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Depois de um dia mau pode haver um céu estrelado. O meu reino.


25
Jan06

Obrigada Aníbal

por Inês P Queiroz
As nossas vidas estão constantemente a ser marcadas por pequenos (ou grandes) incidentes da História. Eu, por exemplo, fui presenteada com um filho no dia 12 de Junho de 2004. Bonita data, claro está.Um belo dia para se ser mãe. Não fosse a mãe fanática de futebol e não fosse o dia o primeiro do Europeu de Futebol realizado em Portugal. Não bastasse isto para castigo divino, teve a pobre mãe como presente uma bela derrota da selecção das quinas frente aos palhaços da Grécia.
Pois bem, achava eu que a minha história recente já estava bem preenchida destes incidentes quando fui informada que, a haver segunda volta nas eleições presidenciais, ela seria no dia 12 de Fevereiro. Um dia como outro qualquer, dirão vocês. Mas, para mim, seria mais um daqueles incidentes, desta vez um dos grandes.
Que eu tenha que levar com o Aníbal e com a Maria nos próximos 10 anos.... ainda se admite. Mas o dia 12 de Fevereiro de 2006 é também o dia em que faço 30 anos e, convenhamos, já chega de coincidências. Quão mais manchada poderia ficar a minha história pessoal?
Por isso agradeço ao Aníbal por ter ganho à primeira.
E agradeço também a todos os palermas de memória curta que nele votaram e assim evitaram a minha vergonha suprema.

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25
Jan06

Obrigada Aníbal

por Inês P Queiroz
As nossas vidas estão constantemente a ser marcadas por pequenos (ou grandes) incidentes da História. Eu, por exemplo, fui presenteada com um filho no dia 12 de Junho de 2004. Bonita data, claro está.Um belo dia para se ser mãe. Não fosse a mãe fanática de futebol e não fosse o dia o primeiro do Europeu de Futebol realizado em Portugal. Não bastasse isto para castigo divino, teve a pobre mãe como presente uma bela derrota da selecção das quinas frente aos palhaços da Grécia.
Pois bem, achava eu que a minha história recente já estava bem preenchida destes incidentes quando fui informada que, a haver segunda volta nas eleições presidenciais, ela seria no dia 12 de Fevereiro. Um dia como outro qualquer, dirão vocês. Mas, para mim, seria mais um daqueles incidentes, desta vez um dos grandes.
Que eu tenha que levar com o Aníbal e com a Maria nos próximos 10 anos.... ainda se admite. Mas o dia 12 de Fevereiro de 2006 é também o dia em que faço 30 anos e, convenhamos, já chega de coincidências. Quão mais manchada poderia ficar a minha história pessoal?
Por isso agradeço ao Aníbal por ter ganho à primeira.
E agradeço também a todos os palermas de memória curta que nele votaram e assim evitaram a minha vergonha suprema.

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25
Jan06

Carta de intenções dos 30

por Inês P Queiroz
Quero ser uma pessoa mais optimista
mais bem disposta
mais contente com a vida
mas atenta à minha família e aos meus amigos
mais ponderada
mais realizada


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25
Jan06

Carta de intenções dos 30

por Inês P Queiroz
Quero ser uma pessoa mais optimista
mais bem disposta
mais contente com a vida
mas atenta à minha família e aos meus amigos
mais ponderada
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12
Jan06

Os saldos

por Inês P Queiroz
Como qualquer gaja que se preze gosto de comprar o meu trapito, especialmente se tiver a ilusão de que fiz uma bela compra nos saldos.
Mas, ilusões à parte, os saldos podem ser um verdadeiro aborrecimento. Ou serei eu que estou a ficar velha? Confesso que começo a perder a paciência para senhoras que de finas só têm a aparência e quase se degladiam até à morte por uma peça de roupa (tal qual Samantha num dos episódios do Sexo e a Cidade) e por empregadas que, uma vez aberta a época em que os pobres vão às compras, (deve ser assim que pensam) acham que trabalham em Rodeo Drive e olham de cima para nós quando perguntamos se têm o tamanho mais pequeno da blusa preta.
Se isto nos livros não der resultado acho que me candidato a trabalhar na Mango...

