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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


18
Jul09

crónica de um dia atribulado ...

por Inês P Queiroz
ou ufa, nem acredito que já estou de férias.
Pois, é verdade. Estou de férias, dentro de 48h estarei no sofá da minha sogra, no Funchal, a borregar frente à televisão e a preparar-me para dormir. Mas esta realidade ainda me parece muito distante. Hoje foi um dia muito preenchido, envolto em grandes mudanças e muitas notícias, nem todas agradáveis. Os assuntos do trabalho lá ficarão, a marinar até ao meu regresso. Mas deixo aqui o que se passou com a minha mãe e que é uma daquelas situações que Para quem não conhece a minha mãe, ela é das pessoas mais sérias que eu conheço, incapaz de ficar com troco a mais, incapaz de passar à frente de alguém numa fila... uma pessoa mesmo muito séria e honesta. Em meados de Junho ela entrou num autocarro da Carris vinda do comboio, cheia de malas e, por várias vezes, tentou validar o seu título de transporte. Expressou essa dificuldade ao motorista que nada lhe disse e, em seguida, foi pousar as malas para voltar a tentar validar o bilhete. Na paragem a seguir entram três revisores da carris e ela dirige-se a um deles dizendo que estava a tentar validar o bilhete, que não consegui mas que tinha a certeza que o bilhete tinha dinheiro. O senhor colocou o bilhete na sua maquineta de revisor e disse que realmente o bilhete tinha dinheiro. E começou a pedir o b.i. à minha mãe e a morada. Ela, que em tantas ocasiões me surpreende com a sua esperteza, desta vez foi bastante ingénua e achou que o senhor lhe estava a passar uma guia para que pudesse trocar o seu bilhete por um novo. E lá continuou, sem bem a conheço, na conversa com o revisor, a dizer que tinha mais autocarros para apanhar e que tinha medo de voltar a ter o mesmo problema com o bilhete, ao que o tal fiscal simpático lhe disse para não se preocupar, que com aquele papel poderia entrar em qualquer autocarro. E a minha mãe, acreditou nele e ainda assinou o que ele lhe pediu para assinar sem sequer o questionar. Resultado: ao entrar no autocarro seguinte, quando exibiu o papel que lhe tinham dado, foi informada pelo motorista de que tinha em mãos ums multa de 114 euros para pagar.
Escusado será dizer que ficou para morrer; escusado será dizer que se fartou de chorar; escusado será dizer que fizemos uma exposição ao provedor do utente. Mas a carris está-se a borrifar para a minha mãe e hoje lá chegou a casa dela a cartinha que dizia que o pedido dela não tinha sido aceite. E que ela não tiha testemunhas! Claro que não! Ela não sabia que estava a ser multada, como é que se havia de preocupar com testemunhas? Aliás, o revisor nem se identificou, apenas assinou a multa com o seu número profissional. E quando, hoje, a minha mãe pediu o nome dele para poder fazer uma queixa formal à carris, foi-lhe dito quesó fariam isso com ordem do tribunal... acho isto verdadeiramente inacreditável e algo me die que amanhã irei desenhar o número desse senhor no livro de reclamações daquela chafarica.
Mas acho inacreditável que as coisas passem assim,impunes.
Gostava de poder levar esta reclamação a uma outra instância, mas já percebi que é impossível...

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14
Jul09

Depois da tempestade

por Inês P Queiroz

avizinha-se a bonança. O puto já se porta melhor, amanhã chega o amigo do seu coração e, daqui a cinco dias, estaremos na pérola do Atlântico, de preferência a comer umas lapas na chapa. A vida é mesmo assim, certo? como os interruptores: umas vezes para cima e outras para baixo.

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09
Jul09

Contabilidade

por Inês P Queiroz
Durante todo o dia tentei pensar em outras coisas. Mas, nem por um segundo, consegui esquecer que faz hoje nove meses que te perdi, pai.

fazes-me falta

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08
Jul09

Sinto-me a modos que chateada

por Inês P Queiroz
Há alturas em que tudo parece correr bem. Muito stress, muito trabalho, mas a estrelinha parece cintilar em cima da nossa cabeça e, verdade seja dita, as coisas nem custam assim tanto porque o resultado se vê. Mas quando as coisas começam a descambar... fonix, saiam de perto de mim que eu até tenho medo que esta merda esteja em contágio. Estilo cocó de bebé que parece que fica no ar, na roupa, nas mãos durante horas? é assim que me sinto.
No trabalho propriamente dito não é que me tenha acontecido algo de mau, mas avizinham-se mudanças que não sei bem o que significam. E, não sendo directamente relacionado com o meu trabalho, há coisas que gravitam à volta dele e que me aborrecem à brava. Uma delas é a falta de tomates de algumas pessoas que adoram criticar mas não directamente. Digamos que são aquele tipo de pessoas que adoram mandar uns bitaites mas que, quando são espremidas, adoram olhar para o lado, assobiar e dizer que não era nada daquilo que queriam dizer e que nós (no caso eu) é que percebi tudo ao contrário. Sim, sim... sou eu a ingénua e parva de serviço.
E, como se tudo isto não bastasse, estou com as putas (perdoem-me o vernáculo mas tem mesmo de ser) das hormonas aos saltos porque tirei o Implanon e até me vir o próximo período vou estar assim para o impossível. Só um aparte, nunca mas nunca caiam na burrice de colocar este cabrão deste implante no braço. A sério.
E a cereja no topo do bolo tem mesmo sido o Henrique. Sim, o meu querido filho de cinco anos tem-se portado tão mal, mas tão mal que já comecei a pensar em novos métodos de tortura. A sério, se alguém tiver algum conselho para dar eu estou aqui, de ouvidos bem abertos. Ele está impossível, violento, birrento, sempre a gritar à primeira contrariedade... está mesmo muito difícil.
E, para quarta-feira, parece-me que chega, não?

