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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


31
Jan08

Nova vida

por Inês P Queiroz




É uma princesa e já nasceu.

A Madalena chegou hoje a este mundo doido

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31
Jan08

Nova vida

por Inês P Queiroz




É uma princesa e já nasceu.

A Madalena chegou hoje a este mundo doido

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28
Jan08

partilha

por Inês P Queiroz



Aqui fica o primeiro texto (e respectiva foto) que escrevi para a Pais & Filhos.






Sou mãe de um super-herói

Ser mãe é ser muitas coisas. A grande maioria, quando passada para o papel, raramente escapa aos lugares comuns, mas não menos raramente escapa à verdade.
Quando os nossos filhos nascem há algo em nós que muda para sempre. Não sei explicar muito bem: é um misto de “as pequenas coisas fazem agora outro sentido” com “o sorriso dele é mesmo o mais lindo do mundo" com talvez uma pitada de “mas onde é que vivi este tempo todo antes dele nascer?”.
Ser mãe é ser muitas coisas, quase todas maravilhosas, mas algumas delas muito intensas e assustadoras. Ser mãe é sinónimo (mais cedo ou mais tarde) de noites mal dormidas, de ataques de nervos, hipersensibilidade a bolas, colares ou pulseirinhas.
Nestes parcos três anos de maternidade várias foram as vezes em que desejei ser amiga do Super-Homem ou do Homem-Aranha. Nem que por breves instantes. Só para que me ajudassem um pouco, para que usassem os seus super-poderes para me guiar neste caminho, por vezes sinuoso, que é o da maternidade.
Pois é, confidência absoluta: ser mãe nem sempre é fácil. Às vezes é até muito difícil. Muitas gestões a fazer, inúmeras birras a contornar, muitas cedências, algumas desistências e uma grande dose de gestão… de feitios, de conflitos, de sensibilidades, de personalidades.
Mas eu, enquanto mãe de um pequeno e maravilhoso ser de três anos, tenho uma confissão a fazer: sou mãe de um super-herói. O meu filho tem super-poderes e, nestes seus três anos, já fez mais por mim do que alguma vez algum medicamento ou médico poderão fazer e já contornou mais crises que muitos psicanalistas famosos.
Há cerca de dois anos e meio, tinha o meu filho acabado de fazer oito meses, foi-me diagnosticado um cancro. Pouco houve a dizer: a cirurgia era obrigatória, incontornável mesmo, e o futuro uma incógnita. Por defeito profissional, ou talvez por feitio, exigi saber a verdade e confesso que não foi fácil lidar com o que ouvi. Tanta incerteza, tantas caras baixas, tantos “nem imagina como isto é raro na sua idade”… foi um choque horrível, senti que o mundo tinha aberto a sua grande boca e estava pronto para me engolir. Por breves momentos, logo ali, naquela sala de espera de hospital onde ouvi da boca do meu irmão o que sentia que existia mas teimava em não acreditar, senti-me sugada por uma fenda imensa que se abriu debaixo dos meus pés. Só que, depois do horror momentâneo, cresceu em mim uma vontade maior: a de me fazer lembrar ao meu filho. Se eu morresse ali, aos seus oito meses, ele nunca se iria lembrar de quem tinha sido a sua mãe, das brincadeiras que já partilhávamos, dos beijos, dos abraços, do meu toque, do meu cheiro. E essa foi uma das maiores armas com que lutei nos longos meses que se seguiram. A convicção de que era obrigatória a criação , a cimentação de uma memória de quem eu era, de quem era a MÃE. Não podia abandonar ali a luta, entregar-me à doença, aos diagnósticos, ao prognóstico…
E por isso sei que sou mãe de um super-herói, porque o meu filho, do alto da inocência dos seus três anos, já me permitiu muito, já me ajudou a superar muitos obstáculos, muitos enjoos, muitas dores, muitas dúvidas. Sim, porque quando falamos de verdadeiras dificuldades, as noites mal dormidas devido a uma febre que teima em não baixar ou a uma otite, são um pequeno pormenor. Por isso deixo aqui uma pequena sugestão: da próxima vez que o limite se estiver a aproximar perigosamente e que o filho que está à nossa frente se tenha transformado, vá-se lá saber como, numa força demoníaca que temos vontade de exterminar, pare, pense três segundos na última grande frase que ele lhe disse, no última doçura, no último beijo, no último abraço e de como se sentiu feliz e especial com isso. E agora diga-me lá se não partilha casa com um, dois ou mais super-heróis.