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12
Jan06

Os saldos

por Inês P Queiroz
Como qualquer gaja que se preze gosto de comprar o meu trapito, especialmente se tiver a ilusão de que fiz uma bela compra nos saldos.
Mas, ilusões à parte, os saldos podem ser um verdadeiro aborrecimento. Ou serei eu que estou a ficar velha? Confesso que começo a perder a paciência para senhoras que de finas só têm a aparência e quase se degladiam até à morte por uma peça de roupa (tal qual Samantha num dos episódios do Sexo e a Cidade) e por empregadas que, uma vez aberta a época em que os pobres vão às compras, (deve ser assim que pensam) acham que trabalham em Rodeo Drive e olham de cima para nós quando perguntamos se têm o tamanho mais pequeno da blusa preta.
Se isto nos livros não der resultado acho que me candidato a trabalhar na Mango...

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09
Jan06

Para a CG

por Inês P Queiroz
Este texto é a resposta a um desafio.
Fui ver um espectáculo e desafiaram-me a escrever um texto sobre o que vi. Há muito que não o faço, amiga. Perdoa-me se te decepcionar. De qualquer forma, quero aqui deixar claro que vou escrever o que senti. Sem "responsabilidades" jornalísticas. Essas ficaram para trás. Não vou justificar excessivamente o que senti ou achei. Ficarei pelo plano pessoal e nesse tudo é permitido. Quem sabe este não será um exercício de libertação.
Seis corpos num espaço aparentemente normal. Um interior de uma casa. Qualquer coisa entre uma sala e uma cozinha. Um espaço do quotidiano facilmente identificável como tal. Seis corpos perdidos nele. Seis corpos que interagem com o espaço ao qual estão confinados de forma por vezes absurda, anormal. O que procuram? Num aparente caos (que o coreógrafo chama de desordem), estes seis interpretes vão desmontando o espaço onde habitam, vão desconstruindo a realidade com um conjunto de acções que, por vezes, roçam o paranóico.
Gostei das intenções que Giles Jobin enunciou no texto que acompanhava o programa deste "Steak House", mas não gostei assim tanto do resultado.
Se a arte é uma apropriação da vida, como gosto de pensar que é, houve momentos em que me revi, de alguma forma, naqueles gestos, naquela quase histeria de movimento, de desconstrução do meio ambiente. Gostei, sobretudo, do modo como todo o cenário é destruído e reconstruído e, posteriormente, objecto de apropriação.
Gostei também da forma como cada um dos intérpretes se esbatia no espaço, se tentava confundir com este.
Mas faltou-lhe qualquer coisa. Ou será muita coisa?
Não me emocionei. Não presenciei um momento sequer que me sentisse surpreendida e isso, para mim, é fundamental.
Algo que me acontece cada vez mais: ver coisas que já vi aqui e ali, por outros criadores e, por vezes, com mais consistência, mais fôlego.
Não sei o que achaste, amiga. Mas também não me pareceste particularmente entusiasmada.
Diz-me

Beijos

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09
Jan06

Para a CG

por Inês P Queiroz
Este texto é a resposta a um desafio.
Fui ver um espectáculo e desafiaram-me a escrever um texto sobre o que vi. Há muito que não o faço, amiga. Perdoa-me se te decepcionar. De qualquer forma, quero aqui deixar claro que vou escrever o que senti. Sem "responsabilidades" jornalísticas. Essas ficaram para trás. Não vou justificar excessivamente o que senti ou achei. Ficarei pelo plano pessoal e nesse tudo é permitido. Quem sabe este não será um exercício de libertação.
Seis corpos num espaço aparentemente normal. Um interior de uma casa. Qualquer coisa entre uma sala e uma cozinha. Um espaço do quotidiano facilmente identificável como tal. Seis corpos perdidos nele. Seis corpos que interagem com o espaço ao qual estão confinados de forma por vezes absurda, anormal. O que procuram? Num aparente caos (que o coreógrafo chama de desordem), estes seis interpretes vão desmontando o espaço onde habitam, vão desconstruindo a realidade com um conjunto de acções que, por vezes, roçam o paranóico.
Gostei das intenções que Giles Jobin enunciou no texto que acompanhava o programa deste "Steak House", mas não gostei assim tanto do resultado.
Se a arte é uma apropriação da vida, como gosto de pensar que é, houve momentos em que me revi, de alguma forma, naqueles gestos, naquela quase histeria de movimento, de desconstrução do meio ambiente. Gostei, sobretudo, do modo como todo o cenário é destruído e reconstruído e, posteriormente, objecto de apropriação.
Gostei também da forma como cada um dos intérpretes se esbatia no espaço, se tentava confundir com este.
Mas faltou-lhe qualquer coisa. Ou será muita coisa?
Não me emocionei. Não presenciei um momento sequer que me sentisse surpreendida e isso, para mim, é fundamental.
Algo que me acontece cada vez mais: ver coisas que já vi aqui e ali, por outros criadores e, por vezes, com mais consistência, mais fôlego.
Não sei o que achaste, amiga. Mas também não me pareceste particularmente entusiasmada.
Diz-me