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06
Jul09

Esta malta sabe-se tratar

por Inês P Queiroz
Dois ou três dias antes do Michael Jackson morrer tive, pela terceira ou quarta vez, o disco comemorativo dos 25 anos do Thriller nas mãos. E pela terceira ou quarta vez eu e o meu marido decidimos não o comprar. Estava a 10,95, um preço muito bom, mas era tanta a música que estávamos a levar, um bocado na boleia da Festa da Música da Fnac, que pensámos que poderia ficar para depois. Nessa mesma semana o senhor morre e o que faz a malta da Fnac? coloca o mesmo disco com muito mais destaque, debaixo de um cartaz que assinala a homenagem da cadeia de lojas ao rei da pop e, para o comemorar, nada melhor que subir o preço do cd para os 19 euros. Esta malta sabe-se tratar, essa é que é essa.

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06
Jul09

Festival Panda nunca mais...

por Inês P Queiroz
Ok, eu já não era uma novata nas andanças do Festival Panda. Tinha estado lá na edição passada e o Henrique era mais pequeno. Vai daí, ingenuamente, pensei que este ano a coisa correria ainda melhor e passaríamos uma manhã juntos, ele a delirar de alegria e eu nem por isso, mas tudo bem, ser mãe nem sempre é fácil. Só que, desta vez, as coisas correram mesmo muito mal. Para começar eu tive uma semana bastante complicada de trabalho; muito stress, descansei pouco... digamos que não estava mentalmente preparada para umas 20 mil crianças a correr e a gritar. Ou melhor, não estava preparada para eventuais desvios comportamentais naquele lugar. E, assim para ser simpática e tentar dourar a pílula, digamos que foi uma manhã para esquecer. Muito sol, muitas filas, pouca resistência, muitas birras do Henrique e, para finalizar, ele tentou fugir para o meio da estrada, coisa que nunca tinha acontecido.
Fiquei fora de mim; segurei-o com tanta força que ontem, na praia, podia ver a marca dos meus dedos nos seus bracinhos (esta é a parte em que a comissão de protecção de menores e o senhor do Refúgio Aboim Ascenção me vêm prender). Mas o pior nem foi ele quase morrer atropelado, o pior foi o que ele me disse a seguir, danado por não lhe ter feito as vontades e por lhe ter dado duas valentes palmadas no rabo. Verdade, verdadinha, nunca imaginei que uma criança de cinco anos guardasse em si tamanha crueldade. Sim, ali estava o meu filho a dizer, ou melhor, a gritar para quem quisesse ouvir, que me odiava, que eu era má, que queria viver longe de mim e que nunca mais queria ser meu filho. Não sei o que me deixou mais atordoada, se o medo que tivesse ficado debaixo de um carro mesmo ali à minha frente, ou se o que ouvi daquela boquinha. Mas foi tudo tão desconcertante que, mal chguei perto do meu marido, desatei num pranto.
Não sei que ensinamentos tirarei deste fatídico sábado, mas uma coisa é garantida: Festival Panda, nunca mais

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03
Jul09

balanço

por Inês P Queiroz
Depois de uma semana louca de trabalho e stress onde é que vou começar o meu fim-de-semana?
Exactamente, no Festiva Panda
Quem disse que ser mãe é fácil?

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02
Jul09

amor é...

por Inês P Queiroz
estar sentada na cama a tentar traduzir um livro com um ronco constante ao meu lado e ainda não ter assassinado ninguém.

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02
Jul09

Dia Pipoca

por Inês P Queiroz
Hoje foi um dia especial:: a minha pipoca lançou o seu livro e eu senti-me muito orgulhosa, ao estilo mana mais velha. A sério que sim. Correu tudo lindamente (não tivesse sido eu a organizar o evento...),a Zilian recebeu-nos muito bem. Mas do que eu gostei mesmo foi de estar ali, a vê-la, linda, charmosa e com um ar feliz. Houve um momento em que uma lágrima marota quis ver a luz do dia, mas cortei-lhe o caminho antes que fizesse estragos.
Já houve uma altura das nossas vidas em que passámos mais tempo juntas e em que fomos mais próximas, porque nos víamos todos os dias. Mas o carinho que sinto por aquela miúda que berrava "Sisse" de cada vez que eu aparecia na redacção, quando estava grávida, esse é o mesmo.
Parabéns Pipoquinha.

obrigada pelo agradecimento...

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02
Jul09

amores e desamores

por Inês P Queiroz



Tenho saudades do tempo em que comprava religiosamente o meu jornal. Todas as manhãs passava pela banca e, quase sempre, o meu jornal foi o Público. Há algum tempo que me zanguei com o meu jornal, assim como nos zangamos com um amor de longa data.

Mas quando vejo uma primeira página como a de hoje, com aquela foto maravilhosa da Pina Bausch, tenho a certeza que, independentemente das nossas zangas e por muito tempo que passe sem o comprar, o meu jornal será sempre este.

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01
Jul09

é impressão minha

por Inês P Queiroz
ou o preço da gasolina não para de subir e ninguém fala disso?
Lembro-me de por gasóleo a 88 cêntimos... já vai para lá de 1 euro...

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