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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


28
Abr10

Diferente é bom

por Inês P Queiroz
Passamos grande parte da nossa vida a querer preencher todos os requisitos que nos façam mais iguais aos outros, aos melhores pelo menos. Queremos ser altos, e magros, e inteligentes. Queremos que os nossos filhos andem nas melhores escolas, que sejam os melhores alunos, as crianças mais estimuladas. Queremos que aprendam a tocar um instrumento aos três (porque foi assim com Mozart e, no caso de Portugal, com a Maria João Pires. Vivemos na ilusão de que os gordos são infelizes e que devem sofrer horrores, que as bailarinas mais cheias não são, de certeza, boas... vivemos tão intoxicados por estes padrões de uma suposta normalidade que não percebemos que o diferente também é bom. Na realidade até pode mesmo ser excelente, maravilhoso, fenomenal.
Esta noite fui à Gulbenkian ver um grande concerto por um grande pianista. Arcadi Volodos. Dizem os entendidos que é um dos melhores do mundo e o melhor da sua geração (tem 38 anos). Já o tinha visto antes, mas esta noite fiquei sentada no palco, e pude vê-lo como nunca, ali mesmo, tão perto. E apesar dele ser fantástico, da música ser óptima, do momento ser mágico, eu não podia deixar de reparar numa coisa: nas suas mãos pequeninas e gordas, que representam o oposto do que é suposto serem as mãos de um grande pianista. Quantas vezes não ouvimos um "tens umas mão lindas, grandes, de pianista"? A música enchia a sala e eu pensava: ele é diferente, começou a estudar piano já adolescente e tem estas mãos gordinhas capazes das maiores maravilhas. E fiquei feliz por ver ali um exemplo claro e real de que ser diferente pode ser maravilhoso e de que as regras existem mesmo para dar razão às excepções!

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O jardim do meu bairro reabriu.
Ainda não tenho fotos que o provem (ficam para a próxima semana), mas já lá fui este fim-de-semana com a minha família. E que bom que é poder voltar a frequentar o Jardim Constantino. Há quase sete anos que moro nesta zona da cidade e a degradação daquele espaço tem sido assustadora. De espaço dos moradores passou a espaço dos sem-abrigo. Não me vou deter neste post com as minhas teorias sobre os sem-abrigo que vivem naquele jardim, que ali fazem as suas necessidades, que ali têm tudo o que precisam (porque até refeições quentes lhes são servidas no local. Esse será um outro post.
O que aqui quero dizer é que o jardim é fundamental enquanto espaço de parilha de uma comunidade, nesto caso aquela onde vivo. Este fim-de-semana fiquei muito feliz por ver o parque infantil limpo, por poder estar a ler o jornal e a beber um café enquanto o meu filho brincava com os seus amigos, por poder rever caras que só ali tinha encontrado. é urgente que ocupemos aquele espaço, que não permitamos que nos expulsem de um espaço que também é nosso, não é só de quem lá vive.
Se a Câmara fez tudo o que podia/devia? Não, não fez, mas já fez alguma coisa e alguma coisa em sete anos de paralisia, já é um feito.
Ainda não abriram os balneários, a fonte ainda não foi requalificada, ainda não se resolveu o problema da distribuição de refeições quentes ali mesmo no jardim, ainda não se colocarm ferros que dividam os bancos a meio e que assim impeçam que se durma lá... ainda há muito por fazer. Mas eu, no que me toca, não me calo nem me rendo. Hei-de frequentar aquele espaço e ralhar a quem o maltrate. Porque o jardim também é meu!

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26
Abr10

A "Charmite"

por Inês P Queiroz
Desfile do 25 de Abril na Avenida da Liberdade - RTP Noticias, Vídeo

Descemos a Avenida. Ele já não se lembrava que tinha desfilado em bebé, mas adorou descer a avenida de trotineta. E quando foi abordado pela repórter da RTP que lhe perguntou o ue mais gostava, esqueceu-se de tudo o que lhe tínhamos explicado durante o dia e respondeu "a charmite". É assim, o meu puto.

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22
Abr10

Nostalgia

por Inês P Queiroz
Eu googlei o meu nome...
e senti uma estranha nostalgia ao ler isto, e isto, e isto.

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22
Abr10

Simplificando as coisas

por Inês P Queiroz
"Avó, o pai está a ajudar a Madeira. Anda muito ocupado. Ele pôs as pessoas na televisão a dizer vá de férias à Madeira e depois, com o dinheiro, as pessoas da Madeira vão construir a ponte do mercado que ficu toda partida com uma onda."
Foi assim, mais coisa menos coisa, que o meu filho, ontem à noite ao telefone, explicou à avó materna a nova ocupação do pai!