Beijos

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04
Jan06

A inevitabilidade da morte

por Inês P Queiroz
Hoje fui a um funeral.
Não se pode dizer que a pessoa em causa fosse um amigo. Foi apenas o meu primeiro director, o meu primeiro chefe enquanto jornalista. Já lá vão alguns anos. E foi-o durante pouco tempo, pouco mais de seis meses. No entanto, a sua morte marcou-me profundamente. Talvez porque sempre foi uma pessoa que me tratou com bastante dignidade. Perto dele nunca me senti menor pelo facto de ser uma estagiária. Talvez porque ele tenha morrido com cancro, essa doença que tem convivido comigo tão de perto. Hoje, enquanto estava naquela capela a assistir à missa, senti-me a tremer, como se o chão me estivesse a fugir debaixo dos pés. E dei comigo a pensar que daqui a pouco tempo poderia ser eu a estar no lugar dele. Bem sei que este tipo de pensamentos não ajudam nada, mas foi inevitável. Por mais que eu tente afastá-la de mim, a morte ronda-me, de forma mais ou menos intensa.

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04
Jan06

A inevitabilidade da morte

por Inês P Queiroz
Hoje fui a um funeral.
Não se pode dizer que a pessoa em causa fosse um amigo. Foi apenas o meu primeiro director, o meu primeiro chefe enquanto jornalista. Já lá vão alguns anos. E foi-o durante pouco tempo, pouco mais de seis meses. No entanto, a sua morte marcou-me profundamente. Talvez porque sempre foi uma pessoa que me tratou com bastante dignidade. Perto dele nunca me senti menor pelo facto de ser uma estagiária. Talvez porque ele tenha morrido com cancro, essa doença que tem convivido comigo tão de perto. Hoje, enquanto estava naquela capela a assistir à missa, senti-me a tremer, como se o chão me estivesse a fugir debaixo dos pés. E dei comigo a pensar que daqui a pouco tempo poderia ser eu a estar no lugar dele. Bem sei que este tipo de pensamentos não ajudam nada, mas foi inevitável. Por mais que eu tente afastá-la de mim, a morte ronda-me, de forma mais ou menos intensa.

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03
Jan06

Ano Novo

por Inês P Queiroz
Com o fim de 2005 apetece-me fazer um pequeno balanço . Parafraseando essa grande figura da política portuguesa que é o Dr. Soares, "foi feio, não foi bonito". Mas deu para ver que estou mais acompanhada do que pensava. Para além do marido, do filho, dos pais, irmão e cunhada, descobri que os meus amigos são mesmo os melhores do mundo. A vocês, que estiveram tão perto de mim, OBRIGADA. De coração. Um abracinho especial para a menina que de azedo só tem o nome. És a maior

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03
Jan06

Ano Novo

por Inês P Queiroz
Com o fim de 2005 apetece-me fazer um pequeno balanço . Parafraseando essa grande figura da política portuguesa que é o Dr. Soares, "foi feio, não foi bonito". Mas deu para ver que estou mais acompanhada do que pensava. Para além do marido, do filho, dos pais, irmão e cunhada, descobri que os meus amigos são mesmo os melhores do mundo. A vocês, que estiveram tão perto de mim, OBRIGADA. De coração. Um abracinho especial para a menina que de azedo só tem o nome. És a maior

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