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28
Jan08

partilha

por Inês P Queiroz



Aqui fica o primeiro texto (e respectiva foto) que escrevi para a Pais & Filhos.






Sou mãe de um super-herói

Ser mãe é ser muitas coisas. A grande maioria, quando passada para o papel, raramente escapa aos lugares comuns, mas não menos raramente escapa à verdade.
Quando os nossos filhos nascem há algo em nós que muda para sempre. Não sei explicar muito bem: é um misto de “as pequenas coisas fazem agora outro sentido” com “o sorriso dele é mesmo o mais lindo do mundo" com talvez uma pitada de “mas onde é que vivi este tempo todo antes dele nascer?”.
Ser mãe é ser muitas coisas, quase todas maravilhosas, mas algumas delas muito intensas e assustadoras. Ser mãe é sinónimo (mais cedo ou mais tarde) de noites mal dormidas, de ataques de nervos, hipersensibilidade a bolas, colares ou pulseirinhas.
Nestes parcos três anos de maternidade várias foram as vezes em que desejei ser amiga do Super-Homem ou do Homem-Aranha. Nem que por breves instantes. Só para que me ajudassem um pouco, para que usassem os seus super-poderes para me guiar neste caminho, por vezes sinuoso, que é o da maternidade.
Pois é, confidência absoluta: ser mãe nem sempre é fácil. Às vezes é até muito difícil. Muitas gestões a fazer, inúmeras birras a contornar, muitas cedências, algumas desistências e uma grande dose de gestão… de feitios, de conflitos, de sensibilidades, de personalidades.
Mas eu, enquanto mãe de um pequeno e maravilhoso ser de três anos, tenho uma confissão a fazer: sou mãe de um super-herói. O meu filho tem super-poderes e, nestes seus três anos, já fez mais por mim do que alguma vez algum medicamento ou médico poderão fazer e já contornou mais crises que muitos psicanalistas famosos.
Há cerca de dois anos e meio, tinha o meu filho acabado de fazer oito meses, foi-me diagnosticado um cancro. Pouco houve a dizer: a cirurgia era obrigatória, incontornável mesmo, e o futuro uma incógnita. Por defeito profissional, ou talvez por feitio, exigi saber a verdade e confesso que não foi fácil lidar com o que ouvi. Tanta incerteza, tantas caras baixas, tantos “nem imagina como isto é raro na sua idade”… foi um choque horrível, senti que o mundo tinha aberto a sua grande boca e estava pronto para me engolir. Por breves momentos, logo ali, naquela sala de espera de hospital onde ouvi da boca do meu irmão o que sentia que existia mas teimava em não acreditar, senti-me sugada por uma fenda imensa que se abriu debaixo dos meus pés. Só que, depois do horror momentâneo, cresceu em mim uma vontade maior: a de me fazer lembrar ao meu filho. Se eu morresse ali, aos seus oito meses, ele nunca se iria lembrar de quem tinha sido a sua mãe, das brincadeiras que já partilhávamos, dos beijos, dos abraços, do meu toque, do meu cheiro. E essa foi uma das maiores armas com que lutei nos longos meses que se seguiram. A convicção de que era obrigatória a criação , a cimentação de uma memória de quem eu era, de quem era a MÃE. Não podia abandonar ali a luta, entregar-me à doença, aos diagnósticos, ao prognóstico…
E por isso sei que sou mãe de um super-herói, porque o meu filho, do alto da inocência dos seus três anos, já me permitiu muito, já me ajudou a superar muitos obstáculos, muitos enjoos, muitas dores, muitas dúvidas. Sim, porque quando falamos de verdadeiras dificuldades, as noites mal dormidas devido a uma febre que teima em não baixar ou a uma otite, são um pequeno pormenor. Por isso deixo aqui uma pequena sugestão: da próxima vez que o limite se estiver a aproximar perigosamente e que o filho que está à nossa frente se tenha transformado, vá-se lá saber como, numa força demoníaca que temos vontade de exterminar, pare, pense três segundos na última grande frase que ele lhe disse, no última doçura, no último beijo, no último abraço e de como se sentiu feliz e especial com isso. E agora diga-me lá se não partilha casa com um, dois ou mais super-heróis.