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19
Abr10

Dias conturbados

por Inês P Queiroz
O início de fim-de-semana prometia. Depois de muita correria lá consegui, graças à generosidade dos meus amigos/vizinhos Matos Pereira, arranjar quem ficasse com o Henrique para poder ir a um concerto. Roupa catita, sapatinho de salto, gabardine vermelha e lá fomos para o Coliseu. Acabadinha de chegar e de me sentar deu-me uma peripaque. Sim, sim e daqueles grandes que eu já não sou moça de me deixar impressionar por uma dorzita pequena. Resultado: ambulância, hospital, glicémia muito baixa, cadeira de rodas... Mal aterrei no hospital senti-me imediatamente melhor: era tanta gente que a minha saúde voltou em grande estilo e tive vontade de desatar a correr dali para fora. Mas não, tive de pôr um bela pulseirinha amarela e mostrar o meu vestidinho e a minha gabardine vermelha e meio hospital. Se as pessoas que frequentam o Hospital de S. José deixam muito a desejar o mesmo não posso dizer dos médicos, pelo menos dos que me costumam calhar na rifa. Depois de olharem para mim como se eu fosse um fenómeno do Entroncamento ("mas não tem estômago? Você é muito nova.E não toma nada?") acabam por fazer piadolas e desanuviam o ambiente. Após um Rx e umas apalpadelas percebi que o meu mal era ar. Muito ar, demasiado ar concentrado na minha anastomose. Tanto ar que a dor pode ser semelhante à de um enfarte. Estranho, não é?
No fim-de-semana, e para não pensar em coisas tristes, dei dois jantares cá em casa: na sexta para os amigos/vizinhos queridos e no domingo para a amiga Blan e sua prol benfiquista.
Segunda-feira agitadita no escritório, terça-feira passada entre Lisboa/Vila Real de Santo António/Loulé e Tavira a visitar livreiros e qual é o resultado? Sinto-me como se tivesse sido atropelada por um Camião TIR. Mas atropelada mesmo, com direito a passar com as rodas em cima das perninhas para a frente e para trás.
Creio que o melhor será dormir. Ou, pelo menos, tentar. Ante de colapsar

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15
Abr10

TCHARAN!!!

por Inês P Queiroz

Não chegámos à CARAS, mas fomos o casal mais giro da ocasião. Não acham?

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14
Abr10

É bonito, não é?

por Inês P Queiroz

Este post é dedicado a todos os sportinguistas que na passada quinta-feira foram para o Marquês comemorar a derrota do Benfica frente ao Liverpool.
Toma, vai buscar!

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14
Abr10

Eu vou

por Inês P Queiroz
É hoje, às 18h00. Estamos todos nervosos lá em casa mas vai valer a pena.
Apesar dos muitos comentários estúpidos que tenho lido, estou muito orgulhosa desta campanha e do trabalho nela feito.
http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn01013203140410&id_user==

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12
Abr10

registos

por Inês P Queiroz















Aqui ficam algumas das fotos da nossa viagem ao Porto... quase todas da autoria do fofo.

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08
Abr10

28 de Março de 2010

por Inês P Queiroz
No dia em que o meu pai faria 59 anos (28 de Março) o Henrique fez a sua primeira grande viagem de comboio. Foi até ao Porto, onde a avó Emília o aguardava para uma semana de férias "no norte". Fomos os três, numa grande aventura familiar.
E a viagem foi completa. O Henrique brincou, dormiu, tirou fotografias à paisagem, ao pai, à mãe. Eu e o pai tivemos tempo para ler, para almoçar um belo bacalhau e para dar um saltinho ao Peter da Ribeira. E, no meio desta grande azáfama de emoções e confusões lembrei-me do meu pai, da falta que me faz, de como teria gostado daquele bacalhau, de como gostaria de voltar a sentar a sua família à volta de uma mesa. E chorei. De saudades

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07
Abr10

Pequeno grande apontamento

por Inês P Queiroz

Aconteceram muitas coisas nestas duas últimas semanas. Passei mais um aniversário do meu pai sem ele; o Henrique fez a sua primeira grande viagem de comboio... mas ainda não tive tempo para escrever sobre isso.

Não podia, no entanto, deixar de colocar aqui este pequeno grande momento da nossa vida familiar. A partir de hoje somos, pela primeira vez, todos benfiquistas lá em casa!

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