os preços. Lembro-me dos muitos artigos de jornal, eu própria escrevi uma carta ao ginásio que frequentava na altura e que me respondeu com uma grande lata. Mas agora, que o iva volta para a taxa máxima há duas coisas que me deixam de cara à banda: por um lado, essa mesma maltosa a avisar já que vai aumentar os preços (claro está) e que isto é uma situação de calamidade; por outro, os mesmos jornalistas que num passado recente falaram da baixa da taxa de iva nos ginásios não tem a inteligência de colocar aos senhores empresários a questão que se impões: "mas se quando a taxa desceu não desceram os preços, porque é que os vão subir agora?".

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19
Out10

Frase do fim-de-semana

por Inês P Queiroz
Pai, porque é que não és o Presidente de Lisboa?

responda quem souber

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15
Out10

Preocupada

por Inês P Queiroz
Quando o nosso governo decide taxar todas as conservas que não sejam de peixe a 23% fico preocupada. Muito preocupada. Mães de Portugal, as salsichas vão passar a ser um bem de luxo.

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11
Out10

Pode não parecer

por Inês P Queiroz
mas a minha vida está numa roda viva. Não aquela em que vivia, em permanente agonia, sempre à beira de um ataque de nervos (embora com a carteira bem mais recheada do que agora). A minha vida está uma roda viva (e a minha carteira consideravelmente mais vazia e sem subsidio de Natal), mas eu estou mais feliz. Se tenho stresses? Tenho. Se tenho medos ? xi pá, nem se fala, medo que as coisas não resultem, que o FMI entre por aqui a dentro e faça disparar ainda mais os impostos, medo de bloquear e não ter mais ideias interessantes, de não conseguir responder ao que se espera de mim. Se fico chateada? Sim, também fico chateada e preocupada e com a neura. Mas ando mais feliz, e vou a pé para o trabalho, e posso vir almoçar a casa, e gosto do que faço, e ninguém me grita, e não tenho de esperar eternidades que alguém se decida sobre coisas que têm mesmo de ser feitas.
Eu ando tao contente com o que estou a fazer que até tenho medo que as coisas descambem...

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10
Out10
vou-me embonecar que hoje é dia de concerto na Gulbenkian.
Até tinha pensado em escrever aqui sobre a crise e suas consequências na minha pessoa. Mas vai ter de ficar para mais tarde. Talvez amanhã.

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09
Out10

Dias tristes

por Inês P Queiroz
Faz hoje dois anos que o meu pai morreu.
E nada preenche este vazio.

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06
Out10

Ajuda

por Inês P Queiroz
Alguém conhece alguém que, por sua vez, tenha 1/4 de violoncelo em 2ª mão que queira vender?
Alguém, por favor? Alguém que queira minimizar a chulice de uma escola de música que nos pede €25 por mês de aluguer de um instrumento a juntar ao balúrdio que já se paga de mensalidade? Se conhecerem alguém ajudem esta mãe.
Juro que, se não fosse pelo facto de, pela primeira vez em três anos, ele estar realmente interessado na escola da música, o tirava de lá e o levava para o futebol.
Obrigadinha

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03
Out10

Irra que dói

por Inês P Queiroz
Na sexta-feira fui ao dentista tirar um dente e colocar um implante. Eu, que não tenho medo de dentistas, posso afirmar que o método utilizado para extrair o meu dente pode (e é de vcerteza) em algumas sociedades mais avançadas considerado um método de tortura. Até tenho a cara inchada. Imagine-se como está a ser o meu fim-de-semana.

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01
Out10

Só mais uma coisinha

por Inês P Queiroz
Esqueci-me de dizer que, na segunda-feira, fui ao médico à revisão dos 5 anos e meio e que, pela primeira vez, ele me olhou nos olhos e me disse que dificilmente iria voltar a ficar doente.
Só quem já passou pelo horror de um cancro em estado avançado e viu a incerteza no rosto dos médicos por tanto tempo, só quem já passou a agonia da quimioterapia e da radioterapia, só quem não dormiu na véspera de ir ao médico saber o resultado dos exames de controle, só quem já cheirou a morte pode perceber o que estas palavras significam.
Porque nenhum médico consciente as diz sem o mínimo de segurança.
E eu fiquei tão surpreendida que só me apeteceu chorar (coisa que fiz, mas não à frente dele).
Sinto-me a recomeçar!

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