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23
Jan08

Sol

por Inês P Queiroz
É curioso o que um belo dia de sol pode fazer pela nossa alma.

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23
Jan08

Sol

por Inês P Queiroz
É curioso o que um belo dia de sol pode fazer pela nossa alma.

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18
Jan08

começo e fim

por Inês P Queiroz
Muitas vezes o começo e o fim andam mais próximos do que pensamos. A vida e a morte tocam-se das formas mais estranhas e constrangedoras, até. Ou, sem pensar numa experiência tão limite, a doença e uma nova vida. Podem acompanhar-nos quase de mãos dadas uma com a outra causando em nós sentimentos contraditórios. Por um lado a felicidade de presenciarmos uma vida que começa (de fazermos parte dela), por outro a tristeza de vermos alguém que amamos sofrer.
Como se a vinda de uma nova vida, justificasse a dor provocada por a perda ou a ameaça a outra.
Por estes dias tenho pensado muito em dois amigos e no que eles devem estar a passar.
Deixo aqui ficar um beijo para os dois.

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18
Jan08

começo e fim

por Inês P Queiroz
Muitas vezes o começo e o fim andam mais próximos do que pensamos. A vida e a morte tocam-se das formas mais estranhas e constrangedoras, até. Ou, sem pensar numa experiência tão limite, a doença e uma nova vida. Podem acompanhar-nos quase de mãos dadas uma com a outra causando em nós sentimentos contraditórios. Por um lado a felicidade de presenciarmos uma vida que começa (de fazermos parte dela), por outro a tristeza de vermos alguém que amamos sofrer.
Como se a vinda de uma nova vida, justificasse a dor provocada por a perda ou a ameaça a outra.
Por estes dias tenho pensado muito em dois amigos e no que eles devem estar a passar.
Deixo aqui ficar um beijo para os dois.

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17
Jan08

De costas voltadas

por Inês P Queiroz
O conflito emocional é tão grande que nem sei por onde começar. De cada vez que damos um passo em frente somos obrigados a recuar dois...
Depois da porta aberta à esperança, na passada segunda-feira, quando conseguimos finalmente a consulta em Madrid, eis que voltamos à estaca zero. Estás novamente no hospital, voltamos a passar por um grande susto... ainda vai ser o coração que me vai trair, tantas são as preocupações que lhe dou.
Sinto-me de costas voltadas para o mundo, para a sorte. Que raio de vida esta! Sempre a lutar, sempre a esbracejar para tentar manter a cabeça fora de água. Que cansaço... às vezes apetecia-me desistir. Deixar de nadar...

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17
Jan08

De costas voltadas

por Inês P Queiroz
O conflito emocional é tão grande que nem sei por onde começar. De cada vez que damos um passo em frente somos obrigados a recuar dois...
Depois da porta aberta à esperança, na passada segunda-feira, quando conseguimos finalmente a consulta em Madrid, eis que voltamos à estaca zero. Estás novamente no hospital, voltamos a passar por um grande susto... ainda vai ser o coração que me vai trair, tantas são as preocupações que lhe dou.
Sinto-me de costas voltadas para o mundo, para a sorte. Que raio de vida esta! Sempre a lutar, sempre a esbracejar para tentar manter a cabeça fora de água. Que cansaço... às vezes apetecia-me desistir. Deixar de nadar...

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14
Jan08

Gerir expectativas

por Inês P Queiroz
Quando somos adolescentes oscilamos entre a verdade absoluta que ninguém nos entende e a esperança secreta que o príncipe encantado irá surgir. Ouvimos as discussões dos nossos pais, vemos os erros que cometem e pensamos que connosco vai ser dieferente. O ideal de felicidade absoluta parece-nos real. Eu, no meu caso concreto, chegava a pensar que mais valia estar só do que viver sem essa felicidade completa e absoluta.
A entrada na vida adulta e, sobretudo, na vida a dois, ensina-nos muitas coisas, a primeira delas é que a felicidade absoluta não existe. Podemos viver felizes, podemos ter momentos de felicidade absoluta, mas a vida adulta também é preenchida de grandes desilusões, de pequenos e grandes fracassos, de momentos infelizes.
O problema é quando não sabemos gerir expectativas, quando não conseguimos perceber que a vida é mesmo assim: boa e má, feliz e infeliz. Não nos conseguirmos adaptar às mudanças e Às dificuldades é uma merda, porque ficamos paralisados no meio da nossa frustração. E não conseguimos avançar, não conseguimos ver o lado bom da coisa. Ficamos ali, eternamente no lamento e no mau humor do que podia ter sido e não foi.
A isto chamo crescer e é por isso que a vida de adulto é tão difícil. E é por isso que cada vez mais vejo as pessoas sozinhas, sem paciência apra relações. Porque uma relação é, muitas vezes, sinónimo de ralação. E há quem já não esteja para isso.

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14
Jan08

Gerir expectativas

por Inês P Queiroz
Quando somos adolescentes oscilamos entre a verdade absoluta que ninguém nos entende e a esperança secreta que o príncipe encantado irá surgir. Ouvimos as discussões dos nossos pais, vemos os erros que cometem e pensamos que connosco vai ser dieferente. O ideal de felicidade absoluta parece-nos real. Eu, no meu caso concreto, chegava a pensar que mais valia estar só do que viver sem essa felicidade completa e absoluta.
A entrada na vida adulta e, sobretudo, na vida a dois, ensina-nos muitas coisas, a primeira delas é que a felicidade absoluta não existe. Podemos viver felizes, podemos ter momentos de felicidade absoluta, mas a vida adulta também é preenchida de grandes desilusões, de pequenos e grandes fracassos, de momentos infelizes.
O problema é quando não sabemos gerir expectativas, quando não conseguimos perceber que a vida é mesmo assim: boa e má, feliz e infeliz. Não nos conseguirmos adaptar às mudanças e Às dificuldades é uma merda, porque ficamos paralisados no meio da nossa frustração. E não conseguimos avançar, não conseguimos ver o lado bom da coisa. Ficamos ali, eternamente no lamento e no mau humor do que podia ter sido e não foi.
A isto chamo crescer e é por isso que a vida de adulto é tão difícil. E é por isso que cada vez mais vejo as pessoas sozinhas, sem paciência apra relações. Porque uma relação é, muitas vezes, sinónimo de ralação. E há quem já não esteja para isso.

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04
Jan08

Catarina Tolentino

por Inês P Queiroz
Agora que aqui estava sentada a percorrer os contactos do meu telemóvel, dei com o número da Catarina Tolentino. E tive de o apagar. A Catarina morreu. Em Agosto. Creio que no dia 5. eu estava em Paris, a sair de Versailles quando recebi um telefonema da Susaninha "A Catarina faleceu." A notícia não me apanhou desprevenida, aliás, o sofrimento da Catarina era tal que creio que todos os que dele gostavam ficaram um bocadinho aliviados com a sua morte; com o fim do seu calvário.
A Catarina era uma mulher doce, a quem a vida pregou muitas partidas. Amiga de há muitos anos do meu marido e da minha amiga Susana, era pessoa que eu só encontrava quando ia à Madeira, nas férias. A Catarina e a sua Laura.
Quando fiquei doente a Catarina fez questão de se fazer presente.
Em Dezembro de 2006, quando cheguei à Madeira fui bombardeada com a notícia de que a Catarina estava com cancro. Do estômago, tal como eu. E que nem sequer nos tinha telefonado para não me fazer reviver o meu processo...
Fiquei espanatada quando a encontrei na Fnac, para assistir à apresentação do livro do filipe, 15 dias após a sua operação. Eu mal me mexia quinze dias depois de ter sido operada, confidenciei-lhe.
A partir desse encontro ficámos mais próximas. Ela tinha muitas dúvidas. Eu também as tinha e ainda tenho, mas já tinha quase dois anos de avanço em relação a ela. E assim fomos, nos meses que se seguiram, trocando mensagens, telefonemas. Ela sempre com medo de incomodar. Eu com receio de forçar a minha presença.
Sobre ela escrevi aqui em Junho http://princesaestrelas.blogspot.com/2007_06_01_archive.html
Na altura não escrevi tudo o que queria porque sabia que ela me lia e tinha receio que ela percebesse que eu já tinha a certeza que o fim estava a bater-lhe à porta.
Mas hoje, meses depois, esse risco já não existe.
Hoje, Catarina, apaguei-te do meu telemóvel.
A tua morte doeu-me. Por muitas razões. E também porque nela vejo um anúncio da minha.

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04
Jan08

Catarina Tolentino

por Inês P Queiroz
Agora que aqui estava sentada a percorrer os contactos do meu telemóvel, dei com o número da Catarina Tolentino. E tive de o apagar. A Catarina morreu. Em Agosto. Creio que no dia 5. eu estava em Paris, a sair de Versailles quando recebi um telefonema da Susaninha "A Catarina faleceu." A notícia não me apanhou desprevenida, aliás, o sofrimento da Catarina era tal que creio que todos os que dele gostavam ficaram um bocadinho aliviados com a sua morte; com o fim do seu calvário.
A Catarina era uma mulher doce, a quem a vida pregou muitas partidas. Amiga de há muitos anos do meu marido e da minha amiga Susana, era pessoa que eu só encontrava quando ia à Madeira, nas férias. A Catarina e a sua Laura.
Quando fiquei doente a Catarina fez questão de se fazer presente.
Em Dezembro de 2006, quando cheguei à Madeira fui bombardeada com a notícia de que a Catarina estava com cancro. Do estômago, tal como eu. E que nem sequer nos tinha telefonado para não me fazer reviver o meu processo...
Fiquei espanatada quando a encontrei na Fnac, para assistir à apresentação do livro do filipe, 15 dias após a sua operação. Eu mal me mexia quinze dias depois de ter sido operada, confidenciei-lhe.
A partir desse encontro ficámos mais próximas. Ela tinha muitas dúvidas. Eu também as tinha e ainda tenho, mas já tinha quase dois anos de avanço em relação a ela. E assim fomos, nos meses que se seguiram, trocando mensagens, telefonemas. Ela sempre com medo de incomodar. Eu com receio de forçar a minha presença.
Sobre ela escrevi aqui em Junho http://princesaestrelas.blogspot.com/2007_06_01_archive.html
Na altura não escrevi tudo o que queria porque sabia que ela me lia e tinha receio que ela percebesse que eu já tinha a certeza que o fim estava a bater-lhe à porta.
Mas hoje, meses depois, esse risco já não existe.
Hoje, Catarina, apaguei-te do meu telemóvel.
A tua morte doeu-me. Por muitas razões. E também porque nela vejo um anúncio da minha.

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04
Jan08

Olímpio Ferreira (1967-2007)

por Inês P Queiroz
Não era íntima dele, mas conheci-o o suficiente para dele gostar.
Trabalhámos juntos em alguns projectos. Concebeu a paginação do livro do meu marido.
O seu Miguel e o meu Henrique nasceram no mesmo dia (12 de Junho de 2004).
Voltei a encontrá-lo, profissionalmente, na Oficina do Livro.
O seu sorriso, a sua boa disposição, o seu amor pela vida ficarão para sempre gravados na minha memória.
Não consegui ir ao seu funeral. Por várias razões, mas muito por falta de coragem.
É-me cada vez mais difícil lidar com a morte.
Mas não podia deixar de o lembrar.
Ficas aqui, Olímpio.

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Jan08

Olímpio Ferreira (1967-2007)

por Inês P Queiroz
Não era íntima dele, mas conheci-o o suficiente para dele gostar.
Trabalhámos juntos em alguns projectos. Concebeu a paginação do livro do meu marido.
O seu Miguel e o meu Henrique nasceram no mesmo dia (12 de Junho de 2004).
Voltei a encontrá-lo, profissionalmente, na Oficina do Livro.
O seu sorriso, a sua boa disposição, o seu amor pela vida ficarão para sempre gravados na minha memória.
Não consegui ir ao seu funeral. Por várias razões, mas muito por falta de coragem.
É-me cada vez mais difícil lidar com a morte.
Mas não podia deixar de o lembrar.